Brisa
Vamos viver no Nordeste, Anarina.
Deixarei aqui meus amigos, meus livros, minhas riquezas, minha vergonha.
Deixaras aqui tua filha, tua avó, teu marido, teu amante.
Aqui faz muito calor.
No Nordeste faz calor também.
Mas lá tem brisa:
Vamos viver de brisa, Anarina.
Manuel Bandeira (Recife, Pernambuco, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968). In “Belo, Belo”, Petrópolis, 1948
Galeria Pontes: Completo nessa quinta 17 anos de trabalho nela
Já se passaram 17 anos… Como o tempo voa… Neste 23/05 completo 17 anos de trabalho na Galeria Pontes. Acima um pouco da imagem dela, com logo, quadro-símbolo pintado por Antonio Poteiro, telefones, e-mail, redes sociais e site… Também foto minha de 2017, cerâmicas do Tota de nosso acervo e imagem da parte interna do nosso antigo espaço na Rua Minas Gerais…
Comemoro esse marco com meus familiares, amigos e colaboradores. Tamo Junto!
Márcia Cano
Quarteto
Quarteto
Na era do rádio
Tinham grande presença
Hoje predominam
Rockinhos nacionais
Sem a menor importância
Palavra da eguinha
Coragem
(Fase das moscas ideológicas)

Painel 4
Outras memórias – 1948
“O tucupi que era retirado da massa da mandioca era colhido em bacias ou alguidares e era deixado de lado para decantar. Ia descendo lentamente para o fundo um polvilho de cor muito branca. Era chamada tapioca e, depois de separada do líquido e posta para secar, servia para fazer farinha, goma de tacacá e muitas outras coisas. O líquido amarelo chamado simplesmente de tucupi serviria depois também para comidas diferentes como o tacacá e o pato no tucupi. Tem um gosto meio azedo e um ativo sabor.”
In: Estórias paralelas, 1999, 140 páginas

Valdir Sarubbi (Bragança, Pará, 10 de outubro de 1939 – São Paulo, 8 de novembro de 2000)
Languagem I Edney Cielici Dias
148 Páginas I 13,5 x 20,5 cm
ISBN: 978-65-5519-213-1
“[…]
Languagem é um presente, um elogio à inteligência, ao talento, à cultura, à erudição, à arte. Sou suspeito, suspeitíssimo para falar deste livro, que conheço desde a sua fecundação. Generoso, Edney volta e meia me manda densas pílulas do seu fazer poético. Aliás, “fazer poético” é, na essência, um pleonasmo, visto que “poesia” vem do latim “poesis”, que, por sua vez, vem do grego “poíesis”, que significa “fazer”, “produzir”. E Edney faz, produz. Como um Cabral, mexe e remexe até que o prazo estoure, o que o obriga a entregar os originais, do contrário ele os alteraria e alteraria e alteraria.
Essa inquietação no fazer se vê nas soluções (meta)linguísticas que Edney encontra, por exemplo, no antológico Notas Laterais, em que italiano e português se misturam em versos que metaforizam a metáfora e criam intensos focos de luz poética e linguística:
meta a poesia
cometa e remeta
o metacazzo
em meio à zoeira
ao tempo pazzo
meta de bobeira
verso na asneira
…
sim, meta a poesia
de fósforo, o palito
em meta de poesia
alívio paratodanoia
luz, possível infinito
aroma de metanoia
Pois é aí que está o busílis de toda a obra de Edney, que dá à velha questão forma/conteúdo forma e conteúdo ímpares. Languagem é a própria sagração da linguagem criativa, inventiva, subversiva, criativamente subversiva. Como se sabe, a subversão da linguagem não é por si só uma virtude. Subversão sem criatividade é simplesmente um equívoco, um engano, um engodo. Em Languagem, nada sobeja.
[…]
Prepare o fôlego, caro leitor!”
Pasquale Cipro Neto
Linguista e professor
“Eis um poeta. Dos que procuram o som e o senso das palavras. Dos que fazem do poema uma viagem, um desafio, um mergulho, uma graça. Dos que se aplicam à tarefa de compor a massa teimosa de ideias e palavras com a paciência, o orgulho e a humildade do artesão.
[…]
Finda a leitura, fica a percepção de que o poeta realizou neste livro seu objetivo de destilar sua poesia, considerando essa palavra como depuração: determinada, buscada, teimosa, obsessiva.”
Ivan Angelo
Escritor
Edney Cielici Dias: “Espaços brancos entre substantivos: diversos, verticais, humilíssimos, incandescentes.”. Poeta devotado ao ofício da palavra, é doutor em ciência política, economista, jornalista e editor. Autor de “Cartas da alteridade” (Selo Demônio Negro, 2020).
Aproveite e adquira na loja virtual da Iluminuras com 20% de desconto digitando o cupom LEIAMAIS.
Link direto para a loja virtual: https://www.iluminuras.com.br/languagem
#EdneyCieliciDias #IvanAngelo #HumbertoWerneck #AmalioPinheiro #professorpasquale #poesiabrasileira #Experimentalismo #lancamento #livrosnovos #instabooks #Leiamais #bookstagram #book #livros #editorailuminuras #iluminuras
Novas de Marinaldo Santos
Marinaldo Santos nasceu em Belém do Pará, em 1961. Artista plástico e admirador da vida. É também pintor e desenhista autodidata. Em 1987 começou a realizar exposições individuais e coletivas, participando de mostras em todo o país e no exterior (Alemanha, Estados Unidos, Holanda, França). Recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Grande Prêmio do Salão de Artes do Pará.
No momento ele participa em São Paulo da exposição coletiva “A Figura como Expressão” que está em cartaz na Galeria Berenice Arvani desde 19/03/2024, das 10 às 19 horas.
Rua Oscar Freire, nº 540 – Loja 05, Jardins – São Paulo – SP
Telefones: (11) 3082-1927 | (11) 3088-2843
www.galeriaberenicearvani.com
galeria@galeriaberenicearvani.com
Contatos:
www.instagram.com/marinaldoartes
marinaldo.artes@hotmail.com
WhatsApp: (91) 9 9145 5415
marinaldoartes.wixsite.com/marinaldoartes
Bate-papo de lançamento do novo livro do poeta Edney Cielice Dias
Leia mais: http://ematosinho.com.br/?p=5558