Em abril passado, se estivesse vivo, meu querido amigo estaria completando 75 anos. Ele trabalhou comigo no Dieese e era responsável pela área de processamento de dados. Lá, em 1993, ele coordenou uma nova pesquisa de orçamentos familiares com o objetivo de calcular o peso que os produtos tinham no orçamento familiar. Trabalhou também no centro de processamento de dados da Faculdade de Economia da USP, onde se formou em 1976. Foi uma das cabeças mais privilegiadas que conheci, além de ter enorme sensibilidade política e social. Saudades!
Valdir Evandro Sarubbi de Medeiros (Bragança, Pará, 1939 – São Paulo, São Paulo, 2000). Pintor, desenhista, gravador, artista visual, professor. Em 1962, gradua-se em direito, e, entre 1969 e 1970, frequenta faculdade de arquitetura, ambas em Belém. Em 1971, muda-se para São Paulo. Em seus trabalhos, aparecem aspectos culturais da Amazônia e da paisagem da região. No início da década de 1970, desenvolve a série Meditação Labiríntica, composta por desenhos que formam labirintos coloridos, semelhantes ao estilo da cerâmica marajoara. Esses labirintos, posteriormente, transformam-se em rios vistos de cima, que passam a ser uma temática constante em sua obra. Realiza trabalhos com base em fotografias aéreas da selva amazônica, e na série Memoriae, apresenta obras abstratas relacionadas à representação do rio. Em 1986, desenvolve o Projeto Arte e Educação, como artista residente na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Em 1990, realiza um painel da série Meditação Labiríntica, na Estação Barra Funda do Metrô de São Paulo, e, em 1993, monta no Deutsche Welle, em Colônia, Alemanha, a instalação Xumucuís, composta por bastões que produzem ruídos ligados à sonoridade da água.
Fonte: Enciclopédia Itaú Cultural (https://enciclopedia.itaucultural.org.br)
Gravura em metal do artista paraense Valdir Sarubbi – acervo família Sarubbi – edição póstuma
Vento que me deixou areado
Como uma inalação fria e seca
Verso que ao compor saltou aos olhos
Sentimentos até então inimaginados
Chuva que me fez brotar cardumes
Como bichos nadando em minha direção
Canção cuja melodia me recorda
Momentos oriundos de passados mil
Neve que clareou meu pensamento
Como um detergente de cor lilás
Poesia que ilumina meu caminho vão
Trazendo à tona velhas cores que já fui
Orvalho que borrifou gotículas prateadas
Como vindas se um sonho de metal
Música cuja forma repisa o ritmo do tempo
Que pode vir num som bem tocado de choro
Dia 6 de agosto, próxima terça-feira, estará completando 20 anos do falecimento do paizinho. A missa em sua memória será realizada neste dia, 6 de agosto, às 19 horas, na Paróquia Santa Teresinha, localizada na Rua Maranhão, 617 – Higienópolis, São Paulo – SP – Telefone: (11) 3660-1220. No domingo, 4 de agosto, às 19 horas, será realizada também uma missa em Ourinhos/ SP, onde meu pai viveu boa parte de sua vida, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, conhecida por Seminário (Rua Amazonas, 1.119 – Vila Perino) encomendada pelo primo Ângelo Silva Neto.
Viva Edmundo de Oliveira Matosinho! (Dois Córregos/ SP, 13 de maio de 1921 – São Paulo/ SP, dia 6 de agosto de 1999)
Deixou saudades em seus queridos filhos Edna, Edson e Eduardo