No Instagram de Oscar D’Ambrosio

Oscar D’Ambrosio (@oscardambrosioinsta) mostrando minhas contribuições (Quando sugere estar enviando uma frase, uma imagem, com a fichinha técnica e com o nome do pensador citado, para conversar com a frase original dele…):

Escritor, curador, crítico de arte, pós-doc em educação, arte e história da cultura, e jornalista (www.oscardambrosio.com.br)

Imagem 1

Mundo verde em papelão (Estudo), s/d
Eduardo Matosinho
Acrílica sobre papelão de caixa de supermercado
18 x 25 cm

“O mundo é mágico.
As pessoas não morrem, ficam encantadas.”
Frase dita por Guimarães Rosa no seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras, em 16 de novembro de 1967
In: João Guimarães Rosa: Frases de seus escritos e discurso

Gestos podem criar uma percepção de dança, seja qual for a técnica, o material e o suporte utilizados. A magia da criação visual não está na escolha de um assunto, mas na maneira como ele é representado pela percepção que cada um tem do espaço, valendo-se de cores e formas para atingir as mais diversas composições e os mais significativos resultados.
Oscar D’Ambrosio

https://www.instagram.com/p/DV8aMvPgNES/

Imagem 2

Pássaro da lâmpada ou Passarão, 1998
Eduardo Matosinho
Aquarela e colagem tirada de revista sobre papel
18 x 25 cm

“Para encontrar o azul eu uso pássaros
As letras fizeram-se para frases.”
Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 – Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) In: Biografia do orvalho

“Na língua dos pássaros uma expressão tinge
a seguinte.
Se é vermelha tinge a outra de vermelho.
Se é alva tinge a outra dos lírios da manhã.
É língua muito transitiva a dos pássaros.
Não carece de conjunções nem de abotoaduras.
Se comunica por encantamentos.
E por não ser contaminada de contradições
A linguagem dos pássaros
Só produz gorjeios.”
Manoel de Barros (Cuiabá, Mato Grosso, 19 de dezembro de 1916 – Campo Grande, Mato Grosso do Sul, 13 de novembro de 2014). In “Retrato do artista quando coisa”, Rio de Janeiro: Record, 1998

Uma imagem é um canto. Pode mais aparente para alguns; e menos para outros. Cada um percebe e interpreta dentro de sua vontade e capacidade. O essencial, porém, talvez esteja em mergulhar na ideia de que as sugestões que as formas fazem são o ponto de partida dos olhares, não o seu resultado final.
Oscar D’Ambrosio

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Imagem 3

Abstrato colorido, s/d
Eduardo Matosinho
Tinta nanquim colorida Rotring
27 x 37 cm

“Toda grande arte é abstrata.”
Jean Renoir in “Federico Fellini: Nota sobre o seu filme “Amarcord”” (https://ematosinho.com.br/?p=5968)

Obra de arte

O cineasta Jean Renoir dizia que
Toda grande arte é abstrata
No entanto a vida…
O que é que é?
Será que é abstrata
Será que imita a arte
Ou é concreta
Será que é imaginária
Será que é sonho
Ou real, ou nobre
Será que a vida é grande,
(Ou é feita de detalhes
De recortes, de dobras)
É toda, é completa
A arte pode ser grande
Quando vivida
A obra de arte pode ser de Picasso,
Matisse, Duchamp, Miró
A vida pode ser a de José,
De Pedro, Raimundo

Um pensador escreveu um dia
Um pedaço da arte ao dizer que
Os pensamentos nascentes florescem
nas estradas dos jardins cerebrais
Esse poema nasceu assim
No entanto ainda não floresceu
Poemei e pensei, mas não decifrei:
Toda grande vida é…

Eduardo Matosinho

Uma imagem é uma interpretação do mundo, seja ela figurativa ou abstrata. Existe em cada uma delas algo que está além de uma imitação, ou seja, de uma cópia; ou de uma representação alterada daquilo que se conhece. A criação mais potente é a que transforma internamente quem a faz e quem a vê.
Oscar D’Ambrosio

https://www.instagram.com/p/DU1Vy0mEhmf/

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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