Retorno de um poeta disperso

Até aqui, tudo bem
Sobrevivo da vida cotidiana
E me preparo para o que der e vier
Surgem poemas de tempos em tempos

E, nessas horas, colocá-los no papel é quase que uma
Obrigação de poeta que caça as palavras como um cão
Vida vivida, cinema, passeios e demais atividades
Me distraem, mais sempre volto a este velho papel

Às vezes me vejo cansado
E aborrecido com tudo isso
Falta inspiração,
O tema falta

O que pretendo com isso?
Nada que não seja mais do que dizer
O que está entalado nas entranhas
Emoções e desejos vão e vem, dispersos

Até aqui, tudo bem
Voltei
Mais o velho tema se repete
E a poesia se dissolve em letras vazias

Vista do espaço

Terra vista do espaço

A Terra vista de Marte parece uma Lua Nova
Como será a mesma Terra vista do Sol?
Será como um pequeno grão de areia?
E os meus olhos fumegantes, com óculos de sol, verão?

A Terra está ficando mais verde, resultado de modificações climáticas
Como observado do espaço pelas lentes do telescópio
O que será que está acontecendo com o azul anterior
Será que está sendo consumido pela fumaça preta do progresso?

Deixe-me entrar

Com licença, poesia, seu mistério posso adentrar?
Tantos dias sem escrever que me bateu saudade…

O que me leva a escrever tantos versos soltos?
Talvez seja algo dentro de mim que me impulsiona.

Como uma dor contida que me incomoda ou
Uma alegria que vem do fundo de minha alma.

O escrito nem sempre sai redondo ou original,
Mas é singular em seu modo natural de expressão.

Hoje, depois de longa pausa, estou de volta e feliz
Por ter realizado algo de coração, posso passar?

Pinturas de Ferenckiss

“Quando se visualiza a obra deste artista, vem-nos de imediato à mente uma dicotomia pictórica intrínseca a dois universos díspares. Em um patamar, o traço onírico de seus desenhos e gravuras, coesos em uma dinâmica surrealista do artista. Em outro, que nesta retrospectiva são apresentados, denota-se a coloração quente e tropical de suas pinceladas ou de seus pastéis, reproduzindo iconograficamente o litoral brasileiro.
Depreende-se sua integração à natureza deste país, por ele adotado, e sua necessidade de conviver com a natureza e os céus azuis das suas telas, intermeados das nuvens brancas, quando se fundem com seus mares, calmos ou revoltos, tornam-se as verdadeiras molduras do epicentro desta temática constante: pequenas cidades ou pacatas vilas do litoral sudeste brasileiro.
São plataformas irreconciliáveis no mundo da pintura, mas que se complementam no mundo particular do artista, fundindo a sua obra com o seu autor, eclodindo em um momento importante, marcante para as artes plásticas no Brasil.”

Fabio Porchat – Presidente da Academia Latino-Americana de Arte

Contatos:
www.facebook.com/ferenc.kiss.9256
arte.atelier@hotmail.com
artedeferenckiss@gmail.com
Fone: (11) 3362-2812
WhatsApp: (11) 9 4198-7580 (Ermindo)
https://ferenckiss.blogspot.com