Dupé Ferreira da Silva: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP) 2

Dupé Ferreira da Silva

👨‍🎨 Artista plástico da APBP
👨‍🎓 1° Concurso Internacional APBP Brasil
👥 Serviço Social
🗣 Palestrante
👨🏾‍🏫 Ministrante de oficinas

Domingos Ferreira da Silva, conhecido como Dupé, é um artista plástico brasileiro que pinta suas obras com os pés. Nascido em 17 de novembro de 1971, em Aragarças, GO, com as mãos e os braços atrofiados. Desde pequeno desenvolveu todas as suas atividades diárias com os pés, começando a pintar com apenas 7 anos de idade. Além da pintura, Dupé também toca teclado e já se formou em Serviço Social e Pedagogia, além de atuar como palestrante e tocar teclado. Utiliza técnica acrílica sobre tela com forte presença de paisagens da região Centro-Oeste. É integrante da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP).

Estilo de pintura: Com o pé
Técnica: Acrílica
Título da obra: “Amor de margarida”

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.

Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
apbp@apbp.com.br
https://apbp.com.br/home
www.instagram.com/dupeferreira

Pulando o muro

Tô na porta da casa dela
Quem nunca fez loucura de amor
Que atire a primeira pedra

Toquei a campanha ela não me atendeu
Mandei mensagem ela me bloqueou
Olhei pro lado e pensei comigo
Será que eu faço, será que eu vou

Lá vai o louco pulando o muro
Com buquê de flor na mão
Cachorro latindo
A polícia chegando
A vizinha gritando
Pega ladrão
Lá vai o louco pulando o muro
Com buquê de flor na mão
Cachorro latindo
A polícia chegando
A vizinha gritando
Pega ladrão

Oh seu polícia quem roubou foi ela
Se tem uma criminosa aqui ela
Sem faca, sem roupa ela me roubou
Meu coração tá lá na cama dela
Oh seu polícia quem roubou foi ela
Se tem uma criminosa aqui ela
Sem faca, sem roupa ela me roubou
Meu coração tá lá na cama dela

Breno, Caio Cesar, Thawan Alves, Lucas Macenna. Canção de enorme sucesso interpretada pela dupla sertaneja Zé Neto & Cristiano

Setiembre

De sus visceras muertas
ha parido la noche
el secular furor de los esclavos:
cólera desolada
y escarlata.

Profunda
entre la oscuridad y la neblina.

Antes que el alba llegue:
de los valles oscuros,
de los montes,
de las selvas lejanas,
de los delgados campos,
de los valles fangosos,
periferia,
ciudad,
cortijos,
de los refugios y de las barracas,
de fábricas, estaciones y depósitos,
de graneros
factorías
molinos
bodegas
canteras
oficinas:
sobre calles y cuestas
en alto
sobre derrumbes, precipicios, peñas,
por desmontes
y terraplenes,
a través de los bosques amarillos de otoño,
a través de pedregales,
a través de sórdidas guaridas de culebras,
agua,
turbios arroyos,
jardines,
prados,
viñas,
pastizales,
zarzas,
matorrales de espinas,
ciénagas y pantanos.
Rotos,
embarrados,
hambrientos,
afligidos,
quemados por el hielo y por la fiebre,
escarnecidos por el sufrimiento,
lisiados
y deformes,
hirsutos,
negros,
lacerados,
descalzos,
ignorantes,
salvajes,
furibundos,
revueltos,
        sin cánticos ni rosas
        sin tambor ni fanfarria
        sin clarinete o tímpano
        sin organillos
        ni pífanos, ni trompas, ni trompetas:
con sacos rotos en bandolera,
no con espadas centelleantes en el puño
sino con plebeyos garrotes
en las manos,
campesinos con palos,
con pértigas,
picanas,
azadones,
horquetas,
con huascas
y con hachas
y con guadañas
y con girasoles:
        jóvenes y viejos,
de todas partes,
bajan desenfrenados
como un piño animal que se desborda,
como el tumulto innumerable
de los toros heridos,
con gritos,
con aullidos,

– y sobre ellos la cúpula de la noche de piedra:
en desorden se lanzan
avanzando:
        frenéticos
        terribles
        y solemnes:
       Es el pueblo!

