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A festa universal divide os pares
entre oceanos, continentes, mares
As razões do mercado são mais certas
do que todas as velhas descobertas.
Por que teimar, como um menino altivo
a quem se aplica logo um corretivo?
O certo é acomodar-se na cadeira
e ouvir do mestre a preleção inteira.
Quem se rebela é um dinossauro bronco,
que merecia estar atado a um tronco
e receber as chibatadas mágicas,
que suprimem as resistências trágicas
e repõem as rodas sobre os trilhos.
como fazem os pais com os próprios filhos.

Reynaldo Valinho Alvarez (Rio de Janeiro, 1931 – 2021). De “Janeiros como rios” (inédito). In “Poesia sempre – Poesia brasileira contemporânea – Revista semestral de poesia”, Rio de Janeiro: Assessoria editorial e gráfica – In-Fólio Produção Ltda., ano 7, número 11, outubro de 1999

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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