Destaque

Nico

Nico fotografado por Robler Bressan (www.instagram.com/roblermar) e mostrando a sua anilha do Ibama, que é um identificador oficial usado para o controle e a legalização de aves silvestres em cativeiro no Brasil. Ela funciona como um documento de identidade do pássaro.

Nico branco, Nico preto
Nico cor de rosa
Não importa a cor
O que importa é que é Nico
E Nico não tem cor

Fazendinha publicada no “Blog do João Alex400” e fotografias dele pequeno no Casarão 54

“Fazendinha”: Essa foi a coleção de maior sucesso vendida em bancas de jornal no Brasil e se chamou “Animais da fazenda” (ou “Casa da fazenda”), lançada pela editora Planeta DeAgostini por volta de 2012 a 2014.

“Casarão 54”: Restaurante tradicional de comida típica do campo, incluindo leitão e costela de boi, em casa com jardins localizado na Rodovia Presidente Castello Branco, s/n – km 54 – Zona Rural, Araçariguama – SP

Um velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
Servindo de rima pro bem do meu povo
Saindo das cinzas sem ter se queimado
É o velho malandro de corpo fechado

Olha o samba aí de novo
De peito aberto querendo passar
Mais forte que o tempo, quem sabe o infinito
E bem mais bonito pra gente contar (cantar)

O samba é retrato do meu ser,
uma pintura, é um quadro de Debret
Um arrastão de paz
é o meu coração que quando bate faz o reviver da multidão

por que meu samba é meu dengo, meu chamego
É meu sossego, é meu bem, meu bem querer
é tudo que eu quiser, o samba é meu lugar, é meu viver
Sambar

Arlindo Cruz (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1958 – 8 de agosto de 2025) / Franco (Rio de Janeiro, 18 de fevereiro de 1952 – 18 de dezembro de 2007). Arlindo Cruz foi um cantor, compositor e músico brasileiro de samba e pagode. Após doze anos integrando o conjunto Fundo de Quintal, Arlindo construiu uma bem-sucedida carreira solo, tornando-se um dos maiores nomes do samba de todos os tempos e uma figura proeminente no cenário do carnaval carioca, tendo composto sambas-enredo para escolas clássicas, como Império Serrano e Acadêmicos do Grande Rio. E José Franco Lattari, conhecido como Franco, foi um importante compositor, cantor e médico brasileiro, famoso por suas obras no samba e memoráveis sambas-enredo da União da Ilha do Governador. Essa música de Arlindo Cruz, e composta em parceria com Franco, menciona o pintor Jean-Baptiste Debret (Paris, França, 18 de abril de 1768 – 28 de junho de 1848) em sua letra. Debret ou De Bret foi um pintor, desenhista, cenógrafo e professor francês, que integrou a corte de Napoleão, em 1806 e, posteriormente, de D. João VI e de D. Pedro I. Integrou a Missão Artística Francesa (1817), que fundou, no Rio de Janeiro, uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou.

Luis Buñuel , sempre Buñuel

“Na pequena casa no México onde espera tranquilamente a morte sem um além — “sou ateu, graças a Deus” —, o cineasta Luís Buñuel comemorou há dias seus 82° aniversário. A não ser pela visita de alguns amigos, nada perturbou o ritual dessa vida de monge, marcada por dois momentos, ao meio-dia e às seis da tarde, horas em que prepara com zelo amoroso um martini seco. Desse último “tempo morto” de uma vida que finda, Buñuel envia uma mensagem explodindo de saúde, recheada de lembranças surpreendentes, um livro escrito com a cumplicidade afetuosa de Jean-Claude Carriere.
“Meu último suspiro” tem as marcas dos seus filmes: clareza inocente e simplicidade sem floreios que geram um sentimento de misteriosa estranheza. Ao longo de sua vida, Buñuel atravessou revoluções — dos costumes, das artes, das nações. Ainda estudante, seus dois melhores amigos foram Garcia Lorca e Salvador Dali.
(…)
A sua avaliação dessa “revolução” em relação ao seu passado, ao qual permanece fiel sem qualquer remorso, é singularmente severa. Com a ternura contida e a firmeza secreta que são suas características, reconhece que triunfou apenas no acessório — o sucesso artístico e o êxito cultural —, mas que fracassou no essencial: transformar o mundo e a vida.
Nesse quadro de tons cinzentos, mas pontilhado de humor na sua espera pela morte, Luis Buñuel renega os gritos de sua juventude e murmura: “Abaixo o amor louco! Viva a amizade!”. Verdades de outra idade, ditas com o distanciamento do pudor, a beira do último suspiro, por um homem que, ignorando o próprio mito, jamais se tomou por Luis Buñuel.”

