Minha vida meu amor
Olha minha vida meu amor
Há muito não és mais meu
Toda a loucura que fiz
Foi por você
Que nunca me deu valor
Por isso perdeu tua mulher
E teus filhos
Não posso com esta cruz
Acho muito pesada João
Você vem me desgostando
A ponto de me por no hospício
Uma vez conseguiu
Mas duas não
Aqui ô babaca
De tuas negras
Que nem os filhos se interessou
De batizar na igreja
Você só vai no bar do Luís
Outro boteco não achou
Mais perto da tua família
Só me operei que você obrigou
Agora não presto
Já não sirvo na cama?
Quis fazer de mim
A última mulher da rua
Mas não deixei
Por tua causa amor
Eu morro pelada
Abraçada com os dois anjinhos
No fundo do poço
Amor desculpe algum erro
E a falta de vírgula
Dalton Trevisan (Curitiba, Paraná, 14 de junho de 1925 — 9 de dezembro de 2024)
João nasceu
Ah, português…
Palavras que me intrigam:
Promontório, de Hemingway em Por quem os sinos dobram
Protonotária, de Bandeira em Poema para Santa Rosa
Estrídulo, de Mário de Andrade em A meditação sobre o Tietê
Saxífraga, de Williams em Uma espécie de canção
E
Lua, Lua, Lua, Lua, de Caetano em uma canção sua
João Alexandre comemora hoje seus 19 anos
Parabéns filho!: É o que desejam seus pais, Luiza e Eduardo, seus parentes e amigos queridos… Seja feliz hoje e sempre!
Estudo em papelão
Breve
Ideia de rapidez: Vida breve
Anos-
Luz
Elementos da natureza
Mundo verde (Recém emoldurado)
Rabiscado
O papel branco oprime
E o rabiscado abre a mente
Para adivinhações mil
Feito na noite da mudança para Rua Alagoas, 08.12.94
Um marco: Já se vão 30 anos…