Destaque

Atingindo a maioridade de antigamente (*): 21 anos no ar!

“Redescobrindo” está de aniversário: Chegou hoje a 21, uma abençoada data!… O painel acima que preparei mostra imagens dele no Google. Sua versão inicial ficou no ar até 23 de maio de 2019, quase bateu em 30 mil acessos, e a de agora está chegando a 2 milhões, com mais de 168 mil visitantes únicos. Ele possui 262 páginas, já foram publicados 2.613 posts e aprovados 376 comentários. Em agosto de 2024 teve seu recorde de total de visitantes, batendo em 23.724, no mês passado atingiu 17.302, seu segundo melhor resultado. No mês corrente, em 1º de agosto de 2026, teve 1.018 visitantes, em um total de 15.525 páginas visitadas…

Legal terem-nos visitado e prestigiado.

Abraços e retornem sempre,

Eduardo Matosinho (Fone: 11 3237-0436 ou 9 9781-4370 – WhatsApp)

(*) No Brasil, a maior idade é 18 anos. Nessa idade, a pessoa atinge a maioridade civil e penal, ganhando autonomia total sobre sua vida e responsabilidade perante a lei. A idade de 21 anos era a regra antiga do Código Civil brasileiro de 1916, mas mudou no ano de 2003.

Destaque

Coco do trocadilho

Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho

Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho

É papa é papa-capim é papa-capo papagaio
Papelão papelaria plataforma planta e paio

É sim

Padaria pão padeiro pastoril pato pastel
Paraguaio padroeiro papa-angu vai papa-mel

Olha o retorno

Papa-angu vai papa-mel paraguaio e padroeiro
Pastoril pato e pastel padaria e pão padeiro

É sim

Plataforma planta e paio
É papa é papa-capim papelão papelaria é papa-capo e papagaio

O senhor pra cantar comigo
Tem que traçar muito bem este baralho
Que é pra não se atrapalhar
Muito cuidado seu José pra não cair do galho

Eu fiz este trocadilho
Somente pra derrubar a sua fama
Lá em casa é rede é cama
Lá no mato é pau é tábua
No caminho é toco é lama na lagoa é junco é água

É sim

Na lagoa é junco é água
No caminho é toco é lama
Lá no mato é pau é tábua
Lá em casa é rede é cama

Eu só sei pra cantar comigo
Tem que traçar muito bem este baralho
Que é pra não se atrapalhar
Muito cuidado seu José pra não cair do galho

Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho

Pra cantar comigo
Tens que traçar bem o baralho
Que é pra não se atrapalhar
Viu Zé e não cair do galho

Eu só sei que o senhor pra cantar comigo

Música composta por Buco do Pandeiro e gravada por Bezerra da Silva (Recife, Pernambuco, 23 de fevereiro de 1927 — Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) e Zé Ramalho ((Brejo do Cruz, Paraíba, 3 de outubro de 1949). Foi gravada por Bezerra em 1976, no álbum “O rei do coco” – Vol. 2. Antes de virar o grande ícone do samba de malandragem carioca, o artista pernambucano gravou e divulgou muito o gênero do coco nordestino e sua conexão com Zé Ramalho ocorreu pelo fato desse músico paraibano compartilhar forte afinidade com a embolada, o repente e a viola, e incorporar o espírito dinâmico desse tipo de desafio rítmico em sua trajetória de valorização das matrizes nordestinas

Bailarina

(Sevilha) A João Cabral de Melo

A pausa
.              brusca
talvez um gesto que meditasse
o seu próprio ímpeto
.                                   talvez aquele silêncio
antes do touro partir contra o ardil do matador
tudo imóvel e se movendo
.                                        O resto será apenas consequência

José Paulo Moreira da Fonseca (Rio de Janeiro, 13 de junho de 1922 – Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2004) foi um escritor, poeta, ensaísta, teatrólogo, pintor e crítico de arte. In “Antologia Poética”, Editora Leitura S. A. Considerado um dos mais importante nomes da poesia brasileira das gerações dos anos 40 e 50, tendo sido indicado algumas vezes para a Academia Brasileira de Letras, foi o primeiro vencedor da categoria Poesia no Prêmio Jabuti, e levou o prêmio na edição inaugural de 1959 com o livro “Três livros”. Venceu também, em 1974, ano do nascimento de minha esposa Luiza Maria, na categoria Poesia o 16.º Prêmio Jabuti, com o livro “Luz e Sombra”.
Nota: A categoria “Poesia” foi criada já na primeira edição do Prêmio Jabuti, em 1959. O objetivo do Jabuti, criado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), é premiar autores de livros de poesia publicados no ano anterior ao da cerimônia. Até 1992, havia apenas um vencedor por categoria. Em 1993 e 1994, foram definidos até cinco vencedores em cada categoria. A partir de 1995, os três primeiros colocados passaram a ser considerados vencedores (as exceções foram de 2002 a 2005, quando o segundo e o terceiros colocados receberam o prêmio como “menção honrosa”). A partir de 2018, apenas o primeiro colocado voltou a ser considerado vencedor da categoria

Fazendinha publicada no “Blog do João Alex400” e fotografias dele pequeno no Casarão 54

“Fazendinha”: Essa foi a coleção de maior sucesso vendida em bancas de jornal no Brasil e se chamou “Animais da fazenda” (ou “Casa da fazenda”), lançada pela editora Planeta DeAgostini por volta de 2012 a 2014.

