Parque Nacional Serra da Capivara no Piauí e a arqueóloga Niède Guidon

O Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no estado do Piauí, é um dos maiores e mais importantes sítios arqueológicos do mundo. Sua área tem a maior e mais antiga concentração de sítios pré-históricos da América. Criado em 1979 e administrado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) em parceria com a FUMDHAM (Fundação Museu do Homem Americano), o parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 1991. Seus principais destaques arqueológicos são o acervo de Pinturas Rupestres pois abriga mais de 1.000 sítios catalogados com a maior concentração de arte rupestre do planeta, retratando rituais, caça, figuras geométricas e animais da fauna pré-histórica. É um local com vários atrativos, monumental museu a céu aberto, entre belíssimas formações rochosas, onde encontram sítios arqueológicos e paleontológicos espetaculares, que testemunham a presença de humanos e animais pré-históricos. O parque nacional foi criado graças, em grande parte, ao trabalho da arqueóloga, pesquisadora e professora universitária brasileira Niède Guidon (Jaú, São Paulo, 12 de março de 1933 — São Raimundo Nonato, Piauí, 4 de junho de 2025), que, até seu falecimento, atuava como Presidente Emérita da Fundação Museu do Homem Americano, instituição responsável pelo manejo do parque.

Pesquisas lideradas por essa arqueóloga revelaram vestígios de fogueiras, ferramentas de pedra lascada e ossos que indicam a presença humana há mais de 50 mil anos, desafiando as teorias tradicionais sobre o povoamento das Américas. A arte rupestre divide-se em tradições marcantes, como a Tradição Nordeste (destacando o estilo inicial Serra da Capivara, cheio de dinamismo e movimento) e o estilo final Serra Branca (focado em elementos ornamentais e cocares). Entre os locais mais pesquisados estão a Toca do Boqueirão da Pedra Furada, o Sítio do Meio e o Baixão das Andorinhas. O acervo material escavado ao longo das décadas é exibido no Museu do Homem Americano e no Museu da Natureza, ambos localizados na região de São Raimundo Nonato e a cidade de São Raimundo Nonato serve como o principal ponto de entrada e hospedagem para visitantes e pesquisadores.

Fotos de Edna Matosinho de Pontes

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 62 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *