Trechos de dois poemas de Egon Schiele

Autorretrato

“Sou por mim e por aqueles para quem a sede ébria de liberdade presenteia tudo comigo, e também por todos, porque a todos amo — amor.
Estou entre os mais nobres e entre aqueles que correspondem.
Aquele que mais corresponde
Sou humano, amo a morte e amo a vida.”

(1910)

Sol

“Provar o rubor, cheirar os sonolentos ventos brancos, olhá-lo no universo: sol.
Contemple as estrelas amarelas e brilhantes, até você se sentir bem e ter que bloquear o piscar.
Mundos cerebrais brilham em suas cavernas.”

Célebre estrofe publicada na coletânea Ich ewiges kind (Eu, eterno menino)

Egon Schiele (Tulln an der Donau , Áustria, 12 de junho de 1890 — Viena , Áustria, 31 de outubro de 1918) foi um pintor expressionista austríaco. Esses poemas refletem a mesma intensidade visceral de sua arte visual, explorando o corpo, a liberdade e a agonia da existência. Escritos no início do século XX, seus textos ganharam publicações póstumas e traduções internacionais

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 19 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *