Esses dois sambistas da “malandragem” carioca (sendo que Bezerra é filho de Pernambuco e Dicró fluminense) souberam misturar como ninguém a sabedoria popular, o humor ácido e o retrato direto da realidade dos morros e das favelas, dizendo:
“Quando o morcego doar sangue e o saci cruzar as pernas”, ironizando a promessa de que o Brasil um dia vai se livrar da corrupção e da bagunça política, sugerindo que essa mudança está longe de acontecer.
“Otário só tem dois direitos: tomar tapa e não dizer nada!” (Trecho da música “Os direitos do otário”).
“Malandro demais vira bicho.”
“Quem defende bandido é advogado.”
“Quando tá muito ruim é porque tá perto de melhorar.”
“Nasci para sofrer, mas não nasci para ser otário.”
“Cada um na sua área, cada macaco no seu galho, cada rei no seu baralho.”
Bezerra da Silva (Recife, Pernambuco, 23 de fevereiro de 1927 – Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2005) que usava o samba e o partido-alto como crônicas sociais para dar voz ao trabalhador e criticar com ironia as injustiças da sociedade
“Adoro a minha sogra. Se eu pudesse, eu teria 10. A minha mulher que não deixa.”
“Não tem nada pra beber aqui não? Eu tenho que beber, porque meu tipo sanguíneo é aperitivo!”
“Se eu fui pobre, eu nem me lembro.”
“Malandro é cavalo marinho, que finge que é peixe pra não puxar carroça.”
“O ponto G depende da minha conta bancária. Se estou com o bolso cheio, elas têm prazer rapidinho.”
“Se a vida fosse fácil, bebê não nascia chorando.”
“Ladrão não anda de noite porque tem medo de ser assaltado.”
Dicró, nome artístico de Carlos Roberto de Oliveira (Mesquita, Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 1946 – Magé , Rio de Janeiro, 25 de abril de 2012) em seus sambas criou frases de humor irreverente e que giravam em torno de malandragem, causos populares e, principalmente, piadas clássicas sobre sogras