Solombra

Eu sou essa pessoa a quem o vento chama,
a que não se recusa a esse final convite,
em máquinas de adeus, sem tentação de volta.

Todo horizonte é um vasto sopro de incerteza:
Eu sou essa pessoa a quem o vento leva:
já de horizontes libertada, mas sozinha.

Se a Beleza sonhada é maior que a vivente,
dizei-me: não quereis ou não sabeis ser sonho?
Eu sou essa pessoa a quem o vento rasga.

Pelos mundos do vento em meus cílios guardadas
vão as medidas que separam os abraços.
Eu sou essa pessoa a quem o vento ensina:

“Agora és livre, se ainda recordas”

Cecília Meireles (Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1901 — Rio de Janeiro, 9 de novembro de 1964). In “Solombra”, Editora Livros de Portugal. No ano de meu nascimento e da partida dessa incrível poetisa o livro “Solombra” venceu o 6º Prêmio Jabuti (realizado em 1964), sendo premiado na categoria “Poesia”. Este foi o último livro de poesia dela, publicado em 1963. A obra reúne 28 poemas marcados por temas como a morte, a solidão, a memória e a passagem do tempo

A um homem qualquer

Tu que vês a lua traçar o arco da tarde
e tens a certeza de que o sol prossegue seu conciso incêndio,
tu que já sentiste o vidro do mar,
sabes o gume do tempo, o rumor no pulso, o gosto do fel e do pão –
.                                       consentes prender teu grande cuidado
em cifras, jogos, adições inertes, nomenclaturas?
.                         Aceita! aceita tudo
como um fardo, talvez uma paga,
um resgate,
.                     todavia rebela-te
e iça as veias quando o vento vier
.                                                 que o resto é indigno de ti

José Paulo Moreira da Fonseca (Rio de Janeiro, 13 de junho de 1922 – Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2004) foi um escritor, poeta, ensaísta, teatrólogo, pintor e crítico de arte, e um dos mais importante nomes da poesia brasileira das gerações dos anos 40 e 50, tendo sido indicado algumas vezes para a Academia Brasileira de Letras. Foi o primeiro vencedor da categoria “Poesia” no Prêmio Jabuti, e levou o prêmio na edição inaugural de 1959 com o livro “Três livros”. Venceu também, em 1974 esse mesmo ´prêmio de poesia, com o livro “Luz e Sombra”. In “Antologia Poética”, Editora Leitura S, A.
Nota: A categoria “Poesia” foi criada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) já na primeira edição do Prêmio Jabuti, em 1959. O objetivo do Jabuti nessa categoria, é premiar autores de livros de poesia publicados no ano anterior ao da cerimônia. Até 1992, havia apenas um vencedor por categoria. Em 1993 e 1994, foram definidos até cinco vencedores em cada categoria. A partir de 1995, os três primeiros colocados passaram a ser considerados vencedores (as exceções foram de 2002 a 2005, quando o segundo e o terceiros colocados receberam o prêmio como “menção honrosa”). A partir de 2018, apenas o primeiro colocado voltou a ser considerado vencedor da categoria

22 anos do site José Aníbal

Nesse 18 de agosto o antigo site de José Aníbal faz aniversário e, com satisfação, lembro esta data. Este site está no ar desde os seus tempos de vereador pela cidade de São Paulo e o seu objetivo continua sendo o de informar, debater e divulgar suas e atividades como político.

Na sua trajetória ele passou pela sua votação recorde para vereador da cidade de São Paulo em 2004, onde foi eleito com 165.880 votos. Seguiu com sua eleição para deputado federal em 2006 e em 2010, e depois continuou com sua escolha para secretário estadual de energia do Estado de São Paulo em 2011 e, em 2014, quando foi eleito primeiro suplente à senador na chapa encabeçada por José Serra.

Em 2016 assumiu pela primeira vez o mandato no Senado Federal com a ida de José Serra para o Ministério das Relações Exteriores, e ficou no cargo até fevereiro de 2017. Voltou a assumir temporariamente a vaga de Serra no Senado Federal em agosto de 2021, após o titular se afastar por doença e pedir licença por 4 meses.

Fica então essa memória e a internet agradece!

Acesse: https://www.joseanibal.com.br/