Fotos tiradas em Presidente Epitácio e enviadas via WhatsApp pelo primo Antonio Eduardo Silva (Toninho da Texaco).
Eu e Luiza comemoramos 18 anos do nosso casamento civil
Hoje, 19/03, Dia de S. José e do artesão, comemoramos mais um aniversário de nosso casamento. Ficam como lembranças fotos da época: festa e lua de mel em um hotel fazenda de Atibaia…
José Carlos: “Gosto de obras que me desafiam”
José Carlos Bacelar Viana
Nascido na cidade de Recife, iniciou no mundo das artes logo cedo. Quando criança, respirava arte por todos os cantos; dentro de casa, no ateliê de seu pai e por muitos os lugares que frequentou em razão do estilo de vida da família. Sua maior diversão sempre foi desenhar e observar todas aquelas obras de arte que lhe cercavam. Mais tarde, no ano de 2014, passou a desenvolver as suas pesquisas e passear por diferentes técnicas de pintura, até que as cores o encontraram e os traços desconsertados começaram a dar vida as suas primeiras obras. Com toda a certeza, a sua maior referência era o seu pai, em todos os sentidos. Porém, em algum momento se libertou daqueles velhos personagens da nudez e dos “narigões”. Foi quando iniciou a sua própria identidade e hoje podemos considerar que o estilo Pop e suas cores vibrantes não deixam de estar presente em suas obras. Em 2018 realizou a sua primeira exposição coletiva no Nannai Resort e em 2019 a sua primeira Solo no espaço CDC no Poço da Panela.
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Julia Benetton: Noites em claro e Corpo intermitente
“Artista brasileira: Comecei meus estudos de pintura ainda muito jovem em Piracicaba (Brasil) e continuei fazendo isso por mais de 10 anos, até me mudar para São Paulo, onde me formei em Design Gráfico. Lá, pude fazer parte de diferentes projetos de arte, experiências publicitárias e até mandei um pôster para Estrasburgo, na França, para uma determinada exposição. Em seguida, mudei-me para Londres, onde comecei a experimentar diferentes tipos de mídia e setores do mundo das artes, o que me levou a publicar, ao lado do famoso autor Julian Fellowes, um livro com ilustrações minhas. Com o passar dos anos, desenvolvi o gosto pelas viagens e pela natureza, que, acumuladas com meus primeiros estudos de anatomia e corpo feminino, me deram inspiração e paixão para criar minhas peças mais recentes. Agora vivo principalmente de minhas pinturas e ilustrações, sempre conectado ao mundo do design gráfico, explorando novas mídias a cada dia, incluindo esculturas de cerâmica. Esta é a minha paixão e a minha vida e espero que possa trazer alegria aos outros também.”
Julia Benetton
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Crônica de Fernando Pacheco Jordão: DMR 2006
O palco era o mesmo do ano passado – a quadra de esportes da Divisão de Medicina de Reabilitação, mas a decoração estava um pouco diferente da do ano passado: só ao arranjos de bexigas vermelhas e verdes em torno, montadas nas grades da quadra. O que diferia bastante era o clima. Este ano, a festa de Natal da DMR para seus pacientes teve como temas únicos a fraternidade e a solidariedade como amálgamas da vida em sociedade, ”É a única forma de convivermos na paz e harmonia que Jesus Cristo pregou em sua passagem pela Terra”, lembrou o oficiante da cerimônia, padre Admário, cuja homilia sucedeu à tradicional apresentação de boas-vindas da diretora da DMR, Dra. Linamara Rizzo Batisttella. Todo o restante do ato foi conduzido pelo padre Admário, da igreja de Nossa Senhora dos Enforcados, na Liberdade- o tempo todo no clima de devoção e comoção que marcam essas celebrações de fim de ano na DMR, com a presença de todos os pacientes e suas famílias. Isto é o que teve de igual aos anos passados. Logo após as boas-vindas, vários pacientes fizeram a leitura de textos sagrados, com acompanhamento lírico e de violão de uma congregada dos Enforcados, a convite do padre Admário. Foi aí o momento de maior emoção, quando uma pequenina imagem do Menino Jesus, colocada numa bandeja com uma vela, foi levada à mesa que servia de altar pela amputada Sra. Domingas, pessoa muito querida na DMR. Seguiram-se várias apresentações de teatro, dança e canto, até o final com um grupo do Projeto Guri, experiência de iniciação artística muito bem sucedida da Secretaria da Cultura do Estado. No final, a hora da criançada: Papai Noel entrou na quadra com presentes e lanches para a turma toda. Desabou um temporal, e uma paciente a meu lado comentou: “As festas aqui são tão bonitas que até o céu comemora”.
