19º C

De linhas, entrelinhas,
estrelinhas, de nosso amor mais
que perfeito. Decerto encontrar-
vos-ei em uma estação de trem
distante. Porém não me verás pois
oculto estarei em uma rosa que
seguraras em tuas mãos. No entan-
to tua febre louca e nua inundará
minha mente e me fará lembrar
um sentimento antigo como se
eu já estivesse morrido há
anos e não houvesse deflagra-
do o mesmo.

Canção do exílio

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!

O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!

Casimiro de Abreu (Barra de São João, Distrito de Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, 4 de janeiro de 1839 – Casimiro de Abreu, Rio de Janeiro, 18 de outubro de 1860). O poema Canção do exílio, de Casimiro de Abreu, é uma paródia de Canção do exílio, de Gonçalves Dias, que começa com os versos “Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá”

Sinfonias do ocaso

Musselinosas como brumas diurnas
descem do ocaso as sombras harmoniosas,
sombras veladas e musselinosas
para as profundas solidões noturnas.
Sacrários virgens, sacrossantas urnas,
os céus resplendem de sidéreas rosas,
da Lua e das Estrelas majestosas
iluminando a escuridão das furnas.
Ah! por estes sinfônicos ocasos
a terra exala aromas de áureos vasos,
incensos de turíbulos divinos.
Os plenilúnios mórbidos vaporam …
E como que no Azul plangem e choram
cítaras, harpas, bandolins, violinos …

Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, Santa Catarina, 24 de novembro de 1861 — Curral Novo, atual Antônio Carlos, Minas Gerais, 19 de março de 1898)

Igor Santos e seu Bygô Arts: Sirena, Menina dos corais e Narcisa

O meu trabalho como escultor em cerâmica, trazendo obras que dialogam com a cultura vibrante, a natureza exuberante e a história diversa que compõem a alma da região Sul da Bahia. Por meio da argila, busco traduzir elementos simbólicos da paisagem, como a Mata Atlântica e o mar, bem como narrativas da formação cultural e social de sua gente. Cada peça carrega um pouco dessa conexão, resultando em esculturas que mesclam o contemporâneo com o tradicional. Minha arte é um convite à reflexão e à apreciação da identidade do sul da Bahia, um tributo ao seu legado e à sua beleza. Trabalhando com formas orgânicas, texturas e cores que remetem à terra e ao mar, meu objetivo é criar obras que dialoguem tanto com os habitantes locais quanto com aqueles que se encantam pela nossa cultura.

Igor Santos – Cerâmica escultórica

Bygô Arts é uma galeria virtual que apresenta o trabalho do artista Igor Santos, residente em Ilhéus – Bahia. As esculturas em cerâmica dialogam com o contexto da vida litorânea do artista e capturam a beleza das formas, dos movimentos e das cores locais.

Contatos:
www.instagram.com/bygoarts
WhatsApp: (73) 9 9156-2607