Nelson Rodrigues e as suas sete frases mais célebres
“Toda unanimidade é burra.”
“Sem paixão não dá nem para chupar um picolé.”
“Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.”
“Só o cinismo redime um casamento.”
“A família é o inferno de todos nós.”
“O brasileiro é um feriado.”
“Os idiotas vão dominar o mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Têm muita força.”
Nelson Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 – Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980) foi um escritor, jornalista, romancista, teatrólogo, contista e cronista de costumes e de futebol brasileiro. É considerado o mais influente dramaturgo do Brasil. Mudou-se em 1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Ficou famoso, entre muitos feitos, por suas famosas frases que revelam a alma humana sem filtros, abordando com ironia e profundidade temas como o amor, a hipocrisia e o cotidiano brasileiro
Zeus por Picasso e eu estudando
Gentileza
Feito louco
Pelas ruas
Com sua fé
Gentileza
O profeta
E as palavras
Calmamente
Semeando
O amor
À vida
Aos humanos
Bichos
Plantas
Terra
Terra nossa mãe
Nem tudo apodrecido
De modo que se possa dizer
Nada presta
Nada presta
Nem todos derrotados
De modo que não dê pra se fazer
Uma festa
Uma festa
Encontrar
Perceber
Se olhar
Se entender
Se chegar
Se abraçar
E beijar
E amar
Sem medo
Insegurança
Medo do futuro
Sem medo
Solidão
Medo da mudança
Sem medo da vida
Sem medo medo
Da gentileza
Do coração
Feito louco pelas ruas
Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, conhecido como Gonzaguinha (Rio de Janeiro, 22 de setembro de 1945 – Renascença ou Marmeleiro, Paraná, 29 de abril de 1991). Essa música é uma bela homenagem ao Profeta Gentileza e sua mensagem de amor, paz e respeito à natureza e ao ser humano, na qual ele narra a história real de José Datrino, o famoso Profeta Gentileza que caminhava pelas ruas do Rio de Janeiro. Na introdução falada da música, Gonzaguinha diz:”Há muitos e muitos anos atrás, uma família inteira morreu num circo em Niterói, em um incêndio. Aconteceu e morreram muitas pessoas. Eu falo nessa família em especial porque, evidentemente, o pai sobreviveu. E até hoje anda pelas ruas do Rio de Janeiro. Cabelos compridos, roupa branca e estandarte. Pregando o amor entre as pessoas, pregando atenção, pregando carinho. Seu nome é Gentileza. Dizem que é um louco, eu digo que é um profeta…” Logo em seguida, a letra cantada reforça a imagem do profeta e sua caminhada: Feito louco, pelas ruas com sua fé / Seu estandarte, sua palavra de amor…(Nota: O Profeta Gentileza também ficou imensamente conhecido na MPB anos mais tarde através da música “Gentileza”, lançada por Marisa Monte em 1994, que cita o seu famoso lema “Gentileza gera gentileza”)
Morro Doce 2006
Breve história do Morro Doce, Jardim Britânia, Jardim Canaã e Pico do Jaraguá
Essa região que abrange o Morro Doce, o Jardim Britânia e o Jardim Canaã, localizados no distrito de Anhanguera (Zona Noroeste de São Paulo) e colados ao icônico Pico do Jaraguá, remonta aos primórdios da colonização do Brasil. A evolução dessas localidades mistura a febre do ouro colonial, grandes fazendas, agricultura e uma intensa história de luta comunitária por urbanização.
- Morro Doce
Considerado o bairro mais tradicional do distrito de Anhanguera, o Morro Doce teve sua certidão de nascimento oficial fixada em 1580 por conta da atividade mineradora colonial. No final do século XVI, o bandeirante Afonso Sardinha começou a explorar ouro na região. Vestígios dessa época, conhecidos como as Cavas de Ouro do Morro Doce, são patrimônios tombados que guardam o formato original de extração mineral daquela era. A origem do nome remonta ao século XX, qunado a região passou a ser ocupada por extensas plantações de cana-de-açúcar. O nome “Morro Doce” surgiu porque os antigos habitantes utilizavam essa cana para produzir cachaça em alambiques locais. O loteamento urbano começou a ganhar força a partir das décadas de 1940 e 1950, impulsionado pela inauguração da Rodovia Anhanguera. Inicialmente sem infraestrutura básica, o bairro foi construído pela união de seus moradores. Um dos episódios mais emblemáticos de sua história foi o “sequestro do ônibus” na década de 1970/1980, quando um grupo de moradoras reteve coletivos para exigir que as linhas de transporte público entrassem e atendessem adequadamente o interior do bairro.
- Jardim Britânia
O Jardim Britânia é um bairro vizinho, menor e estrategicamente posicionado às margens da Rodovia Anhanguera. Assim como o Morro Doce, o território do Jardim Britânia também abriga importantes registros arqueológicos da mineração colonial, abrigando a chamada Cava II de exploração de ouro a céu aberto, que já recebia a atenção de figuras históricas como José Bonifácio no século XIX. O bairro deixou o aspecto rural no final do século XX. Ele expandiu-se com pequenos comércios e tornou-se um ponto de conexão fundamental na região noroeste graças à inauguração do Terminal Jardim Britânia, que distribui as linhas de ônibus e vans que interligam os bairros do entorno e dão acesso ao centro de São Paulo.
