O que passa pela rua…
São gente… que são não
Inexpressivo qual anão
Como lagartixa
Em mato adentro.
Eu caço pra cumê
Não por fome…
… Mas pra brincar
e brinco.
Ao olhar da janela
Vejo passar. Mexo
No desprezo. Calo
Na agonia. Durmo.
Crônica de Fernando Pacheco Jordão: Salmão defumado no deserto
Fui acordado às 4 horas da manhã para a refeição que, até hoje, é a de memória mais extraordinária de minha vida. Foi no Egito, numa viagem toda ela cheia de surpresas e deslumbramentos. Fomos chamados, minha mulher e eu, àquela hora, para o passeio mais esperado da viagem. Embarcamos numa van, com uns 20 ingleses muito afáveis, nossos companheiros de aventura, e viajamos alguns quilômetros por estrada de terra, a partir do hotel em Luxor. Uns 20 minutos depois, estávamos todos apertados numa nacelle, esperando os preparativos para a decolagem de um grande balão multicolorido, cujo bojo lentamente se enchia de ar quente. Completada a operação, subimos, céu ainda escuro. À medida que o balão ganhava altura, o sol magicamente se erguia junto, na linha do horizonte. Durante alguns minutos, em magnífico silêncio, pairamos sobre as tumbas dos faraós do Vale dos Reis. A grande surpresa nos aguardava na aterrissagem. Montada ali no deserto, uma mesa com o nosso breakfast: finas lâminas de salmão defumado, pão preto e – não podia faltar! – um champanhe gelado. E ainda torradas, manteiga, chá e café com leite. Pena que não veio Peter O´Toole, como Lawrence da Arábia. Nada é perfeito, mas valeu cada minuto, cada libra esterlina. E o Egito vale muitíssimo a pena, mesmo sem o requinte de um breakfast inglês no meio do deserto.
Fernando Pacheco Jordão (1937 – 2017) faleceu em São Paulo aos 80 anos. Atuou no jornalismo desde 1957, quando iniciou sua carreira na antiga Rádio Nacional, em São Paulo. Posteriormente, trabalhou como repórter, redator e editor de diversos veículos, como O Estado de S. Paulo, TV Excelsior, BBC de Londres, TV Globo, TV Cultura de São Paulo, revistas IstoÉ e Veja. Como consultor e assessor político atuou nas campanhas dos governadores Mário Covas e Geraldo Alckmin. Dirigente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo na época do assassinato de Vladimir Herzog, Fernando escreveu o livro “Dossiê Herzog – Prisão, Tortura e Morte no Brasil”, que já está na sexta edição e constitui documento fundamental para a História do Brasil. Foi sócio-diretor da FPJ – Fato, Pesquisa e Jornalismo. Hoje é patrono do “Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão”, realizado pelo Instituto Vladimir Herzog desde 2009 e que já está em sua 11ª edição.
Varanda do sítio
Gracias ao amor… – Segunda versão
Quando te conheci
Com vestido de chita
Era a mais linda
de Pero Juan Cabalero
Porque por mais que visse
Não veria mais nada
Além de você
Flor púrpura-pecado
No meu caminho
Portanto
Gracias ao amor
Não queria mais nada
Feliz que era
Com a marca de teu rouge
Feito ferida aqui no peito
O mais perverso
Dos amores
Desta ciudad
Gracias a tu
E às atrocidades
Que chamávamos de amor
Adorava tuas poucas palavras
E sobretudo quando calavas
Pois podia então não ver nada
Além do desejo que exalavas
Te quiero, dizia com fervor
E sem jeito olhando
Triste o leito a ser desfeito
E pedia que não perguntasse
E nunca me dissesse
Adios garboso cabalero
Feito em parceria com Edney Cielici Dias, Jul/1999.
Chana Rosenberg: Aquarelas
“Formada pela FAAP, tive acesso ao conhecimento de grandes profissionais como Nelson Leirner, Ricardo Ohtake e muitos outros, e tive aula de joalheria com o artista Alfonso Molineiro. Arte Aplicada, Ornamentum, A Hebraica e Central de Designers são alguns dos espaços onde participei com mostras individuais e coletivas. Atualmente tenho me dedicado à aquarela com a professora Setsuko Katayama, e com a Mina Warchavchik Hugerth tenho desenvolvido desde 2015 uma coleção de joias inspiradas nos desenhos de minha filha Nat. Participei do evento “Segredos Que São Paulo Esconde…” no Espaço Uruguay, expondo joias, e em setembro de 2018, as aquarelas na exposição “Blue & Blues”, também no Espaço Uruguay.”
Chana Rosenberg
Contatos:
www.instagram.com/chanarosenberg
chanarosenberg48@gmail.com
Vidro variação
Gracias ao amor… – Primeira versão
Quando te conheci
não vi mais nada
Além de você
No meu caminho
No entanto
Gracias ao amor
Não quero mais nada
E sou feliz…
O mais alegre
Dos amantes
Desta cidade
Gracias a você.
E ao seu amor…
Adoro as suas palavras
E as suas calas
Não vejo nada
Além de você!
Te quiero tanto
Não me pergunte e
Nunca mais me diga
Adios
Lourdes de Deus: Riacho na fazenda e Roça
Lourdes de Deus – Autodidata, a pernambucana Lourdes de Deus nasceu em 1959. Percorreu o Brasil com seu marido e incentivador Waldomiro de Deus, um dos mais consagrados artistas populares brasileiros. Lourdes pinta com romantismo e com muitas cores o cotidiano e as manifestações folclóricas nacionais, como a festa de São João, a folia de Reis e o bumba-meu-boi. Algumas telas da artista estão expostas no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Museu Internacional de Arte Naïf de Quebec (Canadá) e em diversas residências no Brasil e na Europa, cujas obras foram adquiridas por turistas.
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lourdes_dhora@hotmail.com
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