Destaque

Gejo, O Maldito no CCSP

Monográfica Gejo, O Maldito – “Enxame”

Nesta edição do programa “Monográfica”, da Curadoria de Artes Visuais, o destaque recai sobre a obra de Gejo, artista cuja formação se dá na experiência direta da rua, herdeiro e agente da tradição da arte urbana no Brasil.

Sua produção é marcada pela cultura Hip Hop e pela cultura do estêncil no graffiti brasileiro. A exposição organiza-se em cinco segmentos principais — “Pixador”, “Peaples”, “Animais Marginais”, “Motivos Votivos” e “Motivos de Encanto” — que evidenciam recorrências e desdobramentos de sua pesquisa.

“Quer ver um pouco do Suco do final dos anos 80 e começo dos anos 90?
Venha e traga a família! Vai ser lindo conhecer a nova geração 2020’s.
Enxame. Dia 27.03.2026, às 18 h.
Vai acompanhando a saga nas redes.”

Gejo, O Maldito

Serviço:

27/3 a 21/6
Monográfica Gejo, O Maldito – “Enxame”
Abertura: 27/3 (sexta-feira) às 18h
Terça a domingo, 10h às 20h
Piso Flávio de Carvalho
Classificação indicativa: Livre
Grátis, sem necessidade de retirada de ingressos

Centro Cultural São Paulo | Rua Vergueiro, 1000 – CEP: 01504-000 – Paraíso, São Paulo – SP

Gejo, O Maldito – Artista, empresário, mediador de conflitos, empreendedor em economia solidária e hip hoper.

Nasceu em Seabra, na Bahia, em 1976, mas aos três anos mudou-se para São Paulo. Ingressou no graffite, hip hop e stencil no meio dos anos 90 e popularizou o graffiti e o hip hop nas escolas públicas. Massificou o termo arte/ educação, participou das ONG’s mais relevantes de São Paulo; expôs em escolas, bibliotecas, museus, galerias e exposições nos Estados Unidos, Alemanha, Israel, Canadá, Bélgica, Cingapura e Itália.

É criador da marca de “Hip Hop 9370”, editor da revista Arte na Ruas e criador do evento “Free Art Fest”. Atualmente é proprietário do ponto cultural Elo Perdido e da Free Art Agency, que é uma empresa de artistas brasileiros que realiza oficinas, palestras, presta assessoria para assuntos de Street Art, produz ações artístico-culturais para galerias, espaços culturais, ONGs, Estados e empresas. Suas obras refletem as relações humanas nas áreas das questões ambientais, sociais, educacionais, políticas com tons de humor e muitas vezes de críticas com denúncias sociais.

Foi o idealizador do projeto do Centro Cultural Sítio do Tatu Amarelo, em Seabra (BA), que terá cursos de alfabetização de adultos, informática, biblioteca, cinemateca, oficinas de arte, além do amparo aos animais machucados e um jardim com diversos exemplares de plantas.

Contatos:
www.facebook.com/gejone
www.instagram.com/gejothecreator
9370hq@gmail.com
WhatsApp: (11) 9 9388-4069

Destaque

Sérgio Roberto de Paula: O Quebra-Santa

“Fez roleta-russa na via Dutra – atravessando a estrada com os olhos fechados – e depois foi quebrar a verdadeira imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, em 165 pedaços. Era a terrível noite de 16 de maio de 1978: o início do inferno na vida de Rogério Marcos de Oliveira. Eu conheci o cara em 1994. Ele me contou tudo.

Em 1978, fiquei sabendo do atentado à imagem da Padroeira do Brasil como todo brasileiro, pelo rádio e TV. Não imaginava que, anos depois, fosse conhecer o autor desse atentado. Primeiro como jornalista e depois como vizinho em São José dos Campos onde a partir dos anos 90 moramos muito próximos, separados por poucos quarteirões. Sempre tive interesse pela história protagonizada por Rogério Marcos e, por este motivo, conversei com ele por diversas vezes.
Nessa época Rogério Marcos estava totalmente livre das crises de esquizofrenia e apresentava uma de suas recuperações mais prolongadas, graças às inovações que vinham ocorrendo na área psiquiátrica da cidade de São José dos Campos. Depois de conhecer a versão dele sobre os fatos, assumi o compromisso de escrever o livro contando sua história.
Para colher as informações passei meses encontrando-me com ele. Tivemos longas conversas sobre sua vida e sobre os acontecimentos que envolveram a imagem da Padroeira. Ele estava muito bem de saúde, muito lúcido. Por decisão própria continuava recolhido e morando só. Cheguei a visitá-lo em sua casa e talvez tenha sido um dos únicos jornalistas com permissão para tal.
As narrativas que estão neste livro ocorreram ao longo desses encontros, inclusive em instituições psiquiátricas como no então hospital Francisca Júlia, em São José dos Campos, onde ele voltou a ser internado em nova crise.”

Sérgio Roberto de Paula, jornalista, in “O Quebra-Santa”

Imagem: A Folha de São Paulo divulgou em 30/06/1978 a versão de que Rogério já era conhecido como Quebra-Santa.

O Quebra Santa: História do atentado contra a imagem da Padroeira do Brasil em 1978
Por Sérgio Roberto de Paula (Autor)
Formato: eBook Kindle

“Fez roleta-russa na via Dutra – atravessando correndo a estrada com os olhos fechados- e depois foi quebrar a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil, em 165 pedaços. Era a terrível noite de 16 de maio de 1978: o início do inferno na vida de Rogério Marcos de Oliveira. Eu conheci o cara em 94. Ele me contou tudo.

