Brasil por dentro e por fora

Por dentro

Dos 26 estados brasileiros, além do Distrito Federal, apenas 8 apresentam a taxa de homicídios por 100 mil habitantes abaixo da média brasileira que é de 18,53 mortes/ 100 mil habitantes.

O estado de São Paulo é o que apresenta o melhor índice (5,64 mortes/ 100 mil habitantes), seguido de Santa Catarina (6,78), Distrito Federal (8,02), Minas Gerais (12,94), Goiás (14,07), Mato Grosso do Sul (14,94