Viva o Dia do Índio

Desenho de Daniel Gisé

Ele é quadrinhista, ilustrador e web designer.

Formado em Artes plásticas pela UNESP (2005). Estudou história em quadrinhos no Estúdio Pinheiros (1992-93) , desenho e pintura no ateliê do artista Valdir Sarubbi (1996-2000) e história da arte no ateliê de Rubens Matuck (1998).

Começou como ilustrador assistente no Studio Gizé de 1996 a 1998. Publicou ilustrações nas revistas Caros Amigos, Recreio e Aventuras na História. Colaborou com a revista de histórias em quadrinhos Sociedade Radioativa (1999-2008). Criou o site ‘thedoorscomics.com’ (2003) onde publicou histórias em quadrinhos de humor sobre a banda The Doors, sendo publicadas também como revista em formato de bolso em 2007. Em 2011 publicou a HQ ‘Desvio’ no livro ‘1001-1’ pela Editora Barba Negra / Leya. Desde 2009 ministra oficinas de histórias em quadrinhos e dá aulas de desenho.

Contatos:
https://www.facebook.com/daniel.gise
Instagram: @danielgise
danielgise@gmail.com

Bordados de Parísina Ribeiro: Cena mineira e Chica da Silva

Parísina Éris Ilíade Tameirão Ribeiro mora em Diamantina – MG é professora de Artes da rede estadual de Minas Gerais. Já atuou na cadeia têxtil em Brusque – SC com as empresas Colcci, Buetner, entre outras. É licenciada e pós-graduada em Artes Visuais, bacharel e pós-graduada em Administração de Empresas-Gestão Humana.

No Atelier Parísina Ribeiro leciona bordado livre, e desenvolve produtos artesanais em bordados, pinturas, crochê e acessórios de ATS bellydance.

Participa do cenário nacional e internacional com exposições coletivas e individuais em Arte Naïf e Têxtil além de ser conselheira de cultura.

Sua grande paixão são os temas Patrimônio Material e Imaterial, Arte Popular em especial as mineiras e as catarinenses.

Contatos:
www.facebook.com/parisina.ribeiro
www.instagram.com/ribeiroparisina
parisinaribeiro@hotmail.com

Desejo de felicidade

Que de menina
– No ciclo da vida –
Virou mulher
E madura optou

Hoje segue na batalha
Por um lugar ao sol,
Em meio às adversidades
E ao preconceito reinante

Sem temor conseguirá,
Porque tem fé e luta
Como uma genuína
Garota de escorpião

Seu signo falará mais alto
E as portas se abrirão
Em sendo coerente com sua meta
De buscar a felicidade sempre

Forjando a armadura

Nego submeter-me ao medo,
Que tira a alegria de minha liberdade,
Que não me deixa arriscar nada,
Que me torna pequeno e mesquinho,
Que me amarra,
Que não me deixa ser direto e franco,
Que me persegue,
Que ocupa negativamente a minha imaginação,
Que sempre pinta visões sombrias.

No entanto, não quero levantar barricadas por medo do medo. Eu quero viver, não quero encerrar-me.
Não quero ser amigável por medo de ser sincero.
Quero pisar firme porque estou seguro.
E não porque encobri meu medo.
E quando me calo, quero fazê-lo por amor.
E não por temer as consequências de minhas palavras.
Não quero acreditar em algo só por medo de acreditar.
Não quero filosofar por medo de que algo possa atingir-me de perto.
Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.
Não quero impor algo aos outros, pelo medo de que possam impor algo a mim.
Por medo de errar não quero tornar-me inativo.
Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.
Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado. Por convicção e amor quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.
Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.
E quero crer no reino que existe em mim.

Rudolf Steiner (Kraljevec, fronteira austro-húngara, 27 de fevereiro de 1861 — Dornach, Suíça, 30 de março de 1925)

Fotos do Instagram tiradas pela amiga Fernanda Fonseca, que enviou também pelo WhatsApp esse belo poema

O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Pablo Neruda (Parral, Chile, 12 de julho de 1904 — Santiago, Chile, 23 de setembro de 1973)