Relato do jornalista Fernando Pacheco Jordão, paciente da DMR, a pedido da neuropsicóloga Dra. Sandra Regina Schewinsky.
Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sétima edição revista e ampliada e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 14ª edição.
Fernando Adas: O safado, a biscate e eu
Fernando Adas propõe reflexões estratégicas sobre a prática do Marketing.
Mediante textos curtos, criados a partir de observações do cotidiano, o autor provoca um questionamento sobre o relacionamento que as empresas podem e devem manter com seus clientes, ao pesquisar, planejar e operar ações para o desenvolvimento do produto, estratégia de preço, política de distribuição, posicionamento da comunicação, treinamento de vendas e outros itens motivadores ao sucesso de um plano de marketing.
De maneira simples, prática e bem-humorada, o texto provoca a reflexão sobre melhorias nas ações comerciais e institucionais junto a consumidores e clientes.
Se a vida é uma escola, este livro pretende mostrar que podemos aprender em diversos momentos e situações e, para isso, devemos estar atentos e livres para amplos olhares e densos entendimentos.
Esta é a principal habilidade de um publicitário, sua capacidade de observar, de ouvir, de perceber tudo para depois processar e elaborar as motivações das pessoas.
Um exercício que pode e deve ser frequente, divertido e construtivo.
Os “causos” que vivenciamos são os responsáveis pela nossa formação inicial, o senso comum que surge na infância e vai influenciar nossas antenas para o mundo.
Já os cases aos quais somos expostos ao longo dos estudos, melhoram o nosso repertório dos sentidos para uma ampliação da percepção.
Mas a vida é feita de casos, esses sim reais, concretos e cotidianos, capazes de nos propor reflexões e evolução.
Vamos tentar?
Fernando Adas é neto de libanês, sagitariano e publicitário. Três bons motivos para que a comunicação seja não apenas uma habilidade sua, mas uma possibilidade de relacionamento e evolução interpessoal.
Em Marketing, atuou em empresas como o Mappin, a Marisa, a Pernambucanas, a Claro e, em 2005, criou a Fine Marketing, uma empresa de comunicação e relacionamento, “uma agência matrimonial para pessoas jurídicas”, como ele gosta de dizer, sempre brincando.
Aliás, brincar também faz parte do seu perfil e talvez esse seja o grande diferencial que se espera não apenas de uma boa comunicação mas, sobretudo, dos relacionamentos.
Um filme de Woody Allen…
Uma coxinha de jaca…
Uma briga de casal…
Um velório…
Uma barata morta no chão…
O que estas experiências têm em comum?
Você vai saber lendo as histórias contidas neste livro.
O Marketing nos ensina que a atenção aos clientes é fundamental ao sucesso das empresas. Esta atenção deve começar nas ruas, nas situações do dia a dia que nos cercam.
Publicitários precisam estar atentos a estas possibilidades que ocorrem a todos os momentos e quando menos se espera.
Quer ver? Boa leitura a você.
E caso alguém se interesse em comprar, o livro está na Amazon (https://bit.ly/3Sychf7)…
Ronaldo Mendes: Arte naïf
Ronaldo Mendes traz em sua história de vida um belo exemplo de superação. Artista autodidata e avesso aos modelos formais, fez da arte a sua maneira de viver e de transmitir felicidade aos outros. Admirador incansável da pureza do olhar infantil, emociona e surpreende a todos que conhecem o seu trabalho. Costuma dizer que “a vida é tão boa que só vai sair dela morto”.
Apesar do talento reconhecido, Ronaldo mantém a simplicidade e a constância no sonho de pintar a alegria. As dificuldades enfrentadas pelo Autismo que, em seu caso, compromete a habilidade de leitura, proporcionaram o desenvolvimento de um estilo muito original de composição de cores e formas.
