De uma carta de ‎novembro‎ de ‎2003 à amiga Tais…

“(…)
Tenho trabalhado atualmente mais com economia do que com arte, mas mesmo assim não deixei totalmente de pintar. Religiosamente pinto uma vez por semana em um espaço que consegui no lugar onde faço análise. Seria uma pintura bem mais terapêutica do que artística, mas está valendo a pena pela experiência. Tenho aprendido muito sobre mim e meu inconsciente.
(…)”

Eu tenho vontade de mudar meu caminho, mas para onde ir?

Decerto a que o meu destino impor.
Mas digo que o destino não esta ligado à vontade própria!
Pois então, minha vontade não mudaria minha vida?
Primeiramente devemos sabe qual o limite do homem em ir contra seu princípio, para depois podermos combater e escolhermos nosso próprio habitat atendendo às nossas necessidades de afeto, paisagem, clima e sociabilidade. Mas como não sabemos nem onde estamos propriamente dito, excluindo as determinações históricas ou convencionais, não podemos saber para onde ir e o que fazer, por isso é que deixamos a vida correr atribuindo situações boas a um santo e más a um opositor. Nosso princípio é esperar e mudar no que for possível, isso está muito ligado ao mero histórico em que nascemos. Nisso podemos chegar a conclusão que um homem não vale nada, mas um conjunto pode chegar a um modelo especial que terá significação capital para o destino de cada e do todo.
Glosando o mote: “A união faz a força”
Desde que seja bem organizada pelo tempo e pelo espaço e tenha algo que lidere e sirva como modelo de virtudes comprovadas e que possa animar a todos, e que ao mesmo tempo tenha o poder de eliminar a “exceção” dos todos. Não implica na posição que essa união possa tomar em uma sociedade, pois sempre terá grupos que irão combatê-las pelo fato de terem outro ponto de referência.

Cartas sujas

Escrevo-lhe amigo Barro, como um suspiro, após um soluço, onde te mostro meu pequeno mundo isolado sob o céu, onde cada um ergue a cabeça, coça o pescoço e cria o seu, numa atmosfera de supremacia.
O isolamento é a pior cousa que pode acontecer a cada um, e mesmo assim todos permanecem opacos, em seu sentimento, talvez como forma de sentir pelo menos uma vez na vida essa inquietude e que por fim vicia-te, e não consegue fugir à essa tristeza, tendo nas costas uma maior, e quando se está ameno, procura-se uma. Qual é o fim de tudo? Não sei se em meu mundo estou só, triste ou alegrecido. Sei que isso me satisfaz, pois crio uma situação só para mim. As mulheres são minhas, os rumos sou eu quem toma, eu que julgo e que culpo os infelizes, e que ao mesmo tempo, faço os felizes mais alegres ainda, dando-lhes todo o conforto. Para chegar onde? Talvez na minha infelicidade de liderar, graças ao meu sentimento de autofagia e de sofrimento. Quero me pôr acima de todos os humilhando, como me é feito, e não escapo a males imperdoáveis. Por fim sigo o seu olhar para trás. A situação já está perdida, e eu sei que não posso mudar. Tudo o que eu sujei e humilhei é tão pouco. Devo cultivar mais medo, para subir mais alto. Numa progressão aritmética infinita, sem fim, ou ter medo do fim…

Biblioteca de Carmita: Pelo Dia das Mães!

Desde quinta-feira, 07/05, estou no sítio de Ibiúna à trabalho, e encontrei nas estantes dele mais livros de minha mãe Maria do Carmo e faço com essa postagem uma homenagem à ela nesse dia ímpar. Também mostro uma foto dela jovem. Acima segue o painel que fiz…

Maria do Carmo Ferreira Matosinho, * Motuca SP, 25 de março de 1926 – + Ourinhos SP, 5 de abril de 1966, mãezinha

Trechos econômicos

“Ricardo formulou também a “lei dos custos comparativos” (ou lei das vantagens comparativas) com que procurou demonstrar a vantagem de um país importar determinados produtos mesmo que pudesse produzi-los por preço inferior, desde que a sua vantagem em comparação com outros produtos fosse ainda maior. Essa lei constitui ainda hoje uma parte importante da teoria do comércio internacional!”

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“A publicação do livro coincidiu com a Revolução Industrial e satisfazia aos interesses econômicos da burguesia inglesa. Nele Adam Smith exalta o individualismo, considerando que os interesses individuais livremente desenvolvidos seriam harmonizados por uma “mão invisível”e resultariam no bem estar coletivo; essa “mão invisível” entraria também em jogo no mercado dos fatores de produção enquanto imperasse a livre concorrência. A apologia do interesse individual e a rejeição da intervenção governamental na economia se transformariam em teses básicas do liberalismo.”

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“Ao mesmo tempo em que redigia “O capital”, Marx voltou suas atenções para o movimento operário contribuindo decisivamente, ao lado de Engels, para a fundação da Associação Internacional do Trabalho (Primeira Internacional), criada em Londres em 1864. Foi numa das reuniões do Conselho Geral da Internacional que expôs pela primeira vez, em forma de conferência, sua teoria definitiva dos salários, publicado postumamente com o nome de “Salário, preço e lucro”.