Vila dos apelidos memoráveis

Pelé, Paraná, Peninha, Zico, Pão Moiado, Cascavel, Peixe, Gingrela, Chipanzé, Cal, Pezão, Zoinho, Barbante, Tatu, Bêia, Badú, Macarrão, Bertinho, Zé Bonito, Tigela, Tota, Mangaia, Natal, Zé Gaiola, Tico, Chumbinho, Pimenta, Cebola, Coco, Lambreta, Pipira, Quiaque, Catarina, Xá, Gordo, Saruê, Alemão,
Zenil, Clô, Fio, Tiziu, Cido, Carreirinha, Neguinho, Piu, Tião, Lambari, Jai, Belém, Xuxa, Catiça, Nenê, Baiano, Borjão, Calçadinha, Zaga, Ferreirinha, Miron, Gaguinho, Chupim, Gato, Pardal… Essa lista não tem fim, mas tem histórias, amizades e belas lembranças.

Bolado em parceria com Jefferson Campos e Carlos Verolese, colegas dos tempos do ginásio no EEPG Dalton Morato Villas Bôas (1976-1978), Vila Odilon, Ourinhos-SP.

Fotos enviadas por WhatsApp pelo primo Ângelo Silva Neto pela amiga Ana Maria Bengozi

Turner em Veneza

Atmosfera líquida
arquitetura é luz
bruma amarela
sobre os canais azuis

Fabio Magalhães (São Paulo, 5 de novembro de 1942) – Fábio Luiz Pereira de Magalhães é museólogo, crítico de arte e curador. Estudou história da arte no MASP e na FAAP. Frequentou também o Instituto de Arte e Arqueologia em Paris. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e ex-curador chefe do Masp, secretário da Cultura do Município de São Paulo, presidente da Embrafilme, presidente da Fundação Memorial da América Latina e curador de Bienais de Artes Visuais do Mercosul em Porto Alegre

I get a kick out of you

My story is much too sad to be told
But practically everything leaves me totally cold
The only exception I know is the case
When I’m out on a quiet spree, fighting vainly the old ennui
Then I suddenly turn and see your fabulous face

I get no kick from champagne
Mere alcohol doesn’t thrill me at all
So tell me, why should it be true?
That I get a kick out of you

Some they may go for cocaine
I’m sure that if I took even one sniff
It would bore me terrifically too
And I get a kick out of you

I get a kick every time I see you
Standing there before me
I get a kick, though it’s clear to see
You obviously do not adore me

I get no kick in a plane
Flying too high with some gal in the sky
Is my idea of nothing to do
And I get a kick, you give me a boot
And I get a kick out of you

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Tradução possível: Eu me divirto com você ou Meu barato é você

Minha história é triste demais pra ser contada
mas praticamente tudo me deixa totalmente inerte
A única exceção que conheço é quando
saio pra uma diversão tranquila, lutando em vão contra o antigo tédio
E eu subitamente me viro e vejo seu rosto fabuloso

Eu não me divirto com champanhe
Puro álcool não me faz andar por aí
Então me diga por que deveria ser verdade?
Que eu… me divirto com você!

Alguns gostam de refrões de músicas dançantes
Tenho certeza que se eu ouvir um só riff
Isso me aborreceria demais
Ainda assim, eu me divirto com você

Eu me divirto, cada vez
Eu vejo você parada diante de mim
Eu me divirto embora seja claro para mim, que obviamente você
Não me adora

Eu não me divirto no avião
Voando muito alto com alguma garota no céu
É a minha ideia nada a ver
Ainda assim, eu me divirto com você

Eu me divirto, cada vez
Eu vejo você parada diante de mim
Eu me divirto embora seja claro para mim, que obviamente você
Não me adora

Eu não me divirto no avião
Voando muito alto com alguma garota no céu
É a minha ideia nada a ver
Ainda assim, eu me divirto

Eu me divirto, sim
Eu me divirto com você!

Cole Porter (Peru, Indiana, Estados Unidos, 9 de junho de 1891 – Santa Mônica, Califórnia, Estados Unidos, 15 de outubro de 1964). Interpretado tanto por Frank Sinatra como por Ella Fitzgerald com enorme sucesso

Na parede

Pinturas minhas (“Arcada dentária”, “Noite de maio, luz” e “Abstrato colorido”), obra de Picasso em montagem feita por Fátima Pacheco Jordão, três cartas escritas em 1983 por Carlos Drummond de Andrade para o jornalista Gilberto Mansur e expostas na parede do escritório dele e skyline do Estádio Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido por Pacaembu, da coleção de Fátima Pacheco Jordão.

Medo-a-medo

Para uma série de desenhos de Fernando Lemos

Fernando Lemos vive na mão que desenha
Lemos é ele mesmo desenho

caligrafia hachura urdimento
traço que salta e assalta o espaço
o papel mal consegue contê-lo

sempre foi assim mas agora é díspar

Medo-a-medo tece tramas – intrigas
tramas que se contém
tramas que se derramam

o desenho se revela pintura
não há linha, não há caligrafia
são massas de cinza sobrepostas

tênue luz aprisionada
assomam sombras
penumbras de território incerto

o lado escuro do mundo

manchas negras se entrelaçam
surgem vultos na neblina
figuras em permanente vigília

cenas sussurrantes – no tom mais baixo
– todavia audíveis

Fabio Magalhães (São Paulo, 5 de novembro de 1942) – Fábio Luiz Pereira de Magalhães é museólogo, crítico de arte e curador. Estudou história da arte no MASP e na FAAP. Frequentou também o Instituto de Arte e Arqueologia em Paris. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e ex-curador chefe do Masp, secretário da Cultura do Município de São Paulo, presidente da Embrafilme, presidente da Fundação Memorial da América Latina e curador de Bienais de Artes Visuais do Mercosul em Porto Alegre

A partir de hoje publicarei oito poemas dele, e Fabio comenta: “Eduardo
Segue abaixo alguns poemas que fiz sobre artista. Quase todos ainda não foram publicados.
Depois me diga o que achou.”
Abraço, Fabio