Netta Ganor: Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP)

Netta Ganor

Eu sou Netta e tenho uma história de vida interessante, dizem: Até os 15 anos eu levava uma vida bastante normal; eu era uma simpática estudante nerd do ensino médio que dividia seu tempo livre entre arte e esportes: durante o dia eu era atleta medalhista e tenista, e quando tudo escurecia eu gostava de fazer artesanato. Parece o começo de uma história comum, certo? É só esperar para ouvir o resto… Era uma tarde de sexta-feira; acabei de voltar do ensino médio, que comecei apenas algumas semanas antes, almocei e me deitei para ler um livro chato para o meu próximo relatório de livro. De repente, senti uma dor aguda nas omoplatas, acompanhada de uma sensação de formigamento que se espalhava pelo meu corpo. Junto com isso, eu estava começando a sentir que estava perdendo tanto a sensação quanto a capacidade de mover minhas pernas. Em menos de uma hora, fiquei completamente paralisada do pescoço para baixo. Por sorte, minha mãe e minha irmã estavam em casa e chamaram uma ambulância, que me levou ao hospital mais próximo. Fui imediatamente levada para a UTI e comecei a fazer exames e exames. Demorou cerca de 10 dias para os médicos entenderem do que eu estava sofrendo, mas finalmente fui diagnosticada com Mielite Transversa, o que me deixou paralisada dos ombros para baixo (excluindo meu braço esquerdo) e completamente dependente de um ventilador por traqueotomia.

Estilo de pintura: Com a boca
Técnica: Óleo

APBP Brasil
Arte
A APBP é parte de uma associação internacional de artistas que, devido à sua deficiência física, pintam belas obras de arte com a boca ou os pés.

Contatos:
APBP – Rua Tuim, 426 – Moema – São Paulo/ SP – CEP: 04514-101
(11) 5053-5100
apbp@apbp.com.br
https://apbp.com.br/home

Crônica de Fernando Pacheco Jordão: Ridículos

Fernando Pessoa, por um de seus heterônimos, dizia não conhecer ninguém que tivesse levado porrada. Isto é: que admitisse ter levado porrada. O mesmo, acho, sobre situações de exposição ao ridículo. Quem admite? Pois aqui confesso duas que vivi.

Primeira situação
Eu tinha uns 15 ou 16 anos, era uma festa em casa de família. Dancei bastante, mas me encantei mesmo foi com a copeira da casa, moreninha, risonha, Alice se chamava, até hoje lembro seu nome. Na saída, espremidos no pilar do portão da casa, trocamos demorado amasso, tórridos beijos e roçações. No dia seguinte, voltei lá, atrás de Alice, para quem sabe ao menos um cinema. Atendeu-me a própria dona da casa e, quando eu disse a que vinha, ela me reconheceu e, atônita, explicou que Alice não estava, era sua folga, fora ver os pais, fora de São Paulo. Sentindo-me ridículo, fui embora e nunca mais voltei ali.

Segunda situação
Numa suíte de hotel do interior, meu aniversário, com uma mulher com quem eu tinha um caso já fazia um tempo. Lembrando cenas de Hollywood, quis tomar champanhe no sapato dela. Um desastre, uma porcaria. Champanhe e chulé não combinam. Resultado da noitada: um champanhe desperdiçado, um sapato inutilizado, uma relação dissolvida no ridículo.

Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sétima edição revista e ampliada e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 14ª edição.

Mais 2 finais de semana na Bibli-Aspa: “Fomos Covidados”

“Devido ao sucesso de público, a temporada de “Fomos covidados” foi prorrogada!

Faremos mais 4 apresentações, sábados e domingos, às 18h00, até o dia 16 de outubro.

Se você perdeu, não perca tempo!!

Garanta já seu ingresso fazendo um Pix de R$  10,00 em elisama.mack@gmail.com. Em seguida, envie o comprovante para ciapga2019@gmail.com com nome completo e a data escolhida.

Para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela Bibli-Aspa, pedimos que cada espectador leve um item que possa ser doado. Aceitamos roupas, alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, leite, fraldas.

Esperamos todos vocês!!

🎭❤️🙏🏻🍀”

Danielli Guerreiro – Diretora

📷: @elisamamack

#pequenosgrandesatores #fomoscovidados #teatroadolescente #teatro #festival

Bibli-Aspa
Rua Baronesa de Itu, 639 – Santa Cecília, São Paulo – SP (Próximo ao Metrô Marechal)
Telefone: (11) 3667-6077

A temporada cultural com João Alexandre continua

“A primeira semana da temporada foi linda! Neste fim de semana seguimos com as exibições do filme “A semente da história” às 15h00 e com as apresentações da peça “Fomos covidados” às 18h00.

Entre uma sessão e outra, você pode sentar com os amigos em uma das mesinhas que ficam no quintal da Bibli-Aspa, e tomar um café com bolo, torta, brigadeiro. Programa cultural completo, sucesso garantido!

Os ingressos tem valores super acessíveis, e pedimos que não esqueçam de levar um item que possa ser doado para as pessoas em situação de vulnerabilidade que são atendidas pela Bibli-Aspa.

Para garantir seus ingressos antecipadamente, siga as instruções que estão na imagem. Qualquer dúvida, pode nos chamar por direct, ou enviar um e-mail para ciapga2019@gmail.com.

🎭🎬🙏🏻🍀”.

Danielli Guerreiro – Diretora

#pequenosgrandesatores #asementedahistoria #fomoscovidados #festival #teatro #cinemaindependente #teatroadolescente

Bibli-Aspa
Rua Baronesa de Itu, 639 – Santa Cecília, São Paulo – SP (Próximo ao Metrô Marechal)
Telefone: (11) 3667-6077

Poema de Cintia Alves

Há dias
Em que o choro se represa
Encarcerado entre as paredes da garganta
Apreendido detrás dos olhos
Há dias
Em que a dor
É tudo o que há
A explosão é contida
Assim como os soluços
Sento-me e espero
Calma
A chegada da tempestade
Não há como conter a tempestade
Ela demole
Ela arrasta
Ela traga
A tempestade surge ruidosa
E avassaladora
Quebra paredes
Arrebenta as represas
Liberta as águas
que, então,
podem correr.

Cintia Alves – Nascida em 1972, dramaturga, roteirista, diretora teatral e pesquisadora de acessibilidade estética. Gestora do Museu Vozes Diversas.

www.instagram.com/cintiaalvesdramaturga

Marcos Vidinha: Retalhos de retângulos e Viajando nas nuvens

Marcos Antonio Moreira Vidinha nasceu em 1953 no Rio de Janeiro–RJ e atualmente mora em Santos–SP. Sua formação escolar é de Engenheiro (aposentado) e de Pintor Artístico. Dedica-se à leitura de livros e publicações especializadas em pintura artística e à assistir vídeoaulas de pintura artística no YouTube.

Meu estilo artístico valoriza a liberdade de pintar, livre dos limites rígidos das regras. A maioria das minhas pinturas são executadas com a técnica de tinta acrílica e pincéis, mas, utilizo também, a técnica de tinta a óleo e espátula.
A imaginação e a criação são as minhas fontes de inspiração. Tento expressar nas telas pensamentos e sentimentos, me desafiando continuamente, a despertar a curiosidade e a reflexão no observador. O processo criativo é emocional, gerando em mim momentos de tranquilidade, mas também, de inquietação e tensão.
Busco encontrar na Arte: Cores nas trevas, luz nas sombras, unidade na diversidade, belo no feio, simplicidade no confuso, harmonia no caos, possibilidade na perfeição, reflexão na dúvida, paz na tensão, poder na submissão, amor no mundo, espírito no corpo, vida na morte…
Todas as minhas pinturas são documentadas através de foto e do Certificado de Autenticidade Artística.
O meu desejo artístico é deixar a minha lembrança registrada na memória da esposa, filha, neta e futuros descendentes, quando eu deixar de viver nesse planeta azul. O meu sonho artístico é ter uma pintura de minha autoria no acervo de um museu – brasileiro ou internacional.
Agradeço a Deus, o Artista do Universo.

Marcos Antonio Moreira Vidinha

Contatos:
www.facebook.com/marcos.vidinha.5
www.instagram.com/mamv1953
marcos.vidinha.arte@gmail.com
WhatsApp: (13) 9 9732-3810

200 anos da proclamação da independência do Brasil

Episódio 13 do Diário do Novo Museu do Ipiranga. Neste vídeo, o professor Paulo Garcez Marins (meu vizinho), chefe da divisão de acervo e curadoria da instituição, fala sobre o estágio de montagem das exposições que vão reabrir o Edifício-Monumento. O que ele conta é, praticamente, passado, pois os trabalhos já avançaram bastante. Porém, é muito legal dar uma espiadinha no que ele mostra para ter uma ideia do que o público vai ver a partir do dia 8 de setembro. Na sequência, Denise Peixoto, educadora no Museu, conta como foi pensada a produção dos materiais multissensoriais das mostras e apresenta alguns artistas e artesãos que colaboraram com seus talentos para executar esse material, que poderá ser manuseado por todos. O vídeo encerra com o arquiteto e coordenador da Fusp, Mauro Halluli, comentando sobre os detalhes do fim da obra do edifício ampliação, como instalação de luminárias, piso de madeira no auditório e limpeza da área externa.

Alex dos Santos: O poder revolucionário da arte naïf

Alex Benedito dos Santos nascido em 13/02/80 vive e trabalha na cidade de Jaboticabal, interior do Estado de São Paulo. Residente a Rua João Faccio, 90, Jardim Mariana. Participa de exposições desde 1997, ganhando vários prêmios passando a ter suas obras presentes em acervos públicos como, por exemplo, acervo da Assembleia Legislativa em São Paulo, no museu de arte de Ribeirão Preto, no acervo de Sales de Oliveira entre outros.

Seu trabalho também consta em coleções particulares e atualmente está representado pela galeria de arte brasileira em São Paulo. Cursou Educação Artística na Faculdade de Educação São Luís de Jaboticabal, tendo abandonado o curso no final devido a compromissos nas suas produções artísticas.

Seu trabalho reverencia a genialidade pouco compreendida de uma das mentes mais brilhantes do universo artístico contemporâneo. Alex Benedito dos Santos, ou simplesmente Alex dos Santos, é um artista que inspira uma multiplicidade de sentimentos, consubstanciados em um portfólio riquíssimo, que engloba pinturas em papelão, tela, painel, madeira, tal como esculturas, instalações e uma variada gama de produções que se enquadram nos conceitos de arte naïf, arte primitivista, arte popular brasileira e arte contemporânea.

Contatos:
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alexpintorquadro@gmail.com
WhatsApp: (16) 9 9108-8060