“Eu acho que as bibliotecas deviam ter partes de áudio-livros ou um computador que grave em pen drives os livros falados, assim todos que de certa forma não leem, teriam acesso à leitura… não é difícil isso! Seriam vários beneficiados… os cegos, os disléxicos,os Autistas , os que têm déficit de atenção, os que estão velhinhos e não mais leem com a vista cansada, os que querem fazer uma caminhada e ao invés de ouvir musica ouvir um belo livro…. ahhh… gente precisando é o que não falta né?”
Apaixonado pela temática da infância, o pintor mineiro, morador de Belo Horizonte, é um homem brincalhão e simples, que abre as portas do seu atelier, divulga seu trabalho virtualmente, restaura esculturas em igrejas e realiza, voluntariamente, palestras nas escolas em que é convidado. As crianças que conhecem o seu trabalho ficam encantadas e começam a criar, colorir e reinventar a arte, dando ao artista o que ele considera o seu maior presente.
“Quando me convidam pra ir a uma escola, tenho que parar de pintar por um ou dois dias. Mas quando eu chego lá e vejo os meninos recriando o meu trabalho e vendo na arte uma possibilidade de futuro, fico feliz demais, ganho o dia”… a arte tem essa capacidade de transformar a vida das pessoas” e isso é bonito demais”.
“Numa escola, um coral de 200 crianças cantaram para mim uma canção “Paisagem da Janela”, cantada por Beto Guedes…. foi uma surpresa né.. eu cheguei na quadra onde teve a exposição das obras que os alunos pintaram em minha homenagem, e fui chamado por essas gracinhas que me colocaram de pé para ver, e, de repente, começaram… “Na janela lateral do quarto de dormir”…. então eu tentei não chorar, mas quem sou eu para tanto?… chorar é mostrar a própria alma…”
A generosidade de levar arte a todas as pessoas, também motivou o artista a visitar o Instituto São Rafael que desenvolve um trabalho com cegos. Depois dessa experiência, que o fez pensar em maneiras alternativas de expressar sua relação com as cores, Ronaldo começou a publicar, numa rede social, pequenos textos sobre personagens infantis que superam as diferenças. Narradas com simplicidade e doçura, suas encantadoras histórias trazem exemplos de personagens que, como ele, souberam encontrar uma maneira feliz de conviver com as diferenças. Para sua grata surpresa, a iniciativa modificou a atitude de alguns pais e educadores que desconheciam o Autismo.
Ronaldo, que encontrou uma forma de lidar com suas próprias dificuldades e de transformá-las em uma forma de viver, diz que não há para ele maior presente do que levar um pouco de alegria à casa das pessoas. Para ele “A luz ilumina as cores e as cores iluminam a nossa vida”.
Cynthia Valente é professora do Departamento de Línguas e Literaturas Estrangeiras da Universidade Federal de Santa Catarina
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Alex dos Santos: Cena rural e Quermesse na praça da igreja
Alex Benedito dos Santos nascido em 13/02/80 vive e trabalha na cidade de Jaboticabal, interior do Estado de São Paulo. Residente a Rua João Faccio, 90, Jardim Mariana. Participa de exposições desde 1997, ganhando vários prêmios passando a ter suas obras presentes em acervos públicos como, por exemplo, acervo da Assembleia Legislativa em São Paulo, no museu de arte de Ribeirão Preto, no acervo de Sales de Oliveira entre outros.
Seu trabalho também consta em coleções particulares e atualmente está representado pela galeria de arte brasileira em São Paulo. Cursou Educação Artística na Faculdade de Educação São Luís de Jaboticabal, tendo abandonado o curso no final devido a compromissos nas suas produções artísticas.
Seu trabalho reverencia a genialidade pouco compreendida de uma das mentes mais brilhantes do universo artístico contemporâneo. Alex Benedito dos Santos, ou simplesmente Alex dos Santos, é um artista que inspira uma multiplicidade de sentimentos, consubstanciados em um portfólio riquíssimo, que engloba pinturas em papelão, tela, painel, madeira, tal como esculturas, instalações e uma variada gama de produções que se enquadram nos conceitos de arte naïf, arte primitivista, arte popular brasileira e arte contemporânea.
