Fotos tiradas em Presidente Epitácio e enviadas via WhatsApp pelo primo Antonio Eduardo Silva (Toninho da Texaco).
Autor: ematosinho
Bem-vinda Primavera, contrastes: Árvore no sítio (Ibiúna, São Paulo) e na cidade (São Paulo, Higienópolis, Rua Sergipe)
Fotos tiradas por Luiza Maria da Silva Matosinho e publicadas em seu Facebook.
christus ist kopie
cristo é cópia. cristo acampa
fora de si para ver, vencer, e
vê, claro, a campa onde três
dias deram-lhe imortalidade,
cópia infinita, cruzes, cruzados
de cruz-credo, os seus credores,
a quem deve o dia devolvido, a
revolver a história. cristo cansa
de acontecer [transfer calichem
istum a me], cristo de pedra-sabão,
[et super hanc petram aedificabo],
amém é não mais: cristo diz não.
Dirceu Villa (São Paulo, 12 de setembro de 1975) é autor de 7 livros de poesia, MCMXCVIII (1998), Descort (2003, prêmio Nascente), Icterofagia (2008, ProAC), Transformador (antologia, 2014), speechless tribes: três séries de poemas incompreensíveis (2018), couraça (2020) e ciência nova (2022). Traduziu Um anarquista e outros contos, de Joseph Conrad (2009), Lustra, de Ezra Pound (2011), Famosa na sua cabeça, de Mairéad Byrne (2015), O chamado de Cthulhu, de H.P. Lovecraft (2020) e O Anjo Heurtebise, de Jean Cocteau (inédito). Foi convidado para os festivais de poesia de Berlim, na Alemanha (2012), Granada, na Nicarágua (2018) e Siena, na Itália (2019), além de para uma residência de tradução em Norwich e Londres (2015). Sua poesia já foi traduzida para o espanhol, o inglês, o francês, o italiano e o alemão, publicada em antologias ou revistas especializadas.
André Art: Ponta de Pedras, terra desse artista de Marajó, Pará
“Oi, meu nome é Carlos André Fagundes dos Santos. Eu sou artista plástico e escultor. Inclusive eu já fiz uma mini exposição aqui em Belém. E eu tenho também um vídeo de uma entrevista (https://www.youtube.com/watch?v=aYkY3dedia4). E eu sou daqui de Ponta de Pedras, Município na Ilha de Marajó, Pará.
Nasci na cidade de Anajás, no Marajó. Depois com 5 anos de idade vim pra Ponta de Pedras e em Ponta de Pedras eu me criei. Depois dos 7 anos comecei a desenhar em papel, montava objetos como miriti, pedaços de madeiras, barro e outras coisas. Imaginava as coisas de outra forma. Estudei até a sexta série mas o meu foco mesmo era o desenho no caderno, que ficava cheio de desenhos.
Com nove anos eu já trabalhava com meu pai na roça. Mas depois algum tempo eu resolvi sair desse trabalho. Mas como não tinha outro trabalho resolvi vender chope. Passei um bom tempo vendendo chope, até com 12 anos. A situação era difícil naquela época mas resolvi partir pra outro trabalho mas ainda não dava pra mim viver de desenho, sempre desenhando em papel .
Com 14 anos um amigo me chamou para trabalhar no comércio foi aí que eu aceitei a proposta. Comecei a trabalhar em comércio. Passei algum tempo mas ainda não era o que eu queria. Depois fui pra Belém com 15 anos de idade e comecei a trabalhar em Belém como lavador de carro. Passei um ano trabalhando lá.
Depois voltei pra Ponta de Pedras em 1998, só que ainda não tinha trabalho. Foi aí que continuei a desenhar e conheci um senhor chamado Ismaelino Ferreira. Ele tinha uma oficina lá. Ele trabalhava esculpindo madeira. Foi aí que eu comecei a trabalhar com ele. Em talhado e esculpindo. Trabalhei com ele algum tempo.
Depois conheci um senhor chamado Manoel Araújo. Era época de eleição, ano de 2000. Foi quando ele me chamou para pintar uns muros, pintando letras. E além disso todos os trabalhos de letras e desenhos eu fazia pra ele.
E depois de um tempo, porque eu não pintava uns quadros e colocava lá, foi aí que eu comecei a pintar uns quadros e colocar lá e daí as pessoas começaram a comprar. Depois fiz uma exposição no trapiche municipal e participei de concursos de pinturas.
Foi aí que apareceu um amigo chamado Samuel Costa, escritor, e aí ele comprou uns quadros e levou pra uma amiga e ela resolveu fazer uma exposição em Belém. E que teve essa entrevista pela TV Cultura e depois também foi feita essa outra entrevista aqui em Ponta de Pedras pela prefeitura.
Pois é isso: aqui estou sempre produzindo meus quadros.”
O artista Carlos André Fagundes dos Santos, que faz um belíssimo trabalho, já expôs seus quadros na Livraria Fox situada na Travessa Doutor Moraes, 584, Belém, Pará, e agora está em busca de um espaço, para uma nova exposição de suas obras. Ele usa a técnica de óleo sobre tela e óleo sobre madeira.
