E. E. Cummings (Cambridge, Massachusetts, Estados Unidos, 14 de outubro de 1894 — North Conway, Nova Hampshire, Estados Unidos, 3 de setembro de 1962). Tradução: Augusto de Campos (São Paulo, 14 de fevereiro de 1931)
Autor: ematosinho
Militão dos Santos: Festa caipira, Bumba meu boi do Maranhão e Paisagem nordestina
Militão é um exemplo exato da valorização do sentido visual . Aos sete anos de idade contraiu meningite e perdeu 100% da audição. Para minimizar a deficiência, a família o transferiu para o Rio de Janeiro,em 1970, para que se matriculasse no Instituto Nacional de Educação de Surdos . No INES, ele não só aprendeu as linguagens labial e dos símbolos como pôde desenvolver a sua inclinação para a pintura em aulas com o artista plástico Rubens Fortes Bustamante Sá (já falecido), que lhe transmitiu a idéia de composição e cores. Sua participação no mercado iniciou-se no Rio de Janeiro, participando do grupo que expõe na feira de arte da praça General Ozório , em Ipanema , tendo sua produção adquirida semanalmente pelos turistas. Em 1982 passou uma temporada entre Uruguai, Argentina e Paraguai, retornando ao Brasil em 1986. Em 1990, volta para Recife, onde passa a residir . Pela sua demorada ausência, sentiu o impacto de ser nessa capital um mero desconhecido . Entretanto, sua vontade de vencer no meio artístico leva-o a pintar cada vez mais, aprimorando o seu trabalho, que resulta numa exposição individual que faz por conta própria no lobby do Mar Hotel. ”Eu sempre vendi tudo que pintava, por isso me acomodei e só agora irei fazer a minha primeira individual,” argumenta o artista. O fato é que Militão tem um mercado invejável para dar vazão a sua obra. Recentemente, por exemplo, fechou contrato de exclusividade com a joalharia H . Stern, uma das maiores do pais, em quase três anos foram fornecidos mais de 150 quadros. Hoje, Militão tem seus trabalhos constando nas melhores galerias de arte, assim como adquiridos freqüentemente pelo mercado exterior. Galeria como Gottfried Murbach (Zurique/ Suíça) e Arvene At (Miami/ EUA), são constantes na aquisição dos seus trabalhos .
Caderno C do Jornal do Commercio.
Recife, 12 de janeiro de 1993.
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A arte do coração e das mãos do mineiro Januário: Esfinge, Santo Antônio e Nossa senhora da Conceição
No ano de 1939 nascia na pequena cidade de Dores de Guanhães, Zona da Mata mineira, Sebastião Januário, que mais tarde viria a ser conhecido no Brasil e no mundo, apenas pelo segundo nome: Januário. O pequeno Januário, nascido com forte dom e tendências artísticas, não se encaixava na labuta das lavouras e nem no trabalho com animais, e aos dezessete anos, emigrou de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, onde teve breve passagem pela Aeronáutica, prestando serviço militar na base aérea dos Afonsos, onde nas horas vagas, desenhava e pintava, tendo alguns de seus trabalhos adquiridos por um oficial que os mostrou ao Brigadeiro Délio Jardim de Mattos, à época comandante da base aérea, e este com grande sensibilidade, percebeu o dom natural do soldado Januário e o aconselhou a pedir baixa da aeronáutica e seguir sua verdadeira vocação, e para ajudá-lo, na caminhada, o encaminhou para trabalhar como doméstico na residência de sua filha que era frequentada por vários artistas entre eles: José Paulo Moreira da Fonseca e Carlos Scliar, este último adquiriu algumas obras do jovem pintor e o encaminhou para o curso livre de arte ministrado por Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna – MAM RJ, ai começa o caminho do artista através dos mestres, pois em seguida, Januário cursou por breve período a Escola de Belas Artes da UFRJ, estudou também desenho com Oswaldo Teixeira e Eduardo Sued. Na década de 60 foi morar em Paris – França com a família do Brigadeiro Délio Jardim de Mattos, onde teve a oportunidade de estudar arte no Museu de Arte Moderna de Paris – França. De retorno ao Brasil no ano de 1968, começa então sua caminhada como expositor da arte brasileira. Sempre fiel às suas origens, sua fé, e gratidão aos amigos que lhe proporcionaram o caminhar artístico, manteve-se também fiel ao seu estilo de trabalho, e com traços firmes, desenhos delicados em cores quentes e chapadas onde as figuras aparecem sempre contornadas por um traçado negro, nos remetendo aos vitrais das grandes catedrais. Assim Januário marca seu nome no contexto da arte brasileira, transmitindo para as telas a força do catolicismo e do sincretismo religioso tão presente na formação do nosso povo, e nos traz também : a beleza das caboclas e caboclos do sertão em belos trabalhos, ora executados em óleo sobre tela e outras vezes em acrílico sobre tela, sempre com um lindo colorido e delicado resultado plástico, o que também não é diferente em seus bicos de pena, comumente usados em ilustrações de livros. Ao longo de sua carreira, o artista participou de inúmeras mostras coletivas, e também realizou diversas mostras individuais em galerias de arte, centros culturais e museus no Brasil e no exterior, tendo sua obra comentada por respeitados críticos entre eles podemos destacar: Roberto Pontual, Walmir Ayala, Júlio Louzada e Oscar D’ambrosio, sua obra figura em importantes dicionários de arte: Dicionário de Artes Plásticas do Brasil – Roberto Pontual, O Brasil por seus Artistas – Walmir Ayala, Dicionário de Arte do MEC, Dicionário de Artes Júlio Louzada, Itaú Cultural, Dicionário de Artes do Banco Bozano Simomsen entre outros.
