Cia. Teatral Pequenos Grandes Atores: Filme “A semente da história”, com a participação de João Alexandre Matosinho

Estamos chegandoooo!! 🎬❤️

#asementedahistória #pequenosgrandesatores #cinemabrasileiro #teatroadolescente #mostrapequenosgrandesatores

www.instagram.com/pequenosgrandesatores

Crônica de Fernando Pacheco Jordão: A receita

Sempre me perguntam qual o segredo, o “pulo do gato” que tornava o pastel tão inesquecivelmente delicioso. Minha mãe garante que não havia segredo. Se havia, minha tia levou com ela para alegrar as almas no além. Ingredientes especiais não reproduzíveis: perspectiva de um mês inteiro de férias, viagem de trem até a cidade, onde me esperavam futebol o dia inteiro, namoricos à noite no footing da praça, gostosa convivência diária com avó, tias, irmãs, o primo com quem dividia uma bola nº 5 e a molecada local para enriquecer nosso vocabulário e fazer guerra de mamonas. Quem sabe os bons tempos eram o verdadeiro recheio dos meus pastéis.

Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sétima edição revista e ampliada e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 14ª edição.

Cia. Teatral Pequenos Grandes Atores – Em setembro: Mostra Pequenos Grandes Atores, aguardem…

Sabe qual o motivo da animação dessa galera? É que à partir do mês que vem, teremos uma programação com muuuuita coisa maravilhosa!!
🎭🎬🙌🏻🍀

📸: @douglaspitonph

#pequenosgrandesatores #cincoanos #teatro #mostrapequenosgrandesatores #asementedahistória #teatroadolescente #cinema

A praia e a montanha paulistas

O objetivo deste artigo é escrever sobre dois pontos turísticos brasileiros, um situado em uma bonita praia e o outro localizado na montanha.

No litoral falarei sobre a Praia Grande, em Ubatuba, litoral norte do estado de São Paulo. O ponto turístico escolhido na montanha será Campos do Jordão, que fica próximo de São Paulo, capital.

A Praia Grande de Ubatuba caracteriza-se por ser uma praia com fortes ondas, o que a torna muito procurada para a prática do surf. A sua areia é bastante macia e branca e a orla marítima é recheada de quiosques que vendem os mais variados produtos, como o côco, porções de peixes, salgadinhos e outros aperitivos.

O local é bastante seguro, pois tem postos de salva-vidas a cada quinhentos metros. Todas as manhãs os turistas podem fazer um agradável passeio de escuna, que sai as dez horas rumo à Ilha Anchieta. Essa ilha é tombada pelo Patrimônio Histórico e é considerada uma área de preservação ambiental. Lá o Ibama desenvolve o Projeto Tamar, que procura ajudar na reprodução da tartaruga marinha, uma espécie ameaçada de extinção.

A montanha fica localizada a cidade de Campos do Jordão, importante ponto turístico paulista. Esta cidade é muito procurada no inverno e sua atração principal nesta época do ano é o Festival de Inverno de Campos do Jordão. Neste festival vários grupos musicais e eruditos se encontram vindos do país inteiro para apresentarem seus trabalhos nas salas de concerto.

Lá também destacam-se um horto florestal que abriga espécies da flora e da fauna, típicos da montanha brasileira. Os turistas também podem se divertir fazendo o passeio do bondinho, que liga duas montanhas muito altas.

Espero que todos os leitores tenham curtido essas dicas e boas férias!

Escrito em dezembro de 2002

Advertência

amo as frases densas porque aprecio também as diluídas. guardo admiração pelas sentenças abertas, cheias de ar e fumaça, uma bruma que me permite sair daqui para outros lugares. valorizo as palavras reunidas com todo o cuidado para dizer claramente o que se quer dizer. também prezo os termos esparramados ao acaso, para fazer pouco de nossa obsessão pela ordem e pela perfeição. sim, respeito a frase eterna e atento para aquela que não dura. exorto a palavra que se constrói porque – e sobretudo – trabalho na palavra que se destrói. assim há sentido em escrever.

(In “Cartas da alteridade”, Selo Demônio Negro, 2020)

Sobre autor

Edney Cielici Dias, poeta devotado ao ofício da palavra, é doutor em ciência política, economista, jornalista e editor.

Selo Demônio Negro

R$ 52,90

Frete grátis para todo o Brasil

www.facebook.com/cartasdaalteridade

Leia mais

En medio del camino

Quadro na parede e que faz parte da coleção do vanguardista Gilberto Mansur. Ele criou a Cachaça Espírito de Minas nascida na fazenda Santa Luzia localizada na pequena São Tiago no interior de Minas Gerais próximas às cidades históricas de São João Del Rei e Tiradentes. O nome dessa tradicional cachaça criada por Mansur foi inspirado na frase “Espírito de Minas me visita” que abre o poema “Prece de Mineiro no Rio” de Carlos Drummond de Andrade em que o poeta evoca as lembranças e o estilo de vida de sua terra. Além de ter sido um dos pioneiros a desenvolver a categoria de cachaça premium no Brasil desbravando e trazendo novidades para esse mercado, Mansur sempre valorizou bastante o jeito mineiro de ser e as coisas boas de lá. Assim a Cachaça Espírito de Minas reúne a poesia, o “espírito” de Minas e o gostinho do Brasil.

En medio del camino había una piedra,
había una piedra en medio del camino,
había una piedra,
en medio del camino había una piedra.

Nunca me olvidaré de ese acontecimento
en la vida de mis retinas tan fatigadas.
Nunca me olvidaré que en medio del camino
había una piedra,
había una piedra en medio del camino
en medio del camino había una piedra.

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987). In “Uma pedra no meio do caminho – Biografia de um poema”. Tradução de Gastón Figueira, Poesia Brasileña Contemporanéa, Instituto de Cultura Uruguayo-Brasileño, 1947, p. 43, Editôra do Autor, 1967