(Advertencia para la persona que lea: el recitador subirá el tono de la voz desde “jóvenes y viejos” hasta «es el pueblo». la última línea debe ser dicha con voz estentórea)

Aquí termina el poema de Geo Milev.

Perdonen ustedes mi inasistencia.

Desde Isla Negra saludo a Bulgaria antigua y nueva, patria de todas las rosas, madre de héroes y poetas. Y la saludo también porque se parece a Chile, como se parecen dos copas de vino, dos gotas de lluvia, dos ríos, dos montañas, como dos manos que se estrechan en el mismo camino.

Saludo a Bulgaria, a su corazón indomable.

Neruda

Isla Negra Set. 1970

Geo Milev (Radnevo, Bulgária, 15 de janeiro de 1895 – Sófia, Bulgária, 15 de maio de 1925) foi um importante poeta modernista e expressionista, ensaísta, tradutor e jornalista búlgaro. Misturando forte engajamento social, fúria revolucionária e estética modernista, ficou imortalizado pelo poema épico, que ora apresento, Septemvri (Setembro), sobre a Revolta de Setembro na Bulgária durante os levantes de 1923, pelo qual é mais conhecido e que retrata essa revolta e clama pela revolução com versos fortes e ritmo acelerado. Seus temas foram a opressão social, revoltas populares, os horrores da guerra e a transformação da humanidade. Tradução e comentário de Pablo Neruda

Estou virando minha mãe / I am becoming my mother

Estou virando minha mãe

Mulher marrom/amarela
dedos cheirando a alho

Minha mãe cultiva flores raras
e as rega com chá
as águas em que nasceu cantavam como rios
minha mãe agora sou eu

Minha mãe teve um vestido de linho
da cor do céu
e guardava toalhas adamascadas
de renda
para afastar, de seus olhos, a vergonha.

Estou virando minha mãe
mulher marrom/amarela
dedos cheirando a alho.

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I am becoming my mother

Yellow/brown woman
fingers smelling always of onions

My mother raises rare blooms
and waters them with tea
her birth waters sang like rivers
my mother is now me

My mother had a linen dress
the color of the sky
and stored lace and damask
tablecloths
to pull shame out of her eye.

I am becoming my mother
brown/yellow woman
fingers smelling always of onions.

Lorna Goodison (Kingston, Jamaica, 1 de agosto de 1947) é uma poetisa, ensaísta e memorialista jamaicana, escritora caribenha, cuja carreira abrange quatro décadas. Atualmente, é professora emérita de Língua e Literatura Inglesa/ Estudos Afro-americanos e Africanos na Universidade de Michigan, tendo anteriormente ocupado a Cátedra Lemuel A.Natural de Kingston, foi “Poet Laureate” (poetisa oficial) da Jamaica. Mistura influências africanas, europeias e caribenhas em uma obra lírica premiada internacionalmente. Tradução de André Caramuru Aubert

Fruto estranho

Eis a cabeça da moça, uma exumada cabaça.
Rosto oval, pele passa, pedras passas como dentes.
Desenfaixaram a úmida avenca do cabelo
E colocaram em exposição um caracol,
Deixaram o ar entrar na beleza coriácea.
Cabeça de sebo, perecível preciosidade:
O nariz partido é negro como torrão de turfa,
As órbitas vazias poços de antigos fermentos.
Diodorus Siculus confessou
Um gradual conforto entre pessoas semelhantes:
Assassinada, desprezada, anônima, terrível
Decapitada moça, a olhar de frente machado
E beatificação, a olhar de frente
O que começara a dar impressão de reverência.

Seamus Heaney (Castledawson, Condado de Londonderry, Irlanda do Norte, 13 de abril de 1939 – Blackrock Clinic, Dublin, Irlanda, 30 de agosto de 2013) foi um poeta e escritor irlandês agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura de 1995. Ele é considerado um dos principais poetas irlandeses de todos os tempos, junto a nomes como William Butler Yeats, Oscar Wilde, James joyce e Samuel Beckett. Tinha como características marcantes em seus versos a força de seu lirismo, a defesa de autonomia da Irlanda do Norte e a presença de motivos épicos e gregos em suas obras. In “Poemas”, Companhia das Letras, 1998