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Cesar Lima: Presente das águas e Viva a São Benedito
Cesar Lima é natural de Cariacica-ES. Artista plástico autodidata, onde encontrou no naïf o poder de expressar sua cultura local, história e costumes.
A beleza e o misticismo do popular
Certa vez Djanira da Mota e Silva disse: “Posso ser ingênua, mas minha pintura não”. Afirmou isso num contexto de pergunta sobre a ingenuidade supostamente presente na vertente das artes plásticas que se convencionou chamar de arte naïf. Essa máxima produzida por Djanira se aplica à Cesar Lima, com o reparo de que ingenuidade não há nem em sua obras, tampouco no próprio artista. O estudo cauteloso da pesquisa de Cesar Lima, que resulta nas obras desta exposição, revela identidade visual marcante. Ao se ver, sabe-se tratar de obra do artista.
Notável a ornamentação delicada nos trajes da série dos santos, que parece sair das mãos de uma cuidadosa costureira. O artista rebusca no Barroco inspiração ornamental para colocar no centro da discussão a reivindicação e presença da religiosidade de matriz africana “sobrepondo-as” às imagens tradicionais do catolicismo.Chama-se a atenção, por exemplo, na execução da Santa Efigênia que se encontra nesta mostra. Santa protetora das pretas e pretos, que ocupa em suas mãos uma igreja em chamas. Revela o não esquecimento da violência do processo de colonização e escravização que marcam de forma indelével a história de construção das sociedades ocidentais, notadamente a brasileira. Nesse sentido, a decolonialidade emerge propositalmente – ou não – nos eventos e manifestações populares (congo, ticumbi, procissões etc) que Cesar Lima não apenas pinta, mas vive.
O consagrado artista contemporâneo Carlos Vergara, em entrevista concedida para o documentário “Dunas do Barato” (2017), faz honesta colocação: “O que eu produzo não sai do nada, da minha genialidade. Sai dum caldeirão onde eu tô envolvido”. A pesquisa de Cesar Lima possui relação direta com sua vivência, seja na participação em movimentos tradicionais da Igreja Católica, seja quando professa, simultaneamente, sua espiritualidade no Candomblé. A defesa dessa cultura, portanto, não resulta apenas do professar de sua fé, mas também por suas telas.
Entrelaçado à religiosidade, nota-se a presença do capixabismo. Cultura rica, porém pouco representada nas artes plásticas. Cesar faz às vezes de trazê-la com força ao cenário, por meio da arte naïf. Eventos populares como o ticumbi (manifestação afro-brasileira que mistura ritual católico com o misticismo africano) só se vê na região do Vale do Cricaré, em São Mateus-ES, em Conceição da Barra-ES e, também, nas obras de Cesar Lima.
Cesar não pinta necessariamente o que vê. Afinal, não se trata de um impressionista. Ele pinta o que vive, o que sente, o que transpira. Reivindica culturas sabidamente esteriotipadas e historicamente diminuídas. E o faz com a alegria dos circos e das festas de terreiro que, pelas cores vivas de sua paleta, transmite a beleza singular dessas manifestações.
Bem vindo ao mundo místico da religiosidade afro-brasileira e, a um só tempo, da beleza multicolorida das manifestações populares.
Texto tirado do folheto de sua exposição de Ouro Preto-MG que acontece desde o dia 19 de janeiro de 2023 e intitula-se “A beleza e o misticismo do popular” e o curador e autor do texto é o colecionador Hugo Fonseca. A exposição está disponível para visitação no Anexo do Museu da Inconfidência, de terça a domingo, das 10h às 18h, até 5 de março. A entrada é gratuita.
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Andréa Espindula: Vila Velha, São Paulo e Vitória
Andréa Espindula – Artista naïf. Escritora capixaba e arte-educadora. Estudou na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Mora em Vila Velha. Ama pintar e contar histórias sobre as belezas de seu estado e também do Brasil. Seu trabalho é uma mistura de poesia e arte.
“Em busca de mim mesma me encontrei no naïf. Não sou primitiva, sou formada em arte, estou a romper barreiras, mas sou naïf na arte e na vida.”
Andréa Espindula
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