Achado lembrando minha vida provecta de cinéfilo…

Cineclube Oscarito, Praça Roosevelt, 184, assistido por mim nesse cinema em uma das muitas vezes que o vi em 1987: “Crônica do amor louco”, de Marco Ferreri, com Ben Gazzara e Ornella Muti e baseado em um livro de Charles Bukowski.

Crônica do amor louco (Cronaca dello amore pazzo)

Itália/ França – 1981 – Direção: Marco Ferreri – Música: Philippe Sarde – Fotografia: Tonino Delli Colli – Elenco: Ben Gazzara, Ornella Muti, Susan Tyrrell. De 30/07 a 04/08/87 – Horário: 16, 18, 20 e 22 horas.

– Uma regra básica para um filme ser considerado “cult” é a polêmica que ele desencadeia. De “Crônica do amor louco”, por exemplo, não se sai indiferente: ou se adora, ou se detesta. Na já tradicional enquete do CineSesc, “Crônica…” saiu como o melhor do ano de 82. O mesmo se dá com o público universitário que mesmo antes de aderir a literatura de Charles Bukowski – de cujo livro “Ereções, Ejaculações, Exibições…” (no Brasil editado com o título do filme) foi tirado o argumento do filme – já havia elegido “Crônica do amor louco” um dos maiores sucessos do circuito alternativo. Por outro lado, entre os que não gostam do filme, figura o próprio Bukowski, que argumenta ser o “serking” de Ben Gazzara bem comportado demais. Ele parece preferir Mickey Rourke na sua encarnação do alter ego de Bukowski, Henry Chinaski, em “Barfly”, rodado recentemente. Mas que leitor do bêbado Bukowski não vai concordar é que Ben Gazzara está a cara de Charles Bukowski em “Crônica do amor louco”?

– Ornella Muti começou quase como ninfeta em comédias ligeiras e melodramas italianos, até que Marco Ferreri a convocou para protagonizar uma série de filmes, começando com “La ultima donna”, “O futuro é mulher”, inédito em São Paulo sabe-se lá porque (A Companhia Cinematográfica Franco-Brasileira importou há tempos o filme). Em “Crônica…” ela está no auge da beleza, fazendo jus à sua inclusão como “diva” dos anos 80.

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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