Animula

‘Issues from the hand of God, the simple soul’
To a flat world of changing lights and noise,
To light, dark, dry or damp, chilly or warm;
Moving between the legs of tables and of chairs,
Rising or falling, grasping at kisses and toys,
Advancing boldly, sudden to take alarm,
Retreating to the corner of arm and knee,
Eager to be reassured, taking pleasure
In the fragrant brilliance of the Christmas tree,
Pleasure in the wind, the sunlight and the sea;
Studies the sunlit pattern on the floor
And running stags around a silver tray;
Confounds the actual and the fanciful,
Content with playing-cards and kings and queens,
What the fairies do and what the servants say.
The heavy burden of the growing soul
Perplexes and offends more, day by day;
Week by week, offends and perplexes more
With the imperatives of ‘is and seems’
And may and may not, desire and control.
The pain of living and the drug of dreams
Curl up the small soul in the window seat
Behind the Encyclopaedia Britannica.
Issues from the hand of time the simple soul
Irresolute and selfish, misshapen, lame,
Unable to fare forward or retreat,
Fearing the warm reality, the offered good,
Denying the importunity of the blood,
Shadow of its own shadows, spectre in its own gloom,
Leaving disordered papers in a dusty room;
Living first in the silence after the viaticum.

Pray for Guiterriez, avid of speed and power,
For Boudin, blown to pieces,
For this one who made a great fortune,
And that one who went his own way.
Pray for Floret, by the boarhound slain between the yew
trees,
Pray for us now and the hour of our birth.

T. S. Eliot (St. Louis, Estados Unidos, 26 de setembro de 1888 – Londres, Reino Unido, 4 de janeiro de 1965). In “Selected poems”. The centenary edition, 1888 -.1988. San Diego, New York, London: A Harvest Book, Harcourt Brace & Company, 1988

Breve resumo da história do Brasil: A Independência e o Império

Em 1808, com a vinda da família real portuguesa, o Rio de Janeiro tornou-se o centro de decisões do Império português. A liberdade comercial então concedida marca o fim do pacto colonial, podendo ser considerada o acontecimento decisivo do processo de independência do Brasil. Tal processo continuou nos anos seguintes, culminando em 1822 com a independência política.

O período da história brasileira que se situa entre o Brasil colonial (1500-1822) e o republicano (a partir de 1889) é conhecido como período monárquico ou imperial. D. Pedro I foi sagrado imperador do Brasil no dia 1° de dezembro de 1822. Este período dividiu-se em três subperíodos básicos: Primeiro Reinado (1822-1831), com o governo de D. Pedro I; Regências (1831-1840), com os governos regenciais e o Segundo Reinado (1840-1889), com o governo de D. Pedro II. Com duração de quase meio século, o Segundo Reinado enfrentou grandes dificuldades econômicas, especialmente pela crescente dependência para com a Inglaterra, e passou por três fases em seu desenvolvimento: de 1840 a 1850, com lutas civis e pacificação interna; de 1850 a 1870, com lutas externas envolvendo os países do Prata (Uruguai, Argentina e Paraguai) e de 1870 a 1889, com campanhas a favor da abolição da escravatura e da Proclamação da República.

Dos tempos do Colégio Palmares, onde estudei de 1980 a 1982, e cujas matérias de história eram ministradas pela educadora Zilda Zerbini Toscano, fundadora dessa escola, e pelo grande mestre César Barreto, que me deu aulas de história aí e no cursinho CPV, preparatório para o vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1983.

No Masp, em 1986: “Mostra Picasso – Suite Vollard e gravuras”

“Quando Guernica, a pintura mais célebre de Pablo Picasso, foi exibida em São Paulo na Bienal de 1953, os batedores da Polícia Militar desfilaram à frente da tela pela Avenida Paulista numa contundente prova de prestígio do quadro. Sem tanta pompa, mas com reforço na segurança, o Museu de Arte de São Paulo, Masp, recebe, a partir de quinta-feira e até 27 de abril, a mostra Picasso, um valioso acervo com 360 gravuras do mestre espanhol. Nenhuma delas rivaliza com o prestígio de Guernica, nem se encontrarão as experiências radicais da fase cubista do artista, mas o conjunto das obras faz da exposição o maior momento de Picasso no Brasil nos últimos trinta anos.

(…)

Sob todos os ângulos, trata-se de uma mostra rara no circuito de arte brasileiro. Através das gravuras de Picasso, o público terá uma rara oportunidade de admirar a inquieta alquimia de um gênio.”

Wilson Coutinho

Pablo Ruiz Picasso (Málaga, Andaluzia, Espanha, 25 de outubro de 1881 – Mougins, Provença-Alpes-Costa Azul, França, 8 de abril de 1973) foi um pintor, escultor, ceramista, cenógrafo, poeta e dramaturgo espanhol, considerado um dos mais importantes e populares pintores do século XX.

Ah, Clarice…

Ela escreve:

“Mas há os que tocam com delicadeza na beleza e na verdade. Como por exemplo na poesia de Marly de Oliveira. Vou ler um trecho de sua poesia que não tem modismos. Vou ler um trecho de um poema seu:

Como um ramo brilhante de violetas
inquietas e azuladas, sóis de outono
que a paisagem sem mira debruçava
sobre o momento e o vinho dos assombros
e sobre as ervas úmidas que a chuva
jogava nos meus olhos como sonos,
ou como um sonho pressagioso e raro,
curvei-me sobre mim e nos amamos:
eu e a distância sóbria que separa
dentro do mesmo amor, o sol do outono,
e dá cerne à paisagem, e fibra e prata,
quando a memória são silêncios longos,
disfarçando com formas sempre vagas
os rigores de um lúcido abandono”

E finaliza dizendo: “É uma beleza.”

Marly de Oliveira (Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, 11 de março de 1935 – Rio de Janeiro, 1º de junho de 2007). Poema destacado por
Clarice Lispector (Tchetchelnik, Ucrânia, 10 de dezembro de 1920 — Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977). In “Outros escritos/ Clarice Lispector”; organização de Teresa Montero e Lícia Manzo. Rio de Janeiro: Rocco, 2005

Breve resumo da história do Brasil: O Período Colonial

O Brasil foi descoberto pelos portugueses em 1500, mas antes de sua chegada já era habitado por alguns milhões de índios. Com a chegada dos portugueses, teve inicio uma nova etapa na ocupação do território brasileiro. Essa nova etapa deu origem a um processo de transformações que modificaram totalmente as características da terra. Durante mais de quatro séculos, essas transformações produziram riqueza e desenvolvimento. Mas, não conseguiram proporcionar à maioria do povo brasileiro condições de vida digna e realmente livre.

Durante os primeiros tempos (1500-1530), a burguesia mercantil e o rei de Portugal procuravam com a expansão marítima e a colonização chegar diretamente aos produtos de especiarias e outros produtos orientais, extraindo o maior lucro possível dessa situação, dentro de um objetivo fundamentalmente comercial. Com o inicio da colonização (1530-1580) modificou-se radicalmente a posição de Portugal em relação ao Brasil. A colonização passou a ser tarefa prioritária.

De 1580 a 1640, Portugal e todas as suas colônias, entre elas o Brasil, estiveram sob o domínio espanhol. Por outro lado, os holandeses ocuparam as áreas açucareiras do nordeste, cuja produção cresceu muito neste período.

O período que vai da restauração portuguesa (1640) ao início da exploração do ouro (1700) caracteriza-se por dois processos importantes: uma forte centralização administrativa e econômica, que aumenta ainda mais o controle da coroa portuguesa sobre a colônia brasileira, e um movimento de expansão territorial, que leva o Brasil a triplicar de tamanho, por obra dos bandeirantes, vaqueiros e missionários. O período que vai da restauração portuguesa (1640) ao início da exploração do ouro (1700) caracteriza-se por dois processos importantes: uma forte centralização administrativa e econômica, que aumenta ainda mais o controle da coroa portuguesa sobre a colônia brasileira, e um movimento de expansão territorial, que leva o Brasil a triplicar de tamanho, por obra dos bandeirantes, vaqueiros e missionários.

Os primeiros trabalhadores brasileiros foram os indígenas do litoral, no início do século XVI, que, em troca de espelhos e contas coloridas, ajudaram os portugueses a extrair o pau-brasil e a erguer as primeiras vilas. Entretanto, os nativos rebelaram-se quando os colonos tentaram escravizá-los e obrigá-los ao trabalho diário.

Muitos grupos foram quase exterminados, seus poucos sobreviventes obrigados a refugiar-se no interior; outras tribos encontraram abrigo nas aldeias de catequese dos padres jesuítas. A exploração do trabalho dos nativos continuou a existir, sobretudo em São Paulo. Paralelamente, porém, nas ricas regiões açucareiras, os senhores de engenho decidiram trazer escravos africanos para as suas plantações. Por volta de 1550 teve início a presença negra no Brasil. Menos de três séculos depois, no fim do período colonial, um terço dos brasileiros eram escravos de origem africana.

Nos últimos anos do século XVII foi descoberto ouro na região de Minas Gerais, dando início ao ciclo do ouro (1700-1780), substituindo o ciclo da cana de açúcar. O período entre 1789 e 1808 pode ser visto como uma fase crítica do regime colonial, em virtude das contestações que este sofreu e de reajustamentos econômicos e administrativos. Foram dois fatores mais importantes a indicar a necessidade desses reajustamentos: o receio de Portugal de que o Brasil levasse adiante seus anseios de independência, identificados principalmente na Inconfidência Mineira, de 1789, e na Conjuração Baiana, de 1798; e o novo direcionamento dado às atividades econômicas, com a crise da mineração e o breve retorno da prosperidade agrícola.

Dos tempos do Colégio Palmares, onde estudei de 1980 a 1982, e cujas matérias de história eram ministradas pela educadora Zilda Zerbini Toscano, fundadora dessa escola, e pelo grande mestre César Barreto, que me deu aulas de história aí e no cursinho CPV, preparatório para o vestibular da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1983.