Lourdes de Deus: Riacho na fazenda e Roça

Lourdes de Deus – Autodidata, a pernambucana Lourdes de Deus nasceu em 1959. Percorreu o Brasil com seu marido e incentivador Waldomiro de Deus, um dos mais consagrados artistas populares brasileiros. Lourdes pinta com romantismo e com muitas cores o cotidiano e as manifestações folclóricas nacionais, como a festa de São João, a folia de Reis e o bumba-meu-boi. Algumas telas da artista estão expostas no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no Museu Internacional de Arte Naïf de Quebec (Canadá) e em diversas residências no Brasil e na Europa, cujas obras foram adquiridas por turistas.

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Poemeu

Sempre linda verde vida vadia
Âmagos e ácaros
Vertem numa silhueta púrpura
No fim dos nossos dias
Abacaxis e sapos do dia a dia
Sobressaltos & cotidianidade
Tesão frustração acomodamento
Sai ou não esse arroz com feijão
Ou a grana do tubarão
A música urbana + do samba canção e
Da cuiquinha
Money grana dargeant para comer
Bucetas com champignon
E falar do coração (despedaçado) pela
Ilusão de conseguir
Na velocidade lenta e chacoalhenta
Dos dias uma emoção para (continuar a)
Viver.

Santos, 14/Set/1990.

Francisco Galeno: entre Piauí e Brasília

Francisco Galeno nasceu em Parnaíba, Piauí, em 1957. Veio aos 20 anos para Brasília, em busca de melhores oportunidades, e lá reside até hoje. Frequentou o ateliê-escola do pintor Moreira Azevedo, artista português. Fez curso-livre com Maria Pacca no Centro de Criatividade da Fundação Cultural do DF, sob a direção de Luís Áquila. Construiu um caminho artístico na contramão dos modismos e ao mesmo tempo atento às experimentações da arte contemporânea. Sua arte é conceitual, mas está enraizada na história de sua infância. Em suas próprias palavras: “na minha arte não entra um prego que não seja carregado de história afetiva”, ressaltando que sua arte conceitual não é fria, abstrata ou cerebral, mas sim o diálogo com a fonte popular. As matérias primas utilizadas por Galeno são os objetos recolhidos do cotidiano do interior do Brasil – carretéis vazios, latas, partes de tear, restos do dia a dia que ele transforma de lixo em matrizes de sua expressão artística. É hoje um nome consagrado nas artes plásticas da capital da República, com grande reconhecimento da crítica. Continua vivendo em Brazilândia, cidade satélite de Brasília, o mesmo local onde se estabeleceu ao chegar à cidade.

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Namorada

Você chegou assim de vesgueio
E foi se alojando em meu coração
Antes solitário e amargurado
Por buscar algo que não sabia bem o que

Sempre busquei algo como uma companhia
Não nunca soube bem o que
Talvez seja algo tão simples e decidido
Como uma companheira

Desde então a solidão não mais me assusta
Pois sei que tenho alguém para os dias
E uma mulher de verdade
Para as noites de amor em minha cama

Hoje vivo com tranqüilidade meus dias
Não vago por aí como um errante em busca
De não sei o que: curto o sossego do lar
E estou por inteiro, como quando vim ao mundo

Higienópolis, São Paulo, 18/Out/2000.

Abstrações de Selma Daffrè

Selma Daffrè, gravadora, pintora, aquarelista e professora de arte. Algumas Individuais: 1983, Elf Galeria – Belém e Galeria SESC Paulista – São Paulo; 1988, Galeria Millan – São Paulo; 1989, Galeria Jardim Contemporâneo – Ribeirão Preto – SP; 1990, Museu da Universidade Federal Belém – PA; 1991, Falsterbo Konsthall – Suécia; 1992, Galeria Linné – Uppsala – Suécia; 1993, Museu da Universidade Federal do Pará; 1994, Stadtbibliothek,- Nurnberg – Alemanha e Fundação Cultural de Uberaba – MG; 1997, Galeria Barsikow – Alemanha e Ibero-Americanisches Institut – Berlim- Alemanha; 1998, Falsterbo Konsthall – Suécia; 2002, Malaspina Printmakers Society – Canadá e 2007 Galleri Nytorget 13 – Suécia.

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