A diferença da criança, do(a) adolescente e o do novo(a) adulto(a)

A criança quando tem um sentimento vê uma caixa com o símbolo de um coração e a cada sentimento novo coloca dentro dessa caixa.

O(a) adolescente enxerga uma caixa escrito “Amor” e a cada sentimento coloca lá dentro.

O novo(a) adulto(a) quando tem um sentimento novo vê uma caixa com um coração e um escrito “Amor”, mas quando vai colocar dentro da caixa percebe que está uma bagunça só e resolve arrumar tudo que está ali para poder caber aquele sentimento. É então que percebe que dentro daquela caixa grande tem outras caixas menores escritas “Amor Ágape”, “Amor Eros”, “Amor Storge” e “Amor Plilia”. Sim até aí está fácil, mais quando se depara com o que sente por você burga e tem que tirar tudo de dentro de novo e arrumar novamente. Porque tem um pouco de cada característica dos outros amores e por isso não encaixa. Então pensa um pouco se tudo isso que sentimos é uma repetição então já existe essa caixa. E se dedica um pouco mais tirando tudo novamente e encaixando um por um em cada caixa e nisso descobre que tem várias caixas escritas “Amor Especial” e cada uma delas com um números de estrelas, 1, 2, 3, 4 e 5. Ele(a) dá uma olhada naquelas caixas e no sentimento e percebe que no sentimento também tem cinco estrelas mas sem colorir. Então esse adulto(a) ainda sem experiência tenta colocar esse sentimento em uma delas mas também não entra. Pensa mais um bocadinho e resolve colorir uma estrela. E agora de que cor? Que tal com a minha cor favorita preto, dizia o esquizóide, rosa, o oral, dourado, o psico. Ainda confuso(a) pergunta ao masoca e ele responde “Claro da cor do arco-íris”, ainda em dúvida vamos ver o que o rígido responde e ele diz “Pode ser, as cores são sete e sete é o número da perfeição”. Então ficou assim a primeira estrela da cor do arco-íris. E não foi que encaixou na primeira caixinha. E lá coloquei esse sentimento na caixa do amor especial número 1 nas cores do arco-íris.

(14/11/21)

Luiza Matosinho – Pedagoga formada pela PUC-SP em 2007 e professora na educação infantil da Faces Ensino Bilíngue.

Canal no YouTube do cientista político Cláudio Gonçalves Couto

Compaixão: a ética salva, com Renato Janine Ribeiro.
Último episódio de 2021.


A ética salva?
A pandemia da Covid-19 colocou para nós, brasileiros, assim como para o mundo todo, desafios muito grandes. E tudo poderia ter sido ainda pior se não tivéssemos condições científicas e tecnológicas antes inexistentes para enfrentar esse problema, bem como a compaixão por aqueles que sofrem.
Essas duas questões são discutidas por Renato Janine Ribeiro, professor titular de Ética e Filosofia Política da USP, ex-ministro da Educação e atual presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Ele as trata em seu novo livro: Duas ideias filosóficas e a pandemia, publicado pela Estação Liberdade.
Renato Janine Ribeiro discute esses temas, partindo de duas noções, de Jean-Jacques Rousseau e Karl Marx, como forma de compreender problemas centrais da política contemporânea.
Ele aponta que a democracia não é um mero instrumento prático para a tomada de decisões políticas, mas contempla uma dimensão ética, em que a compaixão tem um papel central, pois não apenas define quem somos, mas faz com que nos vejamos como iguais, pois sentimos com o outro ao sentirmos por ele.
A volta da extrema-direita ao poder expressa um enfraquecimento da compaixão, que dá lugar a seu oposto: o ódio. E se a compaixão é um sentimento indispensável à democracia, o ódio é um sentimento que a corrói.
O fortalecimento do ódio nas democracias contemporâneas, inclusive no Brasil, decorre do ressentimento daqueles que se veem como perdedores no processo de transformação social. Perdem seu lugar distinguido para o imigrante, as mulheres, os negros, os homossexuais, as classes emergentes…
E é desse fortalecimento do ódio que emergem não só a extrema-direita, como suas lideranças políticas, incapazes de empatia e compaixão – como é o caso, no Brasil, de Jair Bolsonaro, que demonstrou isso com clareza em seu comportamento durante a pandemia.
Mas não é só a compaixão que tem nos ajudado. Também os avanços científicos e tecnológicos têm sido fundamentais, permitindo o rápido desenvolvimento de vacinas e o trabalho remoto, por exemplo. É nesse contexto que ganha sentido a ideia de Karl Marx segundo a qual “a humanidade somente se propõe as tarefas que pode resolver”.
A noção de tarefa é crucial aí, pois supõe a detenção dos meios para enfrentar certos problemas que, noutros contextos, seriam insolúveis e, assim, não seriam tarefas, mas tragédias.

