Hebert Teodoro Silva: À cores!

Conhecido por Beto ou Mineiro, Hebert é um talentoso e sensível fotógrafo paulistano, residindo atualmente em Maceió, AL, e diz: “Viciado no clique mágico de uma foto! Nascido mineiro de BH, Brasil.” Em 16 de outubro iniciou uma mostra de suas fotografias na exposição “Saberes tradicionais alagoanos” que vai até 27 de novembro no Misa, Jaraguá. Veja:

Museu da Imagem e do Som de Alagoas
📍Sá e Albuquerque, 275 – Jaraguá, Maceió/AL – CEP 57022-180
🕐Seg à Sex, das 8h às 16h
📨 misa@cultura.al.gov.br ou misa.cultura.al@gmail.com
📞 (82) 3315-7882

Fotos: “Fazenda” (Citando “Água de beber / Bica no quintal / Sede de viver tudo / E o esquecer / Era tão normal que o tempo parava” de @miltonbitucanascimento), “Eita que bateu saudades de Sampa… Da Av. Paulista então…” e “A tristeza é senhora…”

Hebert Teodoro Silva é fotógrafo documental, baseado em Maceió/AL,
com foco em cenas do cotidiano urbano e rural, relações do trabalho, cultura popular e suas múltiplas manifestações, alternando cor e P&B, conforme a narrativa.

Com um olhar próximo e respeitoso, valoriza a dignidade presente no cotidiano e procura mostrar como pequenos gestos fazem a diferença.

Colaborou na organização de projetos expositivos e segue desenvolvendo séries autorais de longa duração.

Seleção de participação em mostras/ projeções recentes:

  • 2025 — Festival Democracia em Foco (SP) — 2 fotos selecionadas para projeções na abertura e no encerramento
  • 2025 — Exposição coletiva “Olhares pelo Quilombo” — Quilombo Mameluco, Taquarana/AL
  • 2025 — Exposição coletiva “Imagens para adiar o fim do mundo”,
    na FotoAtiva e no Museu da UFPA, COP 30, Belém/PA
  • 2025 — Exposição coletiva “Olha a Feira”(colaboração na organização) — MISA/Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Coletivo Grupo Perambular)
  • 2025 — Exposição coletiva “Pela defesa da permanência dos currais da Ponta Verde”, Maceió/AL
  • 2025 — Convocatória “Mar”_Fest Foto SP — Foto na Projeção de abertura_Trieste_Itália
  • 2026— Exposição coletiva “Fragmento” — MISA/Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Coletivo Fragma)
  • 2026— Exposição “1º Festival de fotografia do Instituto da visão-Maceió”— Foto escolhida em 2º lugar entre as 20 fotos finalistas selecionadas • 2026 — Exposição coletiva “Saberes tradicionais alagoanos” (colaboração na organização) — MISA/Museu da Imagem e do Som de Alagoas (Coletivo Grupo Perambular)

Contatos:
www.instagram.com/hebertteodorosilva
WhatsApp: (11) 9 9166-6451

Folha seca

Eu antes fugia
de quem queria,
engolia o inverno
seco
frio
Me lavava
sem água
sem escorrer
E me secava,
comia primavera
e mastigava
o que era de mim

descaminhava
a estação
e ava,
ava,

ava

Mas você verá
vocês vão ver
eu Verão.

Juliana Cajives (Goiânia, Goiás, criada em Palmas, Tocantins, 1992). Ontem ela foi a vencedora da 68ª edição do Prêmio Jabuti 2026 na categoria “Escritor Estreante – Poesia” com seu livro “História a que ninguém deu nome”, Editora Mormaço Editorial. A poesia de Juliana Cajives caracteriza-se por versos livres, narrativas descritivas e uma linguagem voltada ao tangível, ao concreto e ao agridoce. Sua obra explora reflexões profundas, franqueza e a observação do cotidiano. Os vencedores da 68ª edição do Prêmio Jabuti, o mais prestigioso prêmio literário do país, foram anunciados nesta terça-feira, 27 de outubro, durante cerimônia realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) na Sala São Paulo, na capital paulista. “Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”, de Ruy Castro e editado pela Companhia das Letras, foi o grande destaque da noite, conquistou o prêmio de “Livro do Ano” pelo segundo ano consecutivo e também venceu na categoria “Biografia e Reportagem”

Resignação

No silêncio das noites perfumosas
Quando a vaga chorando beija a praia,
Aos trêmulos rutilos das estrelas,
Inclino a triste fronte que desmaia.