Luiz Carlos da Costa Paula – Artista Plástico e ativista sociocultural
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Denise Meirelles: Serras, rios e cachoeiras, Árvores e Praias
Denise Meirelles (São Paulo – SP, 1973) – Vive em São Paulo, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual de Londrina –UEL, e mestre em Artes Visuais pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA USP. Iniciou sua carreira profissional em 1998 com fotojornalismo, dedica-se a trabalhos institucionais e também artísticos até hoje. É docente de fotografia na Universidade Paulista UNIP. Em 2008 mudou-se para Minas Gerais, Região da Serra da Canastra, onde desenvolveu o trabalho autoral “Adentro” e a documentação da Folia de Reis. Em 2012 realizou exposição individual “Adentro” no MAC Ibirapuera. Participou de diversas exposições coletivas como: 6ª Mostra SP de Fotografia – 2015, Programa Nascente – Instituto de Arte Contemporânea – IAC -2010, Caixa Cultural Se – 2004, entre outras. Tem fotos publicadas no livro de fotografia “Praça da Sé”, Projeto Caixa& Memória, 1998.
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Cíntia Neves: Cerâmica e esculturas cerâmicas de pequeno porte
“Meu nome é Cíntia Neves e sempre fui apaixonada por artes. Nasci em Volta Redonda-RJ e hoje moro em Piraí-RJ, tenho 46 anos e sou ceramista há 10 anos, quando iniciei no aprendizado aqui mesmo onde moro num projeto da prefeitura local. Já me aventurei no desenho, na pintura, mas me descobri nas esculturas, principalmente de barro. Gosto de trabalhar temas de figuras humanas buscando o mais próximo possível da realidade e do cotidiano.”
Cíntia Neves
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Boa noite: Flores do sítio de Ibiúna
Fotos tiradas no sítio por Edna Matosinho de Pontes.
Jane Mary Soares: Igarapé e O barco repleto de peixes (O milagre da multiplicação dos peixes)
“Sou uma artista naif autodidata de Salvador – BA, tenho 44 anos comecei a pintar por terapia, na arte expresso minhas alegrias, tristezas , sonhos, vitórias , crenças , é uma viagem maravilhosa que tem como inspiração Van Gogh, Monet , Tarsila, Chagall e artistas do Oriente Médio.”
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Crônica de Fernando Pacheco Jordão: Porre
Um tropezón cualquiera da en la vida… Um grande porre também qualquer um toma.
Meu primeiro, ainda adolescente, foi num baile de Carnaval num clube do interior. Me enchi, que horror, de conhaque Palhinha. Tanto que não ficava de pé. Os amigos me erguiam, eu desabava como um saco vazio. Me levaram para a praça e me puseram no chafariz. Nem sei como voltamos para casa. No dia seguinte, claro, terrível ressaca. Mas à noite, voltamos para outro baile no mesmo clube, não sem antes rezarmos o terço, puxado pela carolíssima mãe de meus amigos, para nos proteger das artimanhas do demônio. Demônio que, estou certo, foi o inventor do conhaque Palhinha – vade retro, nunca mais!
Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sexta edição e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 12ª edição.
Ciro Fernandes: O gato e o peixe e Músico
Conhecido como Ciro de Uiraúna é sobrinho do tio Zuza, neto do mestre Noza, descendente de toda uma nobre linhagem que entronca em Vitalino de Caruaru e em Severino de Tracunhaém. Nasceu em 31 de janeiro de 1942 em Uiraúna, cidade do alto sertão da Paraíba. Desenhista e gravador começou no mundo do desenho quando ainda era criança. Como muitos nordestinos da época, Ciro se mudou para São Paulo aos 17 anos de idade, onde foi operário e desenhista de bois nos açougues da zona leste da cidade. Mudou-se depois para o Rio de Janeiro e na feira de São Cristovão, importante reduto da cultura nordestina na capital fluminense, começou a fazer xilogravuras gratuitas para os poetas de cordel. Chegou a trabalhar com José Altino de João Pessoa, com quem aperfeiçoou sua técnica da xilogravura. Frequentou ainda o atelier de Augusto Rodrigues, litogravura no Parque Lage com Edgar e gravura em metal com Rossine e Lena Bergstein no MAM. Sua arte é variada, mas está pautada especialmente no mundo da literatura de cordel e, sobretudo na cultura nordestina. Além de desenhista, pintor e gravador, Ciro também é poeta. Chegou a publicar um livro para o público infantil: Os Bichos Que Sei Fazer (editora Rovelle). Ciro foi ilustrador do Jornal do Brasil e fez modelo vivo com o pintor Bandeira de Melo. Fez pinturas, desenhos e xilogravuras, inclusive capas de livros para Orígenes Lessa, Raquel de Queiroz, Ana Maria Machado, Gilberto Freire etc. O artista já participou de muitas exposições como o Salão Carioca de Arte, o Salão Nacional de Artes Plásticas, além de exposições na Suíça, Alemanha e Dinamarca. Em 2013 teve sua obra exposta na Academia Brasileira de Letras no Rio de Janeiro. Seus trabalhos encontram-se no acervo da Casa da Gravura de Curitiba e Museu Nacional de Belas Artes, dentre outros.
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Saudades de Fordlândia, Pará
Vista do rio Tapajós a partir da Vila Americana, conjunto de casas para funcionários da Ford Motor Company, 1929. A maior parte das casas hoje em dia está em ruínas.
Foto e texto de Flávio Eduardo Devienne Ferreira