#etica #conjunturapolítica #políticabrasileira #democracia

A Semente da História: Financiamento coletivo do filme da Cia. Pequenos Grandes Atores

Um filme. A entrada da Cia. Pequenos Grandes Atores no mundo do audiovisual. Do palco pra telona. A pandemia nos fez ampliar horizontes, cogitar novas possibilidades e explorar linguagens. Acreditamos que a cultura é essencial para provocar reflexões acerca das necessidades e características de uma sociedade. Estamos mergulhados nela desde muito pequenos. Nos ajudem a voar? Nós agradecemos. O cinema agradece. Certamente vocês serão muito bem recompensados.
Clique no link abaixo para saber mais da história do grupo e se inteirar do projeto. Tem as cotas, as recompensas, tudo certinho…

Participação de meu filho João Alexandre Matosinho.

https://abacashi.com/p/asementedahistoria

Daniela Cristina Caburro: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP) 1

Daniela Cristina Caburro

“Nasceu em São Carlos – SP em 10/06/1971. Com 8 meses de vida teve poliomielite e como consequência, ficou tetraplégica. Para Daniela, a arte sempre foi um sonho de poder colocar para fora tudo o que estava na sua cabeça e na sua alma. Desde 1995 ela vem dedicando sua vida à pintura, demonstrando um grande talento.”

Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Óleo

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.

Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
apbp@apbp.com.br
https://apbp.com.br/home

Galeria Pontes no Instagram: Façam uma visita!

A Galeria Pontes

A Galeria Pontes é dedicada a Arte Popular Brasileira, com obras originárias das mais distantes regiões do país, dos artistas mais significativos da arte de cunho popular contemporânea.

A Arte Popular Brasileira é bonita, criativa e cheia de vida. Tem um aspecto lúdico que mexe também com jovens e crianças. Encanta e surpreende.

Ao contrário do artista erudito, o artista popular é autodidata. A grande ceramista dona Izabel Mendes da Cunha (1924-2014) se definiu como autodidata, com total clareza e economia de palavras, na frase eu me ensinei sozinha. A frase é tão perfeita e abrangente que a tomei emprestado como titulo do meu livro – EU ME ENSINEI.

Na arte popular não sobra espaço para a educação formal ou acadêmica. Quando algum tipo de transmissão de conhecimento existe, ocorre no máximo informalmente quando outro artista/ artesão transmite o seu conhecimento.

Na arte popular há muito mais espaço para a inventividade e para o saber fazer pessoal do que na arte erudita. A imaginação é muito mais livre tanto na forma final do trabalho como nos meios que o artista inventa para resolver os problemas na confecção de sua obra.

A arte popular é a viva expressão da criatividade do nosso povo. Através da sua fantasia o artista reinventa a realidade, estabelecendo íntima relação entre o real e o simbólico.

(…)

Desde 2011 a Galeria Pontes funciona online, através de seu site (www.galeriapontes.com.br).”

Edna Matosinho de Pontes

www.instagram.com/galeriapontes

Liberdade 1

Hoje me peguei pensando nas borboletas e logo fiz uma rápida pesquisa das que existiam no Brasil e pela foto pude ver a beleza delas. Uma dessas logo me trouxe lembrança a “Morpho Azul”. Quando era adolescente ouvi uma reportagem sobre essa borboleta e guardei na memória o desejo de conhecê-la. Um certo dia, com idas ao sítio eu a conheci pessoalmente e logo veio o encanto e a alegria de ver essa espécie. E outra memória me veio de outro dia no mesmo sítio na qual vi uma lagarta rastejando apressada e eu a peguei e coloquei em um pote de margarina e não demorou muito para ela se dependurar e no dia seguinte virar um casulo. Trouxe ela para minha casa em São Paulo no intuito de consegui ver a borboleta que sairia dali. Passado o ciclo essa borboleta apareceu, mas não tive a oportunidade de vê-la. Porque o meu esposo e o meu filho que conseguiram vê-la soltaram no jardim. Depois dessa memória fiquei a meditar e eu em que estágio estaria da metamorfose? Pensei um pouco e pensei novamente que a lagarta não pensava em que estágio estava ela e só viveu cada estágio. Primeiro na natureza, segundo em um pote de margarina e em terceiro a borboleta voou o seu destino e não fiquei sabendo. E Agora volto a mim e penso se já passei pelos estágios. Só me resta saber se ainda estou em um borboletário e se sim vou aproveitar e explorar esse espaço e adquirir experiências para quando ele se abrir e eu consiga viver fora dele.

(07/11/21)

Luiza Matosinho – Pedagoga formada pela PUC-SP em 2007 e professora na educação infantil da Faces Ensino Bilíngue.