“Casarão 54”: Restaurante tradicional de comida típica do campo, incluindo leitão e costela de boi, em casa com jardins localizado na Rodovia Presidente Castello Branco, s/n – km 54 – Zona Rural, Araçariguama – SP

Um velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
Servindo de rima pro bem do meu povo
Saindo das cinzas sem ter se queimado
É o velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
De peito aberto querendo passar
Mais forte que o tempo, quem sabe o infinito
E bem mais bonito pra gente contar (cantar)

O samba é retrato do meu ser,
uma pintura, é um quadro de Debret
Um arrastão de paz
é o meu coração que quando bate faz o reviver da multidão

por que meu samba é meu dengo, meu chamego
É meu sossego, é meu bem, meu bem querer
é tudo que eu quiser, o samba é meu lugar, é meu viver
Sambar

Arlindo Cruz (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958 – 8 de agosto de 2025) / Franco (Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1952 – 18 de dezembro de 2007). Arlindo Cruz foi um cantor, compositor e músico brasileiro de samba e pagode. Após doze anos integrando o conjunto Fundo de Quintal, Arlindo construiu uma bem-sucedida carreira solo, tornando-se um dos maiores nomes do samba de todos os tempos e uma figura proeminente no cenário do carnaval carioca, tendo composto sambas-enredo para escolas clássicas, como Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio. E José Franco Lattari, conhecido como Franco, foi um importante compositor, cantor e médico brasileiro, famoso por suas obras no samba e memoráveis sambas-enredo da União da Ilha do Governador. Essa música de Arlindo Cruz, e composta em parceria com Franco, menciona o pintor Jean-Baptiste Debret (Paris, França, 18 de abril de 1768 – 28 de junho de 1848) em sua letra. Debret ou De Bret foi um pintor, desenhista, cenógrafo e professor francês, que integrou a corte de Napoleão, em 1806 e, posteriormente, de D. João VI e de D. Pedro I. Integrou a Missão Artística Francesa (1817), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou.

Luis Buñuel , sempre Buñuel

“Na pequena casa no México onde espera tranquilamente a morte sem um além — “sou ateu, graças a Deus” —, o cineasta Luís Buñuel comemorou há dias seus 82° aniversário. A não ser pela visita de alguns amigos, nada perturbou o ritual dessa vida de monge, marcada por dois momentos, ao meio-dia e às seis da tarde, horas em que prepara com zelo amoroso um martini seco. Desse último “tempo morto” de uma vida que finda, Buñuel envia uma mensagem explodindo de saúde, recheada de lembranças surpreendentes, um livro escrito com a cumplicidade afetuosa de Jean-Claude Carriere.
“Meu último suspiro” tem as marcas dos seus filmes: clareza inocente e simplicidade sem floreios que geram um sentimento de misteriosa estranheza. Ao longo de sua vida, Buñuel atravessou revoluções — dos costumes, das artes, das nações. Ainda estudante, seus dois melhores amigos foram Garcia Lorca e Salvador Dali.
(…)
A sua avaliação dessa “revolução” em relação ao seu passado, ao qual permanece fiel sem qualquer remorso, é singularmente severa. Com a ternura contida e a firmeza secreta que são suas características, reconhece que triunfou apenas no acessório — o sucesso artístico e o êxito cultural —, mas que fracassou no essencial: transformar o mundo e a vida.
Nesse quadro de tons cinzentos, mas pontilhado de humor na sua espera pela morte, Luis Buñuel renega os gritos de sua juventude e murmura: “Abaixo o amor louco! Viva a amizade!”. Verdades de outra idade, ditas com o distanciamento do pudor, a beira do último suspiro, por um homem que, ignorando o próprio mito, jamais se tomou por Luis Buñuel.”

Solombra

Eu sou essa pessoa a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.

Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza:
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
já de horizontes libertada, mas sozinha.

Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.

Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:

“Agora és livre, se ainda recordas”

Cecília Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964). In “Solombra”, Editora Livros de Portugal. No ano de meu nascimento e da partida dessa incrível poetisa o livro “Solombra” venceu o 6º Prêmio Jabuti (realizado em 1964), sendo premiado na categoria “Poesia”. Este foi o último livro de poesia dela, publicado em 1963. A obra reúne 28 poemas marcados por temas como a morte, a solidão, a memória e a passagem do tempo