Declaração de amor

Minha flor, minha flor, minha flor, minha flor.
Minha prímula, meu pelargônio, meu gladíolo, meu botão-de-ouro.
Minha peônia, minha cinerária, minha calêndula, minha boca-de-leão.
Minha gérbera.
Minha clívia.
Meu cimbídio.
Flor, flor, flor.
Floramarílis, floranêmona, florazálea.
Clematite minha.
Catléia, delfínio, estrelítzia.
Minha hortensegerânea.
Ah, meu nenúfar, rododendro e crisântemo e junquilho meus.
Meu ciclâmen, macieira-minha-do-japão.
Calceolária minha.
Daliabegônia minha, forsitiaíris, tuliparrosa minhas.
Violeta… Amor-mais-que-perfeito.
Minha urze.
Meu cravo-pessoal-de-defunto.
Minha corola sem cor e nome no chão de minha morte.

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais, 31 de outubro de 1902 — Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1987)

Autor: ematosinho

Eduardo Matosinho tem 61 anos, nasceu em Ourinhos - SP em 1964 e é economista e sociólogo com bacharelados pela Universidade de São Paulo (USP). É casado com Luiza Maria da Silva Matosinho e com ela tem um filho de nome João Alexandre da Silva Matosinho. Mora em São Paulo e trabalha na Galeria Pontes, dedicada à arte popular brasileira contemporânea (https://www.galeriapontes.com.br/), onde já está há 18 anos. Sempre apreciou pintar e pesquisar sobre a história da arte e seus artistas. Começou a estudar artes plásticas em sua juventude vivida em sua cidade natal com o professor Francisco Claudio Granja (1976-1978). Em São Paulo estudou desenho e pintura em cursos ministrados em um Ateliê Livre por Valdir Sarubbi (1980–1983 e 1998–2000) e pintura com Selma Daffrè (2000-2003).

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