Valdir Ricardo: Pinturas abstratas

Valdir Ricardo Francisco, é natural de São José dos quatro Marcos (MT). Morava com sua mãe e seu padrasto na zona rural. Aos 8 anos de idade foi deixado em um orfanato na cidade de Cáceres-MT, no ano de 1989 foi transferido para outro orfanato na mesma cidade, onde teve acesso a várias denominações artísticas, mediante seus conhecimentos pela arte se apaixonou por artes plásticas, e acredita que a arte é transformadora, pois aquele pequeno jovem desacreditado e julgado pela sociedade como um perdido, ou mais um sem futuro, se apoiou aos ensinamentos da arte, vencendo o pré-conceito, a tristeza e até mesmo a ausência de seus pais, tornando um cidadão com olhar visionário, para a transformação da arte e cultura de uma sociedade com perspectiva de vida. hoje é artista plástico, arte-educador. Licenciatura em artes visuais, pela Unar Araras (SP) e geografia pela UNEMAT Cáceres (MT), especialização em educação para jovens e adultos (EJA). Atualmente é professor da educação básica na disciplina de arte, Seduc, na escola São Luiz em Cáceres-MT.

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José Prado Neto: desenhos

“Sou José Prado, artista visual, arquiteto e psicanalista.

Paulistano por adoção, natural de Bebedouro/ SP, vivendo em São Paulo desde 1968. Iniciei meus estudos superiores na Escola Politécnica de São Paulo, mas me transferir para a FAU/ USP onde me formei arquiteto urbanista em 1976. Foi na Faculdade de Arquitetura que tive minha formação em artes visuais como os artistas/ professores Flávio Motta, Renina Katz, Flávio Império, entre outros.

Depois como professor de arquitetura ensinei desenho no laboratório de linguagem arquitetônica da FAU/ USJT.

Minha fruição da arte e contato com os grandes mestres iniciou-se no MASP Museu de Arte de São Paulo, onde eu fiz um curso de história da arte. E depois na Pinacoteca de São Paulo, onde dei aula arquitetura, na faculdade da Belas Artes, então ali localizada, por muitos anos.

Posteriormente em viagens internacionais tive oportunidade de ampliar meu repertório de arte, em estudos e observações em importantes museus da Europa, especialmente no Museu do Louvre e no Museu de Orsay, onde encontrei meu grande mestre: Henri Matisse, que fortemente me influenciou com seu desenho livre e suas cores forte e exuberantes.

Foi a pandemia com os seus isolamentos compulsórios e os atendimentos remotos de meus analisandos, que me predispôs a produção artística, primeiro com a utilização de pincéis hidrográficos e posteriormente com a técnica digital.

Meus trabalhos atuais são desenhos digitais desenvolvidos no programa PicCollage, buscando uma expressão gestual, tendo como base visual os grafites urbanos.

Utilizando em sua execução uma paleta de cores fortes, de luminosidade tropical, em linhas e planos sobrepostos.

Que para mim resultam composições expressionistas de grande carga simbólica.”

José Prado Neto – Artista, arquiteto, urbanista, contista e psicanalista

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Antonio Prado: Ipê em São Paulo, Parque da Água Branca e Masp

Antonio José Corrêa do Prado nasceu em Bebedouro – SP e é economista (FEA-USP) e um pouco sociólogo, porque estudou três anos de sociologia (FFLCH-USP). É mestre e doutor em economia pelo Instituto de Economia da UNICAMP e foi professor da PUC-SP. Trabalhou por 23 anos no Dieese. Atuou também na Cepal-Chile. Trabalhou também na FAO em Roma, Itália. Atualmente reside em São Paulo.

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César Barreto: grande mestre

No Dia do Professor que se comemora nesse 15 de outubro gostaria de fazer uma homenagem ao saudoso e grande mestre César Barreto. Ele me deu aulas de história no Colégio Palmares de 1980 a 1982 e no cursinho CPV, preparatório para o vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1983. Assisti também a uma brilhante palestra sua sobre o Holocausto no Museu de Arte de São Paulo (Masp). Ele tinha um conhecimento profundo sobre a matéria que ministrava e suas aulas eram divertidas e dinâmicas. Ele morava em meu bairro (Higienópolis) e, um pouco antes de sua morte, presenciei uma cena dele na rua, com uma sacola sortida, distribuindo alimentos aos moradores de rua e aos pássaros.

Viva o Dia dos Professores aos quais agradecemos ao que somos hoje!

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Luís Vaz de Camões (Lisboa [?], Portugal, c.?  1524 – Lisboa, Portugal, 10 de junho de 1579 ou 1580), foi um poeta e soldado português, considerado o maior escritor do período do Classicismo

Poema enviado por WhatsApp pelo amigo e poeta Edney Cielici Dias que comenta: “Que coisa linda, vale lembrar o Luís Vaz de Camões”.

Adailton de Dedé: São Jorge, Homem no elefante, Mutum alagoano, Nossa Senhora das Dores e Virgem Maria negra

Adailton Rodrigues dos Santos, o Adailton de Dedé, nascido em 1977, é o primeiro filho do mestre Antônio de Dedé, já falecido. A habilidade de trabalhar com a madeira foi passada para o pai pelo avô que fazia carros de boi.

Família de trabalhadores rurais, seu pai fazia apenas pequenas peças para enfeite. Foi uma galerista de São Paulo, Maria Amélia, quem reconheceu pela primeira vez o valor do trabalho de Antônio de Dedé e o incentivou a fazer também peças maiores.

Com o pai, Adailton aprendeu a encontrar dentro de si o amor pelo artesanato e hoje sonha em poder se dedicar exclusivamente a isso e explorar outros fazeres que ainda não pôde explorar. Além de artesão, ofício ao qual se dedica há dez anos, Adailton também trabalha na roça e com construção civil.

Fonte: Artesol – Artesanato solidário

Como ele mesmo diz: “Sou Adailton de Dedé, faço artesanato desde os 12 anos de idade, com incentivo de meu pai (Mestre Antônio de Dedé) e até hoje continuo o trabalho, faço esculturas de todos tamanhos e formas.”

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Crônica de Fernando Pacheco Jordão: Beatriz

19 de março de 1965 – uma data histórica. O soviético Leonov tornou-se o primeiro homem a “andar” no espaço, ao sair de sua nave, preso a um cabo.
Em Londres, eu trabalhava à noite no Serviço Brasileiro da BBC. Meu colega na transmissão, o boêmio Michael Ould, levou para o estúdio uma garrafa de uísque Teacher’s para festejarmos o nascimento de minha filha Beatriz. Batemos a garrafa toda e, muito alegre, anunciei, antes de ler o noticiário do dia, que minha filha tinha nascido – sabia que meus pais estariam ouvindo no Brasil. Ela se tornou assim com certeza a única brasileira a ter sua vinda ao mundo anunciada pela BBC de Londres. Se ela topasse, eu poria no seu currículo. Nem que fosse para um comercial de Teacher’s.

Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sexta edição e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 13ª edição.

Laércio Moraes: Produção atual

Laércio Moraes (Lalá) nasceu em 7 de setembro de 1963, está com 58 anos, cursou desenho artístico e publicitário na década de 80 e hoje reutiliza várias técnicas. Já participou em exposições no grande ABC e estudou na Fundação das Artes de São Caetano do Sul-SP em 2018.

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