E vejo perpassar as sombras castas
Dos delírios da leda mocidade;
Comprimo o coração despedaçado
Pela garra cruenta da saudade.

Como é doce a lembrança desse tempo
Em que o chão da existência era de flores,
Quando entoava, ao múrmur das esferas,
A copla tentadora dos amores!

E voava feliz nos ínvios serros
Em pós das borboletas matizadas…
Era tão pura a abóbada do elísio
Pendida sobre as veigas rociadas!…

Hoje escalda-me os lábios riso insano,
É febre o brilho ardente de meus olhos:
Minha voz só retumba em ai plangente,
Só juncam minha senda agros abrolhos.

Narcisa Amália (São João da Barra, Rio de Janeiro, 3 de abril de 1852 — Rio de Janeiro, 24 de julho de 1924) foi poeta, escritora, tradutora e crítica literária, foi reconhecida como a primeira mulher a trabalhar como jornalista profissional no Brasil. Escreveu na revista “A Leitura” (1894 – 1896) muitos artigos sobre o feminismo e a república. Sua obra poética também é voltada ao combate à opressão da mulher na sociedade e o regime escravista

Invenção de Orfeu (Trecho)

I

Caída a noite
o mar se esvai,
aquele monte
desaba e cai
silentemente.

Bronzes diluídos
já não são vozes,
seres na estrada
nem são fantasmas,
aves nos ramos
inexistentes;
tranças noturnas
mais que impalpáveis,
gatos nem gatos,
nem os pés no ar,
nem os silêncios.

O sono está.
E um homem dorme.

1952

Jorge de Lima (União dos Palmares, Alagoas, 23 de abril de 1893 — Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1953) foi um dos poetas mais originais do modernismo brasileiro, transitando entre o regionalismo nordestino e a poesia religiosa e surrealista. Sua obra é marcada por uma linguagem rica, cheia de simbolismos e profundidade existencial. Sua poesia permanece atual porque fala de temas universais—amor, morte, fé e identidade—com uma linguagem que desafia convenções. Seus versos são viscerais, místicos e profundamente humanos, garantem seu lugar entre os maiores nomes da literatura brasileira. Nessa poesia Jorge de Lima alcança aqui o ápice de sua expressão artística, combinando densidade humana e fulgor poético para compor uma epopeia moderna da identidade brasileira. Para isso, dialoga com as grandes tradições literárias — do clássico ao vanguardista, do bíblico ao mitológico. Com audácia, integra o popular e o erudito, o místico e o surreal, sem jamais abandonar seu compromisso com as urgências sociais, denuncia desigualdades e propõe, através da arte, uma transcendência que reconcilie o homem com sua própria história

A arte brotando em Pierina

Um pouco das criações artísticas de Pierina Caneppele Ludovice de Oliveira, filha de um estimado colega dos meus tempos de USP, Flavio Ribeiro de Oliveira, professor doutor da Unicamp e coordenador de Centro de Estudos Clássicos do Instituto de Estudos da Linguagem dessa universidade. Ela é jovem, tem excelente formação acadêmica, domina línguas, em especial o francês, já fez curso técnico em Cine/ TV (Centro de Audiovisual), pós-graduação em Arte Educação (Senac EAD), e atualmente faz licenciatura em Pedagogia (IFSul de Minas), de forma semipresencial. Além disso, ela possui ampla formação complementar nas áreas de artes, cultura e educação.

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