Living

Champanhe
no máximo pérolas
nada que ameace a tua nudez
nem os vidros que revelam
em claro, a noite.

Acesas
a luz, as flores no vaso
acusam a cor que vai doer
sem poder dormir
até que se debruce e desmaie
e o traço do perfume
seja mais lembrado que sentido.


com a imaginação
e os elementos da paisagem
que te elaboram, por escrito:
leque de céus que o dia
vai abrindo, nuvem de montanhas
viva e esferográfica lagoa
sem nada de mar
que não chegou ainda
para salgar e molhar
com outra água
a boca de água doce.

28.2.1998

Armando Freitas Filho (Rio de Janeiro, 1940 – 2024). In “Poesia sempre – Poesia brasileira contemporânea – Revista semestral de poesia”, Rio de Janeiro: Assessoria editorial e gráfica – In-Fólio Produção Ltda., ano 7, número 11, outubro de 1999

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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