Poema solo

Ir fundo até que fui
Vivenciei as crises
Explorei potencialidades
Da vida
Me fechei quando acuado
Hoje estou em processo
De abertura e em busca
Do Eduardo que já fui um dia:
Corajoso
Do barro, do interior
Sem medo das guerras e das brigas
Sendo mãe de mim mesmo
E disputando um lugar ao sol
Fui inventor de mundos
E descobridor como toda criança o é
De adolescente paquerador e de bem com a vida
Virei um adulto acuado
Fugi de mim mesmo
Fechei-me numa redoma
De onde só me libertei aos poucos
À custa de muita análise e remédios
Hoje estou ao bel prazer das oscilações
Da economia e das leis do mercado
Inseguro como todos
Pela violência dos homens e das ruas
Da conjuntura adversa e
Marota e, porque não, do mundo globalizado
Azarado
Posto em cheque e procurando por uma
Saída difícil e ao mesmo tempo corajosa
Com medo de romper o status quo
De chocar e de empolgar
De pagar para ver…

Em abertura para obra e para a arte

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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