Herê Fonseca: Combinatórias

Herê Fonseca

Vive e trabalha em Sorocaba – SP. Nasceu em 1975, em Alfenas, Minas Gerais, morou em Cuiabá – MT, no Rio de Janeiro – RJ, em Vitória – ES e em Piracicaba – SP. Trabalhou no atelier do pai, Tião Fonseca, com esculturas e diversas técnicas em artes plásticas. Tem Curso superior em Artes Plásticas, com licenciatura em Educação Artística, Tatuí, São Paulo. Realizou vários cursos de aperfeiçoamento em Artes Visuais entre eles Arte e Cidade na Universitat Politecnica da Catalunya, Barcelona, Espanha, em 2006; O exercício e a compreensão das Artes Plásticas Contemporâneas na Pinacoteca Miguel Dutra, Piracicaba SP, em 2007.
Foi selecionado e catalogado pelo Mapa Cultural Paulista expondo na Sala São Paulo da Estação Julio Prestes com a obra Defesa. Selecionado pelo 6º Salão de artes plásticas de Cerquilho, SP, na modalidade pintura.
Entre as exposições individuais estão: Fragmentos, traços e Cacos em composição, 2018 Pátio Cianê Sorocaba MT; Combinatórias, 2017 Hall da Câmara Municipal de Sorocaba; Combinatórias, 2016 Galeria do Palacete Scarpa, Musicarte no hall do Teatro da UFMT 2015; Cubo Negro no MACP e Pavilhão das Artes em Cuiabá, 2011 curadoria de Ludmila Brandão,Trilhas dos traços, no MISC, Cuiabá MT, 2010, Esculturas em Movimento na Casa de Cultura da América Latina em Brasília, DF, 2009; Oscilações no Sesc Arsenal em Cuiabá, MT, 2009, Exposição de Mascaras no Atelier Herê Fonseca em Piracicaba SP, 2008;Aéreas, na Galeria Unimep, Piracicaba, SP, 2005; Espaço aquário em Votorantim SP, 2003; Garatujas ao vento na Casa do Povoador, Centro Cultural da Rua do Porto em Piracicaba, SP 2001, Ensaios, na Galeria UNIMEP, 1998.
Realizou várias exposições coletivas entre elas: O que é que a cidade tem? curadoria de José Serafim Bertoloto em 2015. Percurso no MACP curadoria de Aline Figueiredo em 2014; In Dios sincronias no MACP Cuiabá , MT , 2013. Mostra de Arte Contemporânea Pavilhão das Artes Cuiabá MT 2012, Panorama das Artes mato-grossenses, PAM, 2012, Circuito Cultural Setembro Freire, Pavilhão das Artes, Cuiabá Mato Grosso, 2010; Mostra de Arte Contemporânea no Engenho Central, Piracicaba SP, 2004;Fragmentos e Segmentos da Arte Contemporânea, Galeria do Teatro Losso Neto, Piracicaba SP, 2000.
Entre as cenografias estão a do curta-metragem Bolhas de Sabão desmancham no ar e Licor de Pequi de Marithe Azevedo. Trabalha com esculturas aéreas em movimento, esculturas estáveis, tempera sobre papel, acrílico sobre tela, murais, esculturas em argila, máscaras, empapelamentos, pinturas em seda, objetos. Desde 2009 participa de intervenções na cidade de Cuiabá com o coletivo à deriva, prêmio Salão Jovem Arte de 2012 com a instalação “Cidade Reinventada”.

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Matéria na Revista Ruído Manifesto: Leia

Cibelle Arcanjo: Santo Corrompido e Maternidade

Artista visual independente em início de carreira. Atualmente sua pesquisa em arte contemporânea se desenvolve em pinturas e objetos sobre a cultura da violência, competição e conflitos e formatação de corpos. Quase concluindo o curso de pintura na EBA/ UFRJ. Trabalha e reside na cidade de Niterói – RJ.

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Pinturas de Camila Tannus

Camila Tannus

Professora de Artes na Arteiros: laboratório de criação e sensações. Artista plástica no Atelier Camila Tannus. Trabalhou como professora de artes na Escola da Vila e como arte educadora no Museu Lasar Segall. Estudou design de moda na instituição de ensino Faculdade Santa Marcelina – FASM e design de jóias na instituição de ensino IED São Paulo – Istituto Europeo di Design. Frequentou a Vera Cruz Escola Experimental – Unid. III.

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Primeira mensagem | Valdir Sarubbi: “Rumo à Ítaca”

Ítaca

Quando partires de regresso a Ítaca
deves orar por uma viagem longa
plena de aventuras e de experiências.
Ciclopes, Lestrígones e outros monstros,
um Poseidon irado – não os temas!
Jamais encontrarás tais coisas pelo caminho
se o teu pensar for puro, e se um sentir sublime
teu corpo toca e o espírito te habita.
Ciclopes, Lestrígones e outros monstros
um Poseidon em fúria – nunca encontrarás –
se tu mesmo não os levares dentro da alma
ou ela não os puser diante de ti.

Deves orar por uma viagem longa.
Que sejam muitas as manhãs de verão
quando (com que prazer, com que alegria!)
entrares em portos jamais vistos antes!
Em colônias fenícias deverás deter-te
para comprar mercadorias raras:
coral e madrepérola, âmbar e marfim,
e perfumes de todas as espécies.
Compra desses perfumes quanto possas!
E vais ver as cidades do Egito
para aprenderes com os que sabem muito.

Terás sempre Ítaca no teu espírito
que chegar lá é teu destino ultimo.
Mas não te apresses nunca na viagem.
É melhor que ela dure muitos anos.
Que sejas velho já ao ancorar na ilha,
rico com o que ganhaste pelo caminho,
e sem esperar que Ítaca te dê riquezas.

Porque Ítaca te deu esta viagem esplêndida.
Sem Ítaca não terias partido.
Mas Ítaca não tem mais nada para dar-te.
Por pobre que a descubras, Ítaca não te traiu.
Sábio como és agora, senhor de tanta experiência,
terás compreendido o sentido de Ítaca.

Konstantinos Kaváfis (Alexandria, Egito, 29 de abril de 1863 – Alexandria, Egito, 29 de abril de 1933). In “Poemas”, Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1990. Tradução de José Paulo Paes

Escreveu o saudoso mestre em idos de 1998: “Caro Matosinho, agradecendo sua aula cibernética estou lhe enviando esse lindo poema do velho poeta de Alexandria, tão cheio de sabedoria. Abraço, Sarubbi.”

Gravura em metal do artista paraense Valdir Sarubbi e seu livro inédito – acervo família Sarubbi – edição póstuma

Valdir Sarubbi (Bragança, Pará, 10 de outubro de 1939 – São Paulo, 8 de novembro de 2000)

Marinha, com nuvens

I

Era novembro, em Tehuantepec,
E o marulhar do mar calou-se à noite.
Pela manhã desceu sobre o convés

Uma cor morna, como chocolate
Âmbar, como sombrinhas amarelas.
Um verde-éden suavizava a máquina

Do oceano, de uma limpidez perplexa.
Mas quem, naquela doce latitude,
Fez flores líquidas de luz se abrirem,

Mas quem de nuvens fez flores de mar,
Deitando bálsamo sobre o Pacífico?
C’était mon enfant, mon bijou, mon âme.

Dentro do mar, as nuvens alvejavam,
Flores moventes, num verde marinho
E radiante, enquanto o céu fluía

Num antiqüíssimo reflexo em volta
Dessas flotilhas. Vez por outra o mar
Vertia um íris vívido no azul.

Wallace Stevens (Reading, Pensilvânia, Estados Unidos, 2 de outubro de 1879 — Hartford, Estados Unidos, 2 de agosto de 1955). In “Harmonium” (1923/1931)

Tia Conceição cozinhando

Nessa foto vemos minha querida tia Conceição Ferreira Silva preparando o almoço ofertado pelos tios Ivorene Ferreira e Odete Devienne Ferreira no quintal de sua casa na Vila Sá às crianças do Lar Santo Antônio de Ourinhos, com meu primo Antonio Eduardo Silva (Toninho da Texaco) ao fundo. Com essa tia vivi dos meus 7 aos meus 10 anos, quando fiz o primário no centro de Ourinhos no EEPG Jacinto Ferreira de Sá (1972-1975). Sinto muito falta de sua presença, sempre solidária…