Contatos:
www.facebook.com/profile.php?id=100085277122085
www.instagram.com/carlosandrefagundesdossantos
WhatsApp: (91) 9 8612-5216
Bibli-Aspa: “Bem-vindo a São Paulo” (Participação de João Alexandre Matosinho)
Está no ar a websérie “Bem-vindo a São Paulo”.
A cada episódio, você encontra dicas e informações para ajudar refugiados e imigrantes a se estabelecer na cidade.
Este projeto é uma realização da parceria entre a Bibli-Aspa, a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, Brisa Produtora e Cia. Pequenos Grandes Atores.
Aproveite para se inscrever no nosso canal, curta, comente, e ative as notificações para não perder os próximos episódios. O link do canal é www.youtube.com/@Bibli-ASPA-oficial.
Siga também no Instagram: www.instagram.com/bibli_aspa
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Edney Cielici Dias: Sinais de Saturno – Pedra da Lua
Música & poesia com a participação de Edney Cielici Dias, poeta devotado ao ofício da palavra, é doutor em ciência política, economista, jornalista, editor e autor do livro “Cartas da alteridade” (https://bit.ly/4oqZ1bI). Convite enviado por ele via WhatsApp, onde comenta: “Vou ler poemas do “Cartas da alteridade” no sarau.”
Edney Cielici Dias
SINAIS DE SATURNO #6
21 setembro, 2023
Registro do evento Sinais de Saturno #6, realizado na livraria Ponta de Lança no dia 31/08/2023.
Curadoria e Apresentação: Luís Perdiz e Vanderley Mendonça.
Poesia: Dirceu Villa, Edney Cielici Dias, Fernanda Spinelli e Macaio Poetônio.
Música: Gabriel Edé.
Dirceu Villa, Edney Cielici Dias, Fernanda Spinelli, Luís Perdiz, Macaio Poetônio, Vanderley Mendonça
Livraria Ponta de Lança
R. Aureliano Coutinho, 26 – Vila Buarque, São Paulo – SP
www.livrariapontadelanca.com.br
site@livrariapontadelanca.com.br
Telefone: (11) 9 3309-8687
Arcada dentária
Poema premiado de Cintia Alves: Língua
Sinto o apalavrar de suas letras
A aproximarem-se lentamente
Sorvendo cada sílaba como mostra
Do verbo que vaza absorvente
Vejo o eclodir da língua em sua boca
A alastrar o que em mim transcende
A carne que o fonema evoca
E a alma que segue cedente
Lambem-se lóbulos, unem-se dentes
Frases harmonizam-se em concento
Vertendo-se preguiçosas pela garganta
Até em meus ouvidos encontrar acento
Vogais escalam minhas pernas
E promovem um movimento desconexo
Seguem envolvendo minhas coxas
Molhando a pele e lambendo o nexo
Jorram as sentenças em meu corpo
Com signos brotando em pevides
Da rima para onde agora zarpo
Do poema que há muito se lapide
Cintia Alves (Pseudônimo: Amadeus) – Nascida em 16 de junho de 1972, dramaturga, roteirista, diretora teatral e pesquisadora de acessibilidade estética. Gestora do Museu Vozes Diversas.
Comentário da autora: “O poema Língua me deu o Prêmio Barueri de literatura na categoria Poesia Adulto Residente 2022.”
Tais Sarubi na Casa Ateliê Terapêutica
Tais Sarubi foi minha colega em fins dos anos 90 no curso de pintura ministrado em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi em sua residência localizada na Rua Albuquerque Lins, quase esquina com Rua Baronesa de Itu, São Paulo. Atualmente Tais produz, publica e vende seus trabalhos pictóricos na Casa Ateliê Terapêutica localizada no Guarujá, SP. Na imagem acima vemos primeiramente sua criação “Flow”, que é uma aquarela monocromática, feita basicamente em um único gesto. A intenção da artista foi representar a leveza e o prazer das situações que fluem naturalmente. A segunda obra intitula-se “Rosácea”. Tais comenta que “este pastel era originalmente maior, e em formato retangular. Mas, assim como na vida, é preciso fazer recortes. Não que o excedente fosse ruim, mas o essencial bastava.”
Sobre a Casa Ateliê Terapêutica
A Casa Ateliê Terapêutica é um espaço de produção e promoção de arte autoral, baseada em duas áreas de trabalho: Mentoria artística e psicologia da arte.
A criação da Casa Ateliê Terapêutica é inspirada pela compreensão de que o fazer artístico é um caminho de transformação pessoal e de expressão da criatividade humana.
O ateliê de arte da Casa é uma oficina de construção da identidade artística; produção e comercialização de arte autoral, para todos aqueles que querem se expressar pela linguagem da arte.
O espaço terapêutico da Casa, por sua vez, é uma via de conhecimento pessoal e de projeção profissional, que propõe resultados de autonomia e saúde integral.
Endereço: Rua Montenegro, 18 – Sala 22, Guarujá, SP
Contatos:
www.facebook.com/casa.atelie.t
www.instagram.com/taissarubi
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taissarubi@gmail.com
WhatsApp: (13) 9 8207-5711
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Curadoria do Instagram: Ana Luiza Pellegrini Vergueiro