Sérgio Roberto de Paula- velho jornalista

Para adquirir o livro no formato “eBook Kindle” clique:

Amazon: https://bit.ly/4evXYCe

E “Cante tua aldeia” (Página com crônicas curtas de Sérgio Roberto de Paula): https://contraeverso.com.br/cante-tua-aldeia/

Os cátaros

Os cátaros
são ou não são
maniqueistas?

Se são, tiram do bem
O mel do mal
Com mão precisa.

Se não,
fazem do bemo bom,
e matam o mal
a vista.

Assim,
se são ou não
antípodas,
a fé dos cátaros
entre o bem e o mal
traz em si
sua própria esgrima:

— do lado do sim,
é o mal
a voz divina;

— do lado do não,
é o bem
a voz suicida.

Por conta
de tanta e tal
antinomia,
qualquer que seja
a voz de sua língua.
tem os cátaros
um só parâmetro
de esgrimistas:

— ou choram a cântaros
(e lânguidos)
a baba do demônio,
ou rasgam as vísceras
quando agônicos
tiram do bem
seu mal congênito.

Mário Chamie (Cajobi, São Paulo, 1 de abril de 1933 – São Paulo, 3 de julho de 2011). In “Poesia sempre – Poesia brasileira contemporânea – Revista semestral de poesia”, Rio de Janeiro: Assessoria editorial e gráfica – In-Fólio Produção Ltda., ano 7, número 11, outubro de 1999

Anima

Lapidar
Minha procura toda
Trama lapidar
O que o coração
Com toda inspiração
Achou de nomear
Gritando alma

Recriar
Cada momento belo
Já vivido ir mais
Atravessar fronteiras
No amanhecer
E ao entardecer
Olhar com calma, então

Alma vai
Além de tudo
Que o nosso mundo
Ousa perceber

Casa cheia de coragem
Vida
Tira a mancha que há no meu ser

Te quero ver
Te quero ser
Alma

Te quero ser
Alma

Viajar
Nessa procura toda
De me lapidar

Nesse momento agora
De me recriar
De me gratificar
Te busco alma
Eu sei

Casa aberta
Onde mora o mestre
O mago da luz
Onde se encontra o templo
Que inventa a cor
Animará o amor
Onde se esquece a paz

Alma vai
Além de tudo
Que o nosso mundo
Ousa perceber
Casa cheia de coragem
Vida
Todo afeto que há no meu ser
Te quero ver
Te quero ser
Alma

Te quero ser
Alma

Zé Renato (Vitória, Espírito Santo, 1 de abril de 1956) / Milton Nascimento (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942). Canção de 1982

100 anos de Carmita, minha mãe

No dia 25 de março, próxima quarta-feira, minha mãe se tornaria centenária caso estivesse entre nós. Foi tão cedo, em 1966, aos 40 anos… As missas pela sua alma serão realizadas neste dia, 25 de março, às 19 horas, na Paróquia Santa Teresinha, localizada na Rua Maranhão, 617 – Higienópolis, São Paulo – SP – Telefone: (11) 3660-1220. E dia 26, quinta-feira, será realizada às 19:30 horas uma missa em Ourinhos/ SP, onde minha mãe viveu e faleceu, na Paróquia Santo Antônio, localizada na Praça Ítalo Ferrari, s/n – Vila Odilon, Ourinhos – SP – Telefone: (14) 3322-4323, encomendada pela amiga Ana Maria Bengozi. Nesse mesmo dia 26, às 19:30 horas, haverá outra missa no Santuário Nossa Senhora Aparecida do Vagão Queimado, localizada na Av. Gastão Vidigal, 385 – Jardim Matilde, Ourinhos – SP – Telefone: (14) 3326-8890, encomendada pelo primo Rodrigo Martins Silva.

Viva Maria do Carmo Ferreira Matosinho, apelidada de Carmita (* Motuca/ SP, 25 de março de 1926 – + Ourinhos/ SP, 5 de abril de 1966)

Deixou saudades em seus queridos filhos Edna, Edson e Eduardo, parentes e amigos, entre os quais o Padre Rui Cândido da Silva (Carrancas – Minas Gerais, 24 de julho de 1923 – Ourinhos – São Paulo, 18 de junho de 1973 / Ordenação sacerdotal em 30 de setembro de 1962), saudoso pároco de nossa vila.

Leitura

Na praia do Canto
de repente me lembrei que já estou
jantando no canto XIX
e Aquiles ainda não lutou.

Na praia do Canto
ouço o relincho de Xanto e de Balio
que um deus me enviou
para eu sentir no corpo da linguagem
as lágrimas de Aquiles, turvo rio
que o degelo de março transbordou.

Na praia do Canto
uma voz veio vindo veio vindo e me falou:
— Fique quieto no seu canto. Não ame:
O coitado do Aquiles nunca amou.
Então assobiei: e um potro alado
à ilha dos amores me levou.
Aí, meio confuso, mas solene,
saboreei la belle Hélene
e Aquiles, já no inferno. me invejou.

Búzios, março de 1998

Gilberto Mendonça Teles (Bela Vista de Goiás, Goiás, 30 de junho de 1931 – Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2024). É considerado o escritor goiano mais famoso na Europa, tendo os seus livros escrito em 12 línguas. In “Poesia sempre – Poesia brasileira contemporânea – Revista semestral de poesia”, Rio de Janeiro: Assessoria editorial e gráfica – In-Fólio Produção Ltda., ano 7, número 11, outubro de 1999