Mês: julho 2026
Coco de Manuel, de um repentista potiguar: “O encantador de gente”
Vai tirar coco, Manuel
Vai tirar coco pr’eu dançar
Vai tirar coco, Manuel
Vai tirar coco pr’eu dançar
Vai tirar coco, Manuel
Vai tirar coco pr’eu dançar
E quando o vento bater
O coqueiro vai balançar
Quando tu tirar o coco
Todo o povo vai dançar
Manoel do Coco (Barcelona, Rio Grande do Norte, 20 de julho de 1947 – Natal, Rio Grande do Norte, 2 de janeiro de 2015). Conhecido pela sua capacidade de articular as palavras, ele conquistou a admiração de artistas como o poeta, dramaturgo e escritor Ariano Suassuna, para quem “Manoel do Coco era um artista verdadeiro”. Em 1997 lançou o CD “Emboladas”, com o qual se tornou conhecido nacionalmente, e a partir da repercussão desse disco fez apresentações nos programas “Domingão do Faustão”, “Fantástico” e “Globo Esporte”, da TV Globo, e no “Comando da madrugada”, apresentado por Goulart de Andrade, e no “Flash”, apresentado por Amaury Júnior, da TV Bandeirantes
O legado de Picasso: Mais de 45 mil obras

Do “El Pais” (Reproduzido pelo jornal Folha de S. Paulo – Caderno “Ilustrada”, página A – 32, sábado, 3 de janeiro de 1987)
É prudente — ou um gracejo – colocar a pergunta que segue: quantas obras realizou Pablo, Diego, José, Francisco de Paula, Juan, Nepomuceno, Crispin, Crispinrano de la Santísima Trinidad, de sobrenome Ruiz Picasso, conhecido no mundo simplesmente por Picasso, filho de José e Maria (pura casualidade), nascido em 1881, em Málaga? E onde está “isso” e até onde irá? O inventário picassiano,, “o filho do futuro”, é impossível para a Espanha? Ninguém se atreve avaliar.
(…)

(…)
Roland Dumas, profundo conhecedor da personalidade do pintor, conclui: “Picasso dizia que, como acontecia com a pintura, era preciso deixar que as coisas evoluissem por si mesmas. Ele não se enganou: seu nome é celebrado e sua pintura está no mundo todo”‘
Tradução de Marco Antonio Escobar
Castañón
Embolada do coco
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
Eu como coco, não deixo o coco sobrar
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
já estou dentro desse coco e deixo o coco farrear
Coco, cocada, cajibrina cabaré
Carreiro, carru, carré
Candieiro e carcará
Caju, cajá
Cabrito e cachorro louco
Eu tiro o coco, quebro o coco e não deixo o coco sobrar
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
Eu como coco, não deixo o coco sobrar
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
Já estou dentro desse coco e deixo o coco farrear
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
Eu como coco, não deixo o coco sobrar
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
já estou dentro desse coco e deixo o coco farrear
Coco, cocada, cajibrina cabaré
Carreiro, carru, carré
Candieiro e carcará
Caju, cajá
Cabrito e cachorro louco
Eu tiro o coco, quebro o coco e não deixo o coco sobrar
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
Eu como coco, não deixo o coco sobrar
Eu tiro o coco quebro o coco rapo o coco
já estou dentro desse coco e deixo o coco farrear
Composição de José Albertino da Silva, conhecido como Caju (São Lourenço da Mata, Pernambuco, 15 de abril de 1962 – Recife, Pernambuco, 8 de junho de 20012001). A embolada ou coco-de-embolada é um ritmo tradicional do Nordeste brasileiro, famoso pelo ritmo acelerado, o uso do pandeiro e letras rítmicas e bem-humoradas, frequentemente baseadas no improviso. Este é um dos maiores clássicos do gênero e é interpretada pela dupla José Albertino da Silva (Caju) e José Roberto da Silva (Castanha)
Bravos
A poesia em prosa de José Lins
O açude de pedra… As águas paradas onde os marrequinhos nadavam. A sombra dos cajueiros nas tardes quentes de sol. E eu ali, menino de engenho, vendo o mundo passar, no silêncio daquela imensidão verde.
José Lins do Rêgo (Pilar, Paraíba, 3 de junho de 1901 — Rio de Janeiro, 12 de setembro de 1957) foi um escritor brasileiro que, ao lado de Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Rachel de Queiroz e Jorge Amado, figura como um dos romancistas regionalistas mais prestigiosos da literatura nacional. Ele não publicou livros de poemas em verso. Ele é célebre como romancista da Geração de 1930, mas sua prosa é considerada “poesia em prosa” devido ao forte lirismo, à musicalidade e ao ritmo poético presentes na sua narrativa. Acima trecho adaptado de “Menino de Engenho”, sua obra mais famosa