Falando de poesia em tom de desabafo

Poesia. Escrevi algumas, cerca de 30 páginas. Tenho algumas inacabadas e outras na cabeça, na vontade de dizer. Algo. Amor, sofrimento, paz, natureza, ódio (por que não?). A nossa condição de vida, como seres humanos instalados nessa terra de meu Deus, não é das melhores. As perspectivas não são muito boas: poluição, guerras, fome. Temos nossas condições de trabalho, mas não existe emprego. Temos muito que ler e aprender, mas não temos tempo. Precisamos ganhar o pão e a guerra já. Somos ansiosos e nossas bocas urgem. Queremos a revolução, mas temos medo do poder. E de perder a guerra. E de fazer a guerra, pois pensamos na impossível paz. A guerra não depende de nós, mas a paz sim. Botamos a culpa na guerra e no instinto destruidor do homem. E assim vamos vivendo, sem planejamento e aos trancos e barrancos. E para quê tudo isso? Para morrermos depois e não levarmos nada. Alma…

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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