O poema é uma teia
de sombra e sol.
Uivo de alcateia
para a lua cheia.
O poema é o fluxo
e o cio da sereia.
O poema é o que pulsa
no vértice de fogo
dos olhos da Ursa.
Não é o cachimbo
de ópio. É o vão dos
pássaros do limbo.
A dança da chama
que devora o peito
de quem ama.
O lugar da ágora
onde os deuses amam
musas e medusas.
O poema é um meio
de beber ao seio
das guitarras lusas.
Francisco Carvalho (Russas, Ceará, 11 de junho de 1927 — Fortaleza, Ceará, 4 de março de 2013). In “Poesia sempre – Poesia brasileira contemporânea – Revista semestral de poesia”, Rio de Janeiro: Assessoria editorial e gráfica – In-Fólio Produção Ltda., ano 7, número 11, outubro de 1999
Autor: ematosinho
Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).
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