Autor: ematosinho
Vida
VIDA
I A
DA
A
Miguel de Souza: “Do Nordeste a Minas Gerais, uma história passada de geração para geração”
Sérgio Miguel de Souza carrega uma herança familiar que vem de Goiana-PE, onde sua avó Joana Isabel moldou os primeiros passos dessa história. Seu pai trouxe a arte do barro para Betim-MG, criando na região onde ficou conhecida como “Alto dos Bonecos” um marco da cultura local.
Desde os 8 anos, quando fez sua primeira peça, o derramador de feijão, Miguel seguiu o caminho artístico: da Feira Hippie de BH ao Salão do Encontro em Betim, onde refinou sua técnica.
Hoje, seu ateliê mantém viva a tradição do barro, mesclando folclore mineiro e religiosidade, enquanto forma novas gerações.
Uma trajetória reconhecida até pelo Prêmio Sebrae Top 100.
A Casa Cultural Dona Antônia, cujo projeto “Meunegócio” acontece já há 2 anos em seu Centro Cultural, em parceria com a IDEE Tecnologia, teve a participação do artista Miguel de Souza.
Palavras dele:
“A minha história na arte do barro teve início com minha avó Joana Isabel de assunção em Pernambuco. Meu pai veio para Estado de Minas gerais e aqui se formou uma família de 6 filhos dentre eles eu Sergio Miguel de Souza e João Paulo da Mota segue esse legado que é a terceira geração.”
Da Série: “Anjo da terra”, comenta:
“Esta nova série de anjos é uma homenagem a todos aqueles que dedicam sua vida ao amor ao próximo, que acolhe e através de seu amor transforma.“
Ateliê Miguel de Souza – Esculturas e modelagem em argila
Contatos:
www.facebook.com/ateliermigueldesouza
www.instagram.com/ateliemigueldesouza
ateliemigueldesouza@gmail.com
WhatsApp: (31) 9 9454-4225
https://bit.ly/4mwKBFU
Bricolagem
A agulha
Houve um tempo em que mandava
nas cartas que me escrevia,
uma linha em companhia
da agulha com que bordava!
Com minhas mãos a enfiava:
enfiada, então partia…
À obra que ela fazia,
assim, de longe, ajudava!
Pobre agulha! Nas mãos dela,
fazia a renda mais bela,
de maior habilidade!
E a caminho, cheia de ânsia,
sobre o cetim da distância
bordava a nossa saudade!
António Alves Martins (Viseu, Portugal, 1 de outubro de 1894 — Viseu, Portugal, 22 de fevereiro de 1929)
Galeria Pontes: 18 anos de trabalho nela…
Nesse 23/05 estou completando 18 anos de atividades divulgando e comercializando arte popular na Galeria Pontes. Nas fotos acima vemos eu e Edna Matosinho de Pontes ilustrando uma matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em 14 de agosto de 2008 por ocasião da inauguração da galeria; vemos o portal da Galeria Pontes, uma placa de cerâmica feita por Miguel dos Santos que, durante o tempo em que a galeria funcionou no belo casarão da Rua Minas Gerais, anunciou em sua porta nosso endereço; vemos eu no sítio Pau-Brasil localizado em Ibiúna-SP, onde fica guardado o acervo da galeria, divulgando para uma cliente carioca algumas esculturas em madeira de bichos do artista paraibano de Itabaiana de nome Oziel Dias Coutinho, tendo ao fundo quadros de Antônio Poteiro, que nesse ano, em 10 de outubro, completará 100 anos de seu nascimento ocorrido na Província do Minho, Aldeia de Santa Cristina da Pousa (Braga), situada ao norte de Portugal; vemos uma fotografia minha de 16 de junho de 2009, passados 9 meses da inauguração da galeria; vemos um lindo bordado emoldurado que anunciava nossa “loja” de artesanatos e, por fim, vemos uma imagem de umas salas do casarão da Rua Minas Gerais, mostrando obras da galeria em exposição.
Com muito trabalho e dedicação comemoro com meus familiares, amigos e colaboradores essa expressiva data!
Abraços, Eduardo (Fone: 11 3237-0436 ou 9 9781-4370 – WhatsApp)
#galeriapontes #artepopular #artepopularbrasileira #arte #artesol #ednamatosinho #folhadesaopaulo #migueldossantos #ruaminasgerais #sitiopaubrasil #ibiuna #ozieldiascoutinho #antoniopoteiro
Divagando ao léu
Espiral
No oculto do ventre,
o feto se explica como o Homem:
em si mesmo enrolado
para caber no que ainda vai ser.
Corpo ansiando ser barco,
água sonhando dormir,
colo em si mesmo encontrado.
Na espiral do feto,
o novelo do afeto
ensaia o seu primeiro infinito.
Mia Couto (Beira, Moçambique, 5 de julho de 1955). In “Tradutor de chuvas”
Cristo
A açucena
Sou de neve e sou de prata
Baptizei-me em Nazaré;
Fui bordão dum carpinteiro
Que se chamava José.
São José levou-me um dia
Do canteiro onde nasci;
Corri toda a Galileia,
Terras-Santas percorri.
A prata das minhas folhas
Veio toda, por meu bem,
Das suas barbas nevadas
E dos seus olhos também.
Vai o povo com seu jeito,
Que é de lenda e que é de fé,
Ampara as crenças velhinhas
Ao bordão de S. José.
S. José deu-me a virtude,
S. José deu-me o condão
De amparar quem é velhinho
Às folhas do meu bordão.
Adolfo Rodrigues da Costa Portela (Além da Ponte, freguesia de Recardães, Águeda, Portugal, 16 de agosto de 1866 – Fundão, Portugal, 17 de novembro de 1923). In “O livro de leitura da 3.ª classe”