Galeria Pontes no Facebook: Visitem!

ARTE POPULAR BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA. Compramos peças antigas. Para maiores informações: WhatsApp: 55 11 9 9781-4370.

Visite também o site da Galeria Pontes: www.galeriapontes.com.br; ou ligue para (11) 3237-0436. A Galeria Pontes, inaugurada em setembro de 2008, fica em São Paulo e atualmente funciona apenas como galeria virtual. Em seu acervo estão obras de Alcides Santos, Alexandre Filho, Andreia Andrade, Antonio de Dedé, Antonio Julião, Chico Ferreira, Costinha, Dalton Costa, Elieni Tenório, Fernando Rodrigues, Geraldo Andrade, Gina Dantas, Higino, J. Borges, João Alves, João das Alagoas, Louco Filho, Luiz Tananduba, Marinaldo Santos, Mestre Eudócio, Miguel dos Santos, Nenê Cavalcanti, Odon Nogueira, Oziel, Poteiro, Resendio, Rosana de Caraí, Sil da Capela, Tota, Vicente Ferreira, Waldomiro de Deus, Zé Bezerra e outros nomes significativos da arte popular brasileira contemporânea.

5.069 pessoas estão seguindo isso.

www.facebook.com/galeriapontessp

Quem sou eu?

Quem sou eu?
Continuo sendo uma pessoa sonhadora, mas não só sonho como procuro que ele se torne realidade. E se não conseguir está tudo bem.

Quem sou eu?
Alguém que agora está ajudando a si mesma. Para que possa ajudar outras pessoas mais.

Quem sou eu?
Alguém que não dá tanta importância no fato dos outros não acreditarem nela. Porque se se importar demais se tornará escrava deles. E também que ela mesma acredita em si. Porque acredita que se todos os políticos falharem o Brasil terá jeito porque ela existe.

Quem sou eu?
Alguém que ainda chora, mas não mais para perdoar porque mágoas não há mais no seu coração. E é alguém que preza pelo que faz e ama seus alunos.

Quem sou eu?
Alguém que gosta na medida certa e que sabe que este gostar não vai prejudicar a si e os outros.

Quem sou eu?
Alguém que na medida certa confia, mesmo muitas vezes se decepcionando com alguém, mas prefere confiar nas pessoas do que ser infeliz para o resto da vida.

Quem sou eu?
Alguém que ainda possa dizer que seja tão segura, mas entende que a insegurança faz parte às vezes e não precisa falar tudo que sente e sim deixar que o outro se expresse.

Quem sou eu?
Alguém que aos poucos procura falar de si e busca o real da vida com base em estudos sobre se conhecer e trabalhando para gerar frutos.

Quem sou eu?
Alguém que aos poucos sai de uma confusão, dando continuidade a vida e se inspirando em pessoas sem precisar lutar e sem mais esforço e sim persistindo para se tornar o mais adulta possível.

Hoje brindo com uma taça de champagne ao presente que me levará ao futuro.

(Reescrito para os dias atuais uma poesia minha de 2004)

Luiza Matosinho – Pedagoga formada pela PUC-SP em 2007 e professora na educação infantil da Faces Ensino Bilíngue.

Painel com a apresentação da Cia. Teatral Pequenos Grandes Atores no SPAC: Peça “Festa”

Dia 20/11, sábado, às 20 horas, foi apresentada com sucesso no SPAC (Clube Inglês) a peça “Festa”, com a participação de João Alexandre Matosinho, dentro do Festival ACESC.

Crédito das fotos e montagem: Milena Koronfli

www.instagram.com/pequenosgrandesatores

Crônica de Fernando Pacheco Jordão: Sabor de férias e transgressão

Era de manhã que o trem partia. Então, por volta das 9 horas começavam as férias. Íamos, minhas irmãs, minha mãe e uma tia, para São José do Rio Pardo, um rio conhecido porque em suas margens Euclides da Cunha escreveu Os Sertões. Mas para nós, crianças, importavam eram as brincadeiras à nossa espera. A alegria começava já no trem, quando minha tia abria o cesto de vime, cheio de coisas deliciosas – os pastéis que ela tinha preparado na véspera, os croquetes de carne (acho que por isso até hoje prefiro pastéis e croquetes frios, amanhecidos). Imagino que, até o fim da viagem, eu devorava algumas dúzias, sob as advertências dos mais velhos de que aquilo não iria me fazer bem, porque eram fritura. Mas o fato é que nunca me incomodaram e, até hoje, como pastéis e croquetes imoderadamente (agora sem trem mas com chopp, talvez porque, acima de tudo, tenham o delicioso sabor de férias e transgressão). 30 dias depois, a viagem de volta era igualmente prazerosa, então com as lembranças de futebol de rua e namoricos na praça.

Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sétima edição e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 13ª edição.