- Jardim Canaã e o Pico do Jaraguá
O Jardim Canaã nasceu diretamente ligado ao crescimento demográfico do Morro Doce e às encostas do maciço do Jaraguá. Lá houve movomentos ligados à Associação dos Trabalhadores Sem Terra e o surgimento do bairro ocorreu a partir de loteamentos sucessivos divididos historicamente em quatro etapas (Canaã I, II, III e IV), ocupando áreas próximas ao Parque Anhanguera e subindo em direção ao Pico. O “Monte de Oração”: O Jardim Canaã e as áreas altas do Morro Doce ganharam forte notoriedade religiosa. O topo do morro que corta o bairro tornou-se conhecido por fiéis como Morro do Jesus ou Monte de Oração, sendo um ponto tradicional de peregrinação espiritual e vigílias católicas e evangélicas. Sua relação com o Pico do Jaraguá ocorre, pois, geograficamente, o Canaã e o Morro Doce encontram as dobras do Pico do Jaraguá (o ponto mais alto de São Paulo, com 1.135 metros). Toda essa região vive um dilema histórico constante: enquanto a população expande as moradias pelas encostas, o território faz fronteira direta com a preservação da Mata Atlântica e com as terras indígenas da comunidade Guarani (como a Tekoa Pyau e Itakupe), que resistem há séculos na base do Pico sagrado.
Dad, Love you dad & etc
Terezinha
Abigail caiu do céu
Abigail caiu do céu na pia de batizado
Da igreja de Santo Antônio dos Pobres
Pobre coitado do André que, mesmo assaz míope
Viu logo na Abigail a encarnação de Calíope
André ficou a mil
Abigail caiu do céu na pia de batizado
Da igreja de Santo Antônio dos Pobres
Pobre coitado do André que, mesmo assaz míope
Viu logo na Abigail a encarnação de Calíope
André ficou a mil
O amor cortou de viés e no préstito dos anos
Abigail dez e dez pôs os pés nos fenianos
André de sapato novo foi pro Banco do Brasil
Enriqueceu no overnight e esqueceu de Abigail
Dizem que o choro tem que ter uma terceira
Como terceira existia na fró outra da cantareira
Ora pois então resumo o final dos dois amantes
André foi pra Doutor Eiras, Abigail pro Inamps
Abigail caiu do céu
João Bosco (Ponte Nova, Minas Gerais, 13 de julho de 1946) e Aldir Blanc (Rio de Janeiro, 2 de setembro de 1946 — 4 de maio de 2020). Do álbum “Comissão de frente”, 1981. Essa música conta a história trágica, irônica e poética de um romance frustrado entre André e Abigail, embalado pelo contexto social do Brasil da década de 1980. A história começa quando Abigail “cai do céu” diretamente na pia de batizado da Igreja de Santo Antônio dos Pobres. André, um homem míope, se apaixona perdidamente por ela e a enxerga como a própria encarnação de Calíope (a musa grega da poesia épica). Com o passar dos anos, o relacionamento sofre reviravoltas. André consegue um emprego no Banco do Brasil, enriquece com as aplicações financeiras da época (o famoso overnight, ou operação da noite para o dia) e, de sapato novo, acaba esobetizado e esquece completamente de Abigail. E isso tudo tem um desfecho irônico: O final dos dois amantes expõe a decadência e a fragilidade social da época: André perde a sanidade e vai parar no Dr. Eiras (um conhecido hospital psiquiátrico do período), enquanto Abigail, na miséria, acaba recorrendo ao INAMPS (o antigo sistema público de saúde). A letra usa humor ácido e referências bem-humoradas e cáusticas para criticar a ânsia de ascensão financeira, o egoísmo e o desamparo das redes de apoio social no Brasil
Heróis, deusas, deuses e semideuses da mitologia grega
14 personagens de narrativas, lendas e crenças religiosas da Grécia Antiga
(Zeus, Hera, Hades, Édipo, Narciso, Saturno, Hermes, Prometeus, Heracles, Perséfone, Afrodite, Ares, Atenas e Poseidon)
“Sou José Prado, artista visual, arquiteto e psicanalista.
Paulistano por adoção, natural de Bebedouro/ SP, vivendo em São Paulo desde 1968. Iniciei meus estudos superiores na Escola Politécnica de São Paulo, mas me transferir para a FAU/ USP onde me formei arquiteto urbanista em 1976. Foi na Faculdade de Arquitetura que tive minha formação em artes visuais como os artistas/ professores Flávio Motta, Renina Katz, Flávio Império, entre outros.
Depois como professor de arquitetura ensinei desenho no laboratório de linguagem arquitetônica da FAU/ USJT.
Minha fruição da arte e contato com os grandes mestres iniciou-se no MASP Museu de Arte de São Paulo, onde eu fiz um curso de história da arte. E depois na Pinacoteca de São Paulo, onde dei aula arquitetura, na faculdade da Belas Artes, então ali localizada, por muitos anos.
Posteriormente em viagens internacionais tive oportunidade de ampliar meu repertório de arte, em estudos e observações em importantes museus da Europa, especialmente no Museu do Louvre e no Museu de Orsay, onde encontrei meu grande mestre: Henri Matisse, que fortemente me influenciou com seu desenho livre e suas cores forte e exuberantes.
Foi a pandemia com os seus isolamentos compulsórios e os atendimentos remotos de meus analisandos, que me predispôs a produção artística, primeiro com a utilização de pincéis hidrográficos e posteriormente com a técnica digital.
Meus trabalhos atuais são desenhos digitais desenvolvidos no programa PicCollage, buscando uma expressão gestual, tendo como base visual os grafites urbanos.
Utilizando em sua execução uma paleta de cores fortes, de luminosidade tropical, em linhas e planos sobrepostos.
Que para mim resultam composições expressionistas de grande carga simbólica.”
José Prado Neto – Artista, arquiteto, urbanista, contista e psicanalista
Contatos:
www.instagram.com/josepradoneto
WhatsApp: (11) 9 9846-0868