Os tambores de Minas
Era um, era dois, era cem
Mil tambores e as vozes do além
Morro velho, senzala, casa cheia
Repinica, rebate, revolteia
E trovão no céu é candeia
Era bumbo, era surdo e era caixa
Meia-volta e mais volta e meia
Pocotó, trem de ferro e uma luz
Procissão, chão de flores e Jesus
Bate forte até sangrar a mão
E batendo pelos que se foram
Ou batendo pelos que voltaram
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram
Era couro batendo e era lata (era couro batendo e era lata)
Era um sino com a nota exata (era um sino com a nota exata)
Pé no chão e as cadeiras da mulata (pé no chão e as cadeiras da mulata)
E o futuro nas mãos do menino
Batucando por fé e destino
Bate roupa em riacho a lavadeira (bate roupa em riacho a lavadeira)
Ritmando de qualquer maneira (ritmando de qualquer maneira)
E por fim, o tambor da musculatura (e por fim o tambor da musculatura)
O tum-tum ancestral do coração (o tum-tum ancestral do coração)
Quando chega a febre ninguém segura
Bate forte até sangrar a mão
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram, êh
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram
Os tambores de Minas soarão
Seus tambores nunca se calaram
Seus tambores nunca se calaram
Márcio Borges (Belo Horizonte, 31 de janeiro de 1946) / Milton Nascimento (Rio de Janeiro, 26 de outubro de 1942). Canção de 1997
Cardeal
Decifrando o escrito: “Composições com triângulos”.
Para ser grande

Para ser grande, se inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal, 13 de junho de 1888 — Lisboa, Portugal, 30 de novembro de 1935). Escrito em placa de mármore no Mosteiro dos Jerónimos de Lisboa, obra-prima da arquitetura portuguesa, 14.2.1933
Busto
Acertei no milhar
O que é Morengueira?
Acertei no milhar!
Ganhei quinhentas milhas
Não vou mais trabalhar
Você dê toda roupa velha aos pobres
E a mobília podemos quebrar
Isto é pra já, vamos quebrar
Tcha, tchumpa!
O quê que há contigo minha filha
Eu acho que essa mulher é um caso de psiquiatria
Ela vai deitar no sofá todos lados bascaranha
E de barriga pra baixo, e com a bundinha pra cima
Etelvina
Vai ter outra lua-de-mel
Você vai ser madame
A morar no Palace Hotel
Eu vou comprar um nome não sei onde
De Marquês Morengueira de Visconde
E um professor de francês, mon amour
Eu vou trocar seu nome pra madame Pompadour
Até que enfim agora sou feliz
Vou passear Europa toda até Paris
E os nossos filhos
Oh, que inferno
Eu vou pô-los num colégio interno
E telefone pra Mané do armazém, alô
Porque eu não quero ficar
Devendo nada a ninguém
E vou comprar um avião azul
Para percorrer a América do Sul
Mas de repente, de repenguente
Etelvina me chamou
Está na hora do batente
Mas de repente Etelvina me chamou
Disse acorda Vargolino
Sai pelos fundos que na frente tem gente
Foi um sonho, minha gente
Geraldo Pereira (Juiz de Fora, Minas Gerais, 23 de abril de 1918 — Rio de Janeiro, 8 de maio de 1955) / Wilson Batista (Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, 3 de julho de 1913 — Rio de Janeiro, 7 de julho de 1968). Canção magistralmente interpretada por Moreira da Silva (Rio de Janeiro, 1 de abril de 1902 — Rio de Janeiro, 6 de junho de 2000), conhecido como Kid Morengueira e é considerado o criador do samba-de-breque
Stela Oliveira Spolzino em “Virando páginas”
Este é mais que um livro – é um movimento de transformação. Escrito por mulheres que compartilham suas dores, vitórias e esperanças, este livro convida você a mergulhar em histórias reais, fortes e inspiradoras. Cada página é um sopro de coragem, uma faísca de empatia, um chamado à sororidade. Ao virar estas páginas, você talvez encontre sua própria voz ecoando entre as linhas.
“Virando páginas” reúne histórias de superação e empoderamento de mulheres em diversas áreas de atuação. A iniciativa é da deputada Maria Lúcia Amary (PSDB) em parceria com o movimento “Virada Feminina”, responsável por ações que visam ampliar a representatividade nos espaços de poder e decisão.
Sororidade
A idealizadora do livro Marta Lívia Suplicy escreve juntamente com Sônia Fátima Moura, e também conta as histórias de Sandra Pitta, Michele Vanzella, Angela Mello, Cileide Moussallem, Luciana Maltchik Capobianco, Juliana Lemos, Lizete Ricci, Latifa Kadri, Claudia Patah, Réa Sylvia Batista Soares, Regina Padilha, Lívia Bacelar, Chef Maria Clara, Dra. Ana Cecília Granda, Dra. Mary Anne Leocadio, Francine Carvalho, Stela Oliveira Spolzino, Marie Suzuki Fujisawa, Renata Helena Amaral de Carvalho, Surama de Castro, Oluchi Mirabel Chigbaogu, Márcia Pinheiro, Dra. Albertina Duarte, Erika Kelly de Jesus, Dalva Christofoletti, Acilene Clini, Gisele Tonchis, Cris Conde e Amini Haddad Campos.
O renascimento através do voluntariado

“A minha vida profissional foi marcada por mais de 30 anos de trabalho na Receita Federal, onde atuei como chefe da área de atendimento e cadastro. Liderar uma equipe de mais de 1.500 funcionários me ensinou muito sobre organização, liderança e responsabilidades que mais tarde seriam uma nova fase da minha vida.
(…)
Cuba
Triste es no
Triste es no
tener amigos
pero más triste
debe ser no tener
enemigos
borque… el que
enemigos no tenga
señal es que
no tiene:
Ni talento que
haga sombra.
Ni caracter
que impressione.
Ni valor temido.
Ni honra que la murmuren.
Ni bienes que se codicien.
Ni cosa buena que se envidie.
José Martí (Havana, Cuba, 28 de janeiro de 1853 — Dos Ríos, pequena localidade pertencente ao município de Jiguaní, Cuba, 19 de maio de 1895)
Ao índio que é bem brasileiro 3
E ao Tom