Amilcar

A superfície está em
branco.

Eu também.

Se com um gesto eu a toco,
sou tocado.

Aí é quando tem início o
gesto

e eu sou a única testemunha
que jamais poderá mentir.

Amilcar de Castro (Paraisópolis, Minas Gerais,1920 – Belo Horizonte, Minas Gerais, 2002) foi escultor, gravador, desenhista, diagramador, cenógrafo, professor. A poesia como dobra do pensamento: o gesto que vira palavra. Além de atuae como artista plástico ele também escrevia poemas. Suas palavras, assim como suas formas, nascem do essencial, do corte, do espaço e do silêncio. Em seus poemas Amilcar revela esse mesmo impulso de síntese e clareza que move toda a sua obra: Cada verso é uma escultura invisível: o espaço da página se torna matéria, e o gesto, linguagem. A poesia, em Amilcar, é mais uma forma de construir o mundo com precisão e silêncio

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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