Autor: ematosinho
14 anos
Tinha eu 14 anos de idade
Quando meu pai me chamou
Perguntou-me se eu queria
Estudar filosofia
Medicina ou engenharia
Tinha eu que ser doutor
Mas a minha aspiração
Era ter um violão para me tornar sambista
Ele então me aconselhou
Sambista não tem valor
Nesta terra de doutor, e seu doutor
O meu pai tinha razão
Vejo um samba ser vendido
E o sambista esquecido
O seu verdadeiro autor
Eu estou necessitado
Mas meu samba encabulado
Eu não vendo não senhor
Tinha eu 14 anos de idade
Quando meu pai me chamou (quando meu pai me chamou)
Perguntou-me se eu queria
Estudar filosofia
Medicina ou engenharia
Tinha eu que ser doutor
Mas a minha aspiração
Era ter um violão para me tornar sambista
Ele então me aconselhou
Sambista não tem valor
Nesta terra de doutor, e seu doutor
O meu pai tinha razão
Vejo um samba ser vendido
E o sambista esquecido
O seu verdadeiro autor
Eu estou necessitado
Mas meu samba encabulado
Eu não vendo não senhor
Paulinho da Viola (Rio de Janeiro, 12 de novembro de 1942) é um produtor musical, violonista, cavaquinista, bandolinista, cantor e compositor de samba e choro brasileiro, conhecido por suas harmonias sofisticadas e sua voz suave e gentil. Essa canção trata-se de um clássico samba composto por esse portelense, tradicional agremiação azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira
Jules et Jim
Capim
Capim do Vale, vara de goiabeira na beira do rio
Paro para me benzer
Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer
Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará, pitombeiras da Borborema
A Ema gemeu no tronco do Juremá
Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor
Plantei um pé de fuló deu capim
Capim do Vale, vara de goiabeira na beira do rio
Paro para me benzer
Mãe d’Água sai um pouquinho desse seu leito ninho
Que eu tenho um carinho para lhe fazer
Pinheiros do Paraná
Que bom tê-los como areia no mar
Mangas do Pará, pitombeiras da Borborema
A Ema gemeu no tronco do Juremá
Cacique perdeu mas lutou que eu vi
Jari não é Deus mas acham que sim
Que fim levou o amor
Plantei um pé de fuló deu capim
Djavan (Maceió, Alagoas, 27 de janeiro de 1949). Essa música, lançada no icônico álbum “Luz” em 1982, é uma das canções mais celebradas desse artista. A crítica e o público destacam o contraste entre seus arranjos de inspiração norte-americana, assinados pelo mestre Moacir Santos, e a letra repleta de imagens regionais, metáforas sobre frustrações e as harmonias inconfundíveis do violão
Instagram da EcoNut Castanhas do Brasil: Sua dose diária de Selênio
- Orgânicas cultivadas sem Aflatoxinas.
- Dose de Selênio conhecida através de análises e apenas 1 por dia.
econut@econut.com.br
econut.com.br/home
www.instagram.com/econutcastanhasdobrasil
Curadoria do Instagram: Ana Luiza Pellegrini Vergueiro
Rosto em massa corrida
Sob a luz de Matisse
Matisse disse um dia: “O autêntico criador não é apenas um ser dotado, é um homem que soube ordenar em vista de seus fins todo um feixe de atividades, cujo resultado é a obra de arte.”
E Marco Catalão escreve: “Como Cézanne, Rodin, Maillol e Renoir, figuras que aparecem ao longo dos Escritos como modelos em diferentes aspectos, Matisse parece ter um único fervor e uma única ambição: cumprir seu trabalho. (…) E “confessa a Louis Aragon: “Preparei longamente meu ofício. É como se até agora eu estivesse apenas aprendendo, elaborando meus meios de expressão. (…) É como se eu estivesse me preparando para iniciar a grande composição. (…) Como se eu tivesse a vida inteira à frente, enfim, toda uma outra vida… Não sei, mas a busca de signos, foi absolutamente necessário que eu preparasse, buscando os signos, um novo desenvolvimento da minha vida de pintor… Talvez no fundo, sem saber, eu acredite numa segunda vida… em algum paraíso onde farei afrescos…”.
Henri Matisse (Le Cateau-Cambrésis, França, 31 de dezembro de 1869 — Nice, França, 3 de novembro de 1954) foi um artista francês, conhecido por seu uso da cor e sua arte de desenhar, fluida e original. Foi um desenhista, gravurista e escultor, mas é principalmente conhecido como um pintor. Tirado de um trecho de um escrito de Marco Catalão feito em 2 de fevereiro de 2008 e publicado no site do “Le Monde Diplomatique Brasil”
Ronaldo Cupertino da Silva: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP)
Ronaldo Cupertino da Silva
“Ficou tetraplégico em 1992 durante um mergulho em águas rasas de um riacho. Autodidata, começou a pintar e escrever com a boca após alguns anos do acidente. Ronaldo adora observar a natureza, suas cores, suas sombras e sentir a energia das plantas. Nascido em 09/08/1968, vive em Jaboticatubas – MG.”
👨🎨 Artista plástico da APBP
Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Acrílica sobre a tela
Título da obra: “Campo feliz”
APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.
Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
apbp@apbp.com.br
https://apbp.com.br/project/ronaldo-cupertino-da-silva/
https://apbp.com.br/home
Desenrolado
Deserto II
Deito nas dobras do delírio
e busco soluções.
*
Hoje tenho as mãos pequenas
só escreverei nomes pequenos.
*
Durmo
abraçado ao maremoto silencioso.
Macaio Poetônio (São Paulo, 1990), poeta, editor e designer gráfico. In “Leopardos maciços”