Capim

Capim do Vale, vara de goiabeira na beira do rio
Paro para me benzer
Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer

Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará, pitombeiras da Borborema
A Ema gemeu no tronco do Juremá

Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor
Plantei um pé de fuló deu capim

Capim do Vale, vara de goiabeira na beira do rio
Paro para me benzer
Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer

Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará, pitombeiras da Borborema
A Ema gemeu no tronco do Juremá

Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor
Plantei um pé de fuló deu capim

Djavan (Maceió, Alagoas, 27 de janeiro de 1949). Essa música, lançada no icônico álbum “Luz” em 1982, é uma das canções mais celebradas desse artista. A crítica e o público destacam o contraste entre seus arranjos de inspiração norte-americana, assinados pelo mestre Moacir Santos, e a letra repleta de imagens regionais, metáforas sobre frustrações e as harmonias inconfundíveis do violão

Sob a luz de Matisse

Matisse disse um dia: “O autêntico criador não é apenas um ser dotado, é um homem que soube ordenar em vista de seus fins todo um feixe de atividades, cujo resultado é a obra de arte.”

E Marco Catalão escreve: “Como Cézanne, Rodin, Maillol e Renoir, figuras que aparecem ao longo dos Escritos como modelos em diferentes aspectos, Matisse parece ter um único fervor e uma única ambição: cumprir seu trabalho. (…) E “confessa a Louis Aragon: “Preparei longamente meu ofício. É como se até agora eu estivesse apenas aprendendo, elaborando meus meios de expressão. (…) É como se eu estivesse me preparando para iniciar a grande composição. (…) Como se eu tivesse a vida inteira à frente, enfim, toda uma outra vida… Não sei, mas a busca de signos, foi absolutamente necessário que eu preparasse, buscando os signos, um novo desenvolvimento da minha vida de pintor… Talvez no fundo, sem saber, eu acredite numa segunda vida… em algum paraíso onde farei afrescos…”.

Henri Matisse (Le Cateau-Cambrésis, França, 31 de dezembro de 1869 — Nice, França, 3 de novembro de 1954) foi um artista francês, conhecido por seu uso da cor e sua arte de desenhar, fluida e original. Foi um desenhista, gravurista e escultor, mas é principalmente conhecido como um pintor. Tirado de um trecho de um escrito de Marco Catalão feito em 2 de fevereiro de 2008 e publicado no site do “Le Monde Diplomatique Brasil”

Ronaldo Cupertino da Silva: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP)

Ronaldo Cupertino da Silva

“Ficou tetraplégico em 1992 durante um mergulho em águas rasas de um riacho. Autodidata, começou a pintar e escrever com a boca após alguns anos do acidente. Ronaldo adora observar a natureza, suas cores, suas sombras e sentir a energia das plantas. Nascido em 09/08/1968, vive em Jaboticatubas – MG.”

👨‍🎨 Artista plástico da APBP

Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Acrílica sobre a tela
Título da obra: “Campo feliz”

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.

Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
apbp@apbp.com.br
https://apbp.com.br/project/ronaldo-cupertino-da-silva/
https://apbp.com.br/home

Deserto II

Deito nas dobras do delírio
e busco soluções.

*

Hoje tenho as mãos pequenas
só escreverei nomes pequenos.

*

Durmo
abraçado ao maremoto silencioso.

Macaio Poetônio (São Paulo, 1990), poeta, editor e designer gráfico. In “Leopardos maciços”

José Prado Neto: Série “Oferendas”

“Sou José Prado, artista visual, arquiteto e psicanalista.

Paulistano por adoção, natural de Bebedouro/ SP, vivendo em São Paulo desde 1968. Iniciei meus estudos superiores na Escola Politécnica de São Paulo, mas me transferir para a FAU/ USP onde me formei arquiteto urbanista em 1976. Foi na Faculdade de Arquitetura que tive minha formação em artes visuais como os artistas/ professores Flávio Motta, Renina Katz, Flávio Império, entre outros.

Depois como professor de arquitetura ensinei desenho no laboratório de linguagem arquitetônica da FAU/ USJT.

Minha fruição da arte e contato com os grandes mestres iniciou-se no Masp – Museu de Arte de São Paulo, onde eu fiz um curso de história da arte. E depois na Pinacoteca de São Paulo, onde dei aula arquitetura, na faculdade da Belas Artes, então ali localizada, por muitos anos.

Posteriormente em viagens internacionais tive oportunidade de ampliar meu repertório de arte, em estudos e observações em importantes museus da Europa, especialmente no Museu do Louvre e no Museu de Orsay, onde encontrei meu grande mestre: Henri Matisse, que fortemente me influenciou com seu desenho livre e suas cores forte e exuberantes.

Foi a pandemia com os seus isolamentos compulsórios e os atendimentos remotos de meus analisandos, que me predispôs a produção artística, primeiro com a utilização de pincéis hidrográficos e posteriormente com a técnica digital.

Meus trabalhos atuais são desenhos digitais desenvolvidos no programa PicCollage, buscando uma expressão gestual, tendo como base visual os grafites urbanos.

Utilizando em sua execução uma paleta de cores fortes, de luminosidade tropical, em linhas e planos sobrepostos.

Que para mim resultam composições expressionistas de grande carga simbólica.”

José Prado Neto – Artista, arquiteto, urbanista, contista e psicanalista

Contatos:
www.instagram.com/josepradoneto
WhatsApp: (11) 9 9846-0868