Como “vaes” você?

Como “vaes” você?
Vou navegando
Vou temperando
Prá baixo todo santo ajuda
Prá cima a coisa toda muda
E como “vaes” você?
No mar desta vida
Vou navegando
Vou temperando
O céu às vezes é tão claro
E outras escuro
Claro é o passado
Escuro é o futuro
E aí como convencida
Que o segredo principal da vida
Consiste em não
Forçar em nada a natureza
E o resto vem
Que é uma beleza
E aí como “vaes” você?

Ary Barroso (Ubá, Minas Gerais, 7 de novembro de 1903 — Rio de Janeiro, 9 de fevereiro de 1964) foi um renomado compositor brasileiro de música popular. Ele se tornou famoso por seus sambas, especialmente por “Aquarela do Brasil”, considerada uma expressão emblemática do chamado “samba-exaltação”. Essa marcha foi gravada originalmente por Carmen Miranda (Marco de Canaveses, Porto, Portugal, 9 de fevereiro de 1909 – Beverly Hills, Califórnia, Estados Unidos, 5 de agosto de 1955) em 1936 e trata-se de um samba bem-humorado e satírico. A obra nasceu durante a “Era de Ouro da Rádio no Brasil”, fase em que Ary se destacou tanto por seus sambas-exaltação quanto por composições de teor cômico e coloquial. A letra funciona como um diálogo informal e alegre em forma de conversa musicada (frequentemente associada ao repertório eternizado na voz de Carmen Miranda). Com versos descontraídos como “Vou navegando, vou temperando”, a música brinca com as reviravoltas da vida e a resiliência popular diante das dificuldades cotidianas

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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