Um pouco de arte popular para celebrar a infância

A arte popular diz muito às crianças e seu dia coincide nessa segunda com o de Nossa Senhora Aparecida e nele celebramos a infância, reforçamos a importância de defender os direitos fundamentais dos pequenos, como educação, saúde, proteção e de sempre valorizar o brincar, a imaginação e a convivência em família.

João Alves – ainda pequeno vendia suas peças na feira de Taiobeiras, MG, e elas mostram cenas cotidianas como cuidar dos filhos, amamentar, socar o milho no pilão e alimentar as galinhas

Zezinho de Arapiraca – deve a sua iniciação ao Mestre Lampião de Arapiraca, AL, e criatividade e cor talvez sejam as duas palavras que melhor resumem sua obra e ele é hoje um dos mais respeitados artistas populares de lá

Mestre Cunha – suas obras são em geral brinquedos (carrinhos, aviões, navios, animais), realizados com excepcional qualidade, originais em suas concepções e nos materiais utilizados: madeira, arame, vidro, espelho, garrafa pet, pregos, massa de modelar e tinta a óleo

Mazinho Santana – sofreu forte influência do pai e ainda criança encontrou nas sobras de madeira descartadas seu impulso artístico, e em suas pequenas mão, os resíduos ganham vida e suas peças quase todas são produzidas em madeira umburana, de forma ecologicamente correta

Sítio Rodrigues – são artistas do distrito de Água Fria, Belo Jardim, PE, sob a orientação da artista plástica Ana Veloso no projeto de revitalização de nome “Festival arte de Serra do Vento” e criam lagartos, cachorros, tatus bola e outros bichos, além de reproduzir cabeças na antiga tradição dos ex-votos

Zezin – é o apelido de José Ricardo Resende que vive e trabalha em Belo Horizonte, MG, e que já participou em sua curta carreira de várias exposições como a Feira Nacional de Artesanato – Expominas, Belo Horizonte, MG e Aparecida 300 Anos – Museu Guimarães Rosa, Cordisburgo, MG

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I want you to know

I want you to know
how carefully
I watered the tender shoots
you planted
in my little garden.

Flowers now adorn the ground
the fruits are ripe
Come
bring a strongly woven basket
and bring with you also
the finest palm wine
that your expert tapping
can brew
we must feast and wine
till the small hours
of our short days together

Joy and love
shall be our daily
harvest songs.

(1972)

Micere Githae Mugo (Baricho, Quênia, 12 de dezembro de 1942 – Syracuse, Nova York, Estados Unidos, 30 de junho de 2023) nascida Madeleine Micere Githae foi uma dramaturga, autora, ativista, instrutora e poetisa queniana. Foi crítica literária e professora de literatura no Departamento de Estudos Afro-Americanos da Universidade de Syracuse. Uma das maiores heroínas literárias do Quênia. Além de dramaturga e acadêmica, foi uma defensora ferrenha dos direitos humanos e da cultura oral africana. Suas coleções de poesia mais famosas incluem “Daughter of my people”, “Sing” e “My mother’s song and other poems”. Lembrando que a literatura e a poesia do Quênia possuem uma rica tradição que se divide entre a tradição oral clássica (em línguas locais e suaíli) e a produção contemporânea de resistência, ativismo social e o movimento Spoken Word. Embora grandes nomes do país sejam amplamente celebrados como romancistas (como o lendário Ngũgĩ wa Thiong’o), muitos deles produziram poesias fundamentais para a identidade do país

The morning sun

Far from the ignoble strife of Man’s tavern you are
The wine-cup adorning the sky’s assemblage you are

The jewel which should be the pearl of the morning’s bride’s ear you are
The ornament which would be the pride of horizon’s forehead you are

The blot of night’s ink from time’s page has been removed!
The star from sky like a spurious picture has been removed!

When from the roof of the sky your beauty appears
Effect of sleep’s wine suddenly from eyes disappears

Perception’s expanse gets filled with light
Though opens only the material eye your light

The spectacle which the eyes seek is desired
The effulgence which would open the insight is desired

The desires for freedom were not fulfilled in this life
We remained imprisoned in chains of dependence all life

The high and the low are alike for your eye
I too have longing for such a discerning eye

May my eye shedding tears in sympathy for others’ woes be!
May my heart free from the prejudice of nation and customs be!

May my tongue be not bound with discrimination of color
May mankind be my nation, the whole world my country be

May secret of Nature’s organization clear to my insight be
May smoke of my imagination’s candle rising to the sky be

May search for secrets of opposites not make me restless!
May the Love-creating Beauty in everything appear to me!

If the rose petals get damaged by the breeze
May its pain dropping from my eye as a tear be

May the heart contain that little spark of Love’s fire
The light of which may contain the secret of the Truth

May my heart not mine but the Beloved’s mirror be!
May no thought in my mind except human sympathy be!

If you cannot endure the hardships of the tumultuous world
O the Great Luminary that is not the mark of greatness!

As you are not aware of your world-decorating beauty
You cannot be equal to a speck of dust at the Man’s door!

The light of Man eager for the Spectacle ever remained
And you obligated to the tomorrow’s morning ever remained

Longing for the Light of the Truth is only in our hearts
Abode of Lailah of desire for search is only in this litter

Opening of the difficult knot, Oh what a pleasure it is!
The pleasure of universal gain in our endless effort is!

Your bosom is unacquainted with the pain of investigation
You are not familiar with searching of the secrets of Nature

Allama Iqbal (Sialcote, Índia britânica, 9 de novembro de 1877 – Laore, Índia britânica, 21 de abril de 1938). Sir Muhammad Iqbal, conhecido como o “Poeta do Oriente”, foi um filósofo e político cujo trabalho inspirou a criação do Paquistão. Escreveu obras marcantes como Shikwa (Reclamação), focando no despertar espiritual e político dos muçulmanos. Ele foi um dos maiores poetas e filósofos do século XX, reverenciado como o poeta nacional do Paquistão por suas obras profundas em urdu e persa. Este homem multitalentoso também se formou em direito no Lincoln’s Inn, em Londres, e era muito respeitado nos círculos acadêmicos. Nomeado pelo governo do Paquistão como “poeta nacional”, ele é amplamente reconhecido como uma das forças motrizes por trás do “Movimento do Paquistão”

India 3

India, bella mezcla de diosa y pantera,
doncella desnuda que habita el Guairá.
Arisco remanso curvó sus caderas,
copiando un recodo de azul Paraná.

De su tribu la flor,
montaraz guajaki,
Eva arisca de amor
del edén Guaraní.

Altiva, su frente es una fuente de plumas,
su lengua es un agreste favo de eirusú;
su collar descubre, entre los dientes de pumas,
los seios de la musa de Ybytyruzú.

La rebelde mujer
para quien la selva es un hogar,
también sabe querer,
también sabe soñar.

Manuel Ortiz Guerrero (Villarrica, Paraguai, 16 de julho de 1894 – Assunção, Paraguai, 8 de maio de 1933) foi um poeta e músico paraguaio. Ele é um dos maiores poetas do país, conhecido por sua vida marcada pela superação da hanseníase e por versos líricos profundos como “Loca” e “India”. O poema India foi escrito por ele e musicalizado como guarânia por José Asunción Flores em 1928. Essa obra tornou-se um dos maiores clássicos da guarânia (gênero musical paraguaio), celebrando a beleza nativa e a natureza da região com referências ao Guairá e ao rio Paraná. A versão em português de José Fortuna tornou essa canção extremamente famosa no Brasil e foi originalmente gravada pela dupla Cascatinha e Inhana

Nota pelos 38 anos da “Constituição Cidadã”

Nesta segunda-feira, 5 de de outubro, a Constituição brasileira está completando 38 anos de sua promulgação. Ela é de suma importância para nossa democracia, pois representa a lei fundamental e suprema do Brasil, servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies normativas, situando-se no topo da pirâmide de nossas leis. Historicamente ela é a sétima a reger o Brasil desde a sua Independência.

A assembléia nacional Constituinte, composta por 559 congressistas, foi instalada em 1º de fevereiro de 1987, sendo presidido pelo deputado Ulysses Guimarães (Rio Claro, São Paulo, 6 de outubro de 1916 – Angra dos Reis, Rio de Janeiro, 12 de outubro de 1992), que foi Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil de 1985–1989, e pertencia ao PMDB. Os trabalhos dos constituintes se estenderam por dezenove meses, em meio a uma intensa participação popular, onde o país viveu um momento em que a política foi exercida em seu sentido mais pleno. Em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a nova Constituição brasileira.

No início dos trabalhos do Congresso Constituinte, vários setores da sociedade foram estimulados a dar sua contribuição. Por meio de lobbies, ou seja, grupos de pressão organizados para influenciar as decisões dos constituintes, aqueles setores da sociedade procuraram defender seus interesses. O Congresso também recebeu inúmeras propostas. Tais propostas, formuladas pelos cidadãos brasileiros, foram apresentadas por meio de entidades associativas e subscritas por um mínimo de 30 mil assinaturas.

A Constituição Federal de 1988 assegurou diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais, e permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que houver lesão ou ameaça de lesão a direitos.

Com a nova constituição foi determinada a eleição direta para os cargos de presidente da República, governador de Estado (e do Distrito Federal), prefeito, deputado (federal, estadual e distrital), senador e vereador. A nova Constituição também previu uma maior responsabilidade fiscal e ampliou os poderes do Congresso Nacional.

A Constituição de 1988 está dividida em 10 títulos e as temáticas de cada título são: Princípios Fundamentais, Direitos e Garantias Individuais, Organização do Estado, Organização dos Poderes, Defesa do Estado e das Instituições, Tributação e Orçamento, Ordem Econômica e Financeira, Ordem Social, Disposições Gerais e Disposições Transitórias.

A Constituição de 1988 representou um passo importante na redemocratização do país. Recebeu muitas críticas: foi considerada muito longa (245 artigos e 70 disposições transitórias); abrange aspectos particulares da vida política, social e econômica do país e não se limita apenas a princípios gerais; vários de seus artigos, para serem colocados em prática, dependem de uma regulamentação posterior. Suas ambiguidades refletem as contradições da sociedade brasileira e a composição de forças do Congresso Constituinte.

A Constituição estabelece ampla garantia de direitos individuais e coletivos, assegurando aos cidadãos total liberdade de pensamento, expressão e organização e criando instrumentos para que se defendam de abusos de poder por parte do Estado. O racismo, o terrorismo e o tráfico de drogas são condenados. É assegurado o direito à propriedade. Foi mantida a República Federativa, com regime presidencialista (até o plebiscito de 1993). No entanto, o poder do Executivo foi reduzido em relação às Constituições anteriores, enquanto o poder Legislativo e Judiciário foram fortalecidos.

A constituição estabelece ainda a eleição em dois turnos para presidente da República, governador de Estado e prefeitos de municípios com mais de 200 mil habitantes.

Os Estados e os municípios também ficaram fortalecidos, através de uma redistribuição dos impostos. Também foi abolida a censura nos meios de comunicação.

Imagens do catálogo da exposição “20 anos: Constituição Cidadã”, Câmara dos Deputados, e do livro “Constituição de 1988 – A semente da liberdade e da cidadania”, de Itamar de Oliveira

William Carlos Williams and trees

When he writes about a tree
my poet does it well
reminding me of many things
while I just try to spell.

He tries to help me see it
in every small detail
because, I guess, it’s
close to him

he feels the tree
so well.

There’s a pecan tree out back
majestic in its spread
we sit out on the deck and watch
the birds fly there and back.

Nonie feeds them often
gives them those seed cakes
and so they come and sit
and then quickly move away.

I can’t really describe the tree
don’t have that many words
once did perhaps but now
they’re gone

leaves in autumn burned.

It is the finest tree of course
best I’ve ever known
but more a glowing cloud
than what the poet doc

would know.

He might talk about
the limbs imbue them
with some muscle.

Clever stuff he was a doc
could have it turn around
in the wind and cough a bit
make leaves fly off

somehow.

I would just say it is a tree
it catches rays and runs
with all the trees and forest seas
when all the green is done.

It’s out there now
quite hollow bare
and not having
much fun.

Ice attached few weeks ago
that’s all I’ve got
I’m done.

Just ice and snow
assembly lines
but no more alcohol.

Just love and birds
my Nonie girl
the donkey out there
braying.

But it’s enough
you know it?
I won’t mention
my chair.

And I”m no poet
just a man
sits around
in underwear.

But Nonie cleans
and folds it
compliments
me too.

As I wander about the house
writing free at last
waiting for some pecan pie
new leaves dancing

less gas.

Em Whisper Jack (autor desconhecido). A fictional account by the writer. I’d like to write a story tonight but I’m afraid. You might think it’s real. And I don’t want to steer you wrong. This is not like that. This is fiction. Pure and simple, like that. So let’s get on with it, shall we? It’s all a play, of course. Shakespeare clued us in. But there are plays that don’t worry about reality. None of the main characters ever go to work. It’s a trust fund universe. It’s great