Beto Kabelo escreve sobre a Ilha Grande

Estas fotos são de duas praias da Ilha Grande (Ipaum Guaçu, que é Ilha Grande em Tupi), que tem 106 praias, enseadas, rios e lagos espalhadas em 194 Km2, e possui 16 trilhas ecológicas catalogadas em 3 categorias: fácil, média e difícil.

Para chegar na Ilha Grande, você tem que ir até Angra dos Reis. Escolher a praia que deseja visitar e no cais dos pescadores fretar um barco até a praia escolhida.

A primeira e a quarta fotos são da Praia Grande de Araçatiba, local maravilhoso e temos duas visões diferentes, uma tirada da praia em frente à pousada do meu amigo Edinho, e a outra foi tirada da sacada do Empório do Russo, onde você encontra todo tipo de produto, desde um sabonete, shampoo, arroz, feijão, carnes e até o carvão para o churrasco e cervejas bem geladas com preço justo. Existem outras pousadas e até campings. As outras duas fotos são da Praia da Longa, um lugar paradisíaco e bem agradável.

Você pode chegar de barco ou pela trilha que sai de Araçatiba e leva quase uma hora. É um visual lindo onde você vera vários tipos de árvores e animais silvestres pela caminhada. Lá chegando avistará um estaleiro, a linda praia e uma igrejinha muito mimosa, a Igreja de São Pedro, e a escola. É um ótimo local para quem gosta de usar máscara de mergulho e snorkel onde poderá ver vários tipos de estrelas do mar de cores variadas, e se der sorte até tartarugas. Bem próximo da praia, a uns 100 metros, fica uma cachoeirinha muito gostosa, se chegar cedo e com um grupo pequeno você pode procurar a Tia Nélia, que faz uma refeição deliciosa mas só com hora marcada, rsrsrs.

Tem também o barzinho do Boca, marido da tia Nélia, que prepara uma pimenta que é “Ó” como ele mesmo diz (meu amigo Renato até chorou, rsrs, é braba mesmo). Na praia tem o bar do Versinho com brejas geladas e porções de pasteizinhos de marisco, camarão, mexilhão, e lanches. Para voltar para Araçatiba, você pode fazer a trilha ou conversar com o pessoal e conseguir voltar de barco. Estava esquecendo: o gatinho é da minha amiga Ana Carolina, moradora da Praia da Longa.

Abraços e boa viagem!!!

Beto Kabelo

Contatos:
www.instagram.com/parquedafonte_beto_kabelo
www.instagram.com/enarearts
soaresroberto42@gmail.com
beto-kabelo@pop.com.br
moicano_lobo@hotmail.com

Severino Monteiro: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP)

Severino Monteiro

👨‍🎨 Artista plástico da APBP

Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Acrílica
Título da obra: “Galo cantando”

Nascido em 05/03/1966 e falecido no ano passado. Ficou tetraplégico ao levar um tiro de um assaltante no estacionamento de um Hipermercado, onde trabalhava como segurança. Foi em um Centro de Reabilitação física que ouviu falar da Associação e começou a desenvolver a pintura com a boca; atividade que já apreciava e fazia como hobby antes do acidente.

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.

Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
apbp@apbp.com.br
https://apbp.com.br/home

Em um maio, 2003, parando para pensar

Um dia parei para pensar e estou quieto até hoje. O tempo é lento nessas horas e o silêncio faz-se necessário. O que é o ato de escrever uma poesia? É um momento da vida que sublima e sai da casca na forma de um poema. Não é sempre que isso ocorre. Só em momentos especiais. Como hoje, por exemplo. Sentei e organizei um pedaço de poema, anteriormente pensado e parcialmente escrito. Escrevi um outro, que chamei “O animal, o papel”. Há tempos já pensava em escrever algo, por mais singelo que fosse. Faltava-me coragem e disposição. Hoje, como num passe de mágica, surgiram dois e meio. Tudo isso são motivos para que eu fique contente e continue a colocar no papel alguns fragmentos de vida, de poesia. Escrever sempre, para tentar organizar ideias e dar algum sentido para a vida, que não anda fácil. Tenho me esforçado, mais são os outros que não deixam a coisa fluir. Transbordam problemas, crises que vem de fora. Dentro de mim tenho explorado bastante. Examino o inconsciente pelo menos duas vezes por semana. Tomo remédio todo o dia, em doses pequenas, confesso. Mais tomo. E estou consciente disso e do bem que eles me fazem também.

Morre, aos 88 anos, o xilogravurista pernambucano J. Borges

Salve J. Borges! Você deixa um grande legado para a arte popular brasileira.

Na entrevista que fiz com ele para o livro “Eu me ensinei” perguntei: E de onde vem a inspiração? E ele respondeu: “Vem daqui mesmo do que eu vejo, do que eu sinto, do que eu penso. Do que acontece, das lenda, do folclore. O dia a dia do povo, a convivência, a tristeza, a alegria. Tudo isso dá cordel e dá também gravura.” (Edna Matosinho de Pontes)

J. Borges (Bezerros – PE, 1935 – 2024)

Oriente

Comentada no Instagram pelo curador e crítico de arte Oscar D’Ambrosio à partir de sua sugestão abaixo respondida por mim:

“Se você quiser participar [com diversas frases que buscam definir o que é arte], mande para mim uma imagem, com a fichinha técnica e com o nome do pensador citado, que converse com a frase original e com a do Oscar.”

Ficou assim a postagem feita por ele (https://www.instagram.com/p/DXGJ7o4gApq/):

Oriente, 01/01/1998
Eduardo Matosinho
Guache, lápis de cor, canetinha colorida e carimbo sobre papel
29,5 x 21 cm

“Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa ficará diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.”
Ernest Hemingway (Oak Park, Illinois, Estados Unidos, 21 de julho de 1899 — Ketchum, Idaho, Estados Unidos, 2 de julho de 1961).
In: Por quem os sinos dobram (Trecho) (https://ematosinho.com.br/?p=6769)

O diálogo proposto entre as cores é somado a uma pesquisa de formas. Esses dois elementos são articulados em uma composição que lida com o espaço como um lugar em que todo tipo de experimentação se torna possível para criar os mais diversos tipos de estranhamento que levam a visões e interpretações renovadas.

Oscar D’Ambrosio (13/04/2026)