A noite nos impõe sua tarefa mágica. Destecer o universo, as ramificações infinitas de causas e efeitos, que se perdem nessa vertigem sem fundo, o tempo. A noite quer que esta noite esqueças teu nome, os antepassados e o sangue, cada palavra humana e cada lágrima, o que a vigília possa te ensinar, o ponto ilusório dos geômetras, a linha, o plano, o cubo, a pirâmide, o cilindro, a esfera, o mar, as ondas, tua bochecha na almofada, o frescor do lençol novo, os jardins, os impérios, os Césares e Shakespeare e o que é mais difícil, o que amas. Curiosamente, uma pílula pode apagar o cosmos e erguer o caos
Jorge Luis Borges (Buenos Aires, Argentina, 24 de agosto de 1899 — Genebra, Suíça, 14 de junho de 1986). Tradução de Floriano Martins (Fortaleza, Ceará, 1957) que é poeta, dramaturgo, ensaísta, artista plástico e tradutor
Encontrei-te. Era o mês… Que importa o mês? Agosto, Setembro, outubro, maio, abril, janeiro ou março, Brilhasse o luar que importa? ou fosse o sol já posto, No teu olhar todo o meu sonho andava esparso.
Que saudades de amor na aurora do teu rosto! Que horizonte de fé, no olhar tranquilo e garço! Nunca mais me lembrei se era no mês de agosto, Setembro, outubro, abril, maio, janeiro, ou março.
Encontrei-te. Depois… depois tudo se some Desfaz-se o teu olhar em nuvens de ouro e poeira. Era o dia… Que importa o dia, um simples nome?
Ou sábado sem luz, domingo sem conforto, Segunda, terça ou quarta, ou quinta ou sexta-feira, Brilhasse o sol que importa? ou fosse o luar já morto?
Alphonsus de Guimaraens (Ouro Preto, Minas Gerais, 24 de julho de 1870 – Mariana, Minas Gerais, 15 de julho de 1921)
Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo, é tão lindo, é tão lindo E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Alvorada…
Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Você também me lembra a alvorada Quando chega iluminando Meus caminhos tão sem vida E o que me resta é bem pouco Quase nada, de que ir assim Vagando numa estrada perdida
Alvorada…
Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Alvorada…
Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo
Você também me lembra a alvorada Quando chega iluminando Meus caminhos tão sem vida E o que me resta é bem pouco Quase nada, de que ir assim Vagando numa estrada perdida
Alvorada…
Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo…
Angenor de Oliveira, conhecido por Cartola (Rio de Janeiro, 11 de outubro de 1908 – 30 de novembro de 1980) / Carlos Moreira de Castro, conhecido por Carlos Cachaça, (Rio de Janeiro, 3 de agosto de 1902 — 16 de agosto de 1999) / Hermínio Bello de Carvalho (Rio de Janeiro, 28 de março de 1935)
Ajude a Bibli-Aspa a continuar ajudando mais de 150 mulheres refugiadas e suas famílias! Muito obrigado!
“Com o crescente número de imigrantes chegando no Brasil a cada dia, é de extrema importância que se ofereçam acolhimento adequado para que essas pessoas possam recomeçar suas vidas cercadas de dignidade e conhecimento. A Bibli-Aspa oferece cursos gratuitos do idioma, e também oferece todo o suporte para imigrantes e refugiados.
Em 2023, a Bibli-Aspa deu início ao “Acompanhamento e integração para mulheres refugiadas”. Neste programa, são contempladas mulheres vindas do Afeganistão, Irã Nigéria, Peru, Marrocos e Venezuela, e recebem aulas diárias de língua portuguesa, além das aulas de informática, programação, gastronomia, teatro, customização de roupas, bijuterias e artesanato, para que todos tenham a oportunidade de praticar o idioma de forma lúdica e ativa. Essas mulheres recebem três refeições por dia, além orientações sobre o sistema de saúde, documentação, trabalho, conversão de diplomas, assistência social, encaminhamento para abrigos.
No entanto, é de suma importância que haja um
financiamento constante para manter este projeto.
A instituição depende de doações e parcerias
privadas, e muitas vezes os valores não são suficientes e tampouco frequentes,
o que nos faz interromper projetos, ou, por vezes, diminuir o número de
participantes e famílias atendidas.
Neste momento, estamos sem o subsídio de emendas
parlamentares, através das quais pudemos realizar o projeto no primeiro
semestre deste ano.
A nossa meta descrita nesta plataforma cobre os
custos fixos da casa (luz, internet, água, gás) e também a folha de pagamento
dos funcionários. Garantindo o valor destas despesas, podemos manter o projeto
e garantir as atividades que proporcionamos a este grupo de mulheres, que hoje
somam mais de 150 inscritas. Se não tivermos esta verba, corremos o risco de
interromper o projeto. Ainda com a meta atingida, continuaremos a busca por
parceiros que nos ajudam com insumos (alimentos, material de limpeza).
Nosso objetivo é que as participantes, após alguns meses, estejam integralmente adaptadas a sociedade, cultura e costumes brasileiros, com perfeito domínio do idioma, e capacitadas para entrar no mercado de trabalho, ou desenvolver as atividades aprendidas em um empreendimento particular. E que, durante todo o processo, haja dignidade alimentar, profissionais capacitados para orientar essas participantes de forma a atender todas as suas necessidades pessoais.”
É, só eu sei Quanto amor eu guardei Sem saber que era só pra você
É, só tinha de ser com você Havia de ser pra você Senão era mais uma dor Senão não seria o amor Aquele que a gente não vê O amor que chegou para dar O que ninguém deu pra você
É, você que é feita de azul Me deixa morar nesse azul Me deixa encontrar minha paz Você que é bonita demais Se ao menos pudesse saber
Que eu sempre fui só de você Você sempre foi só de mim
Que eu sempre fui só de você Você sempre foi só de mim
Tom Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 – Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994) – Aloysio de Oliveira (Rio de Janeiro, 30 de dezembro de 1914 – Los Angeles, Estados Unidos, 4 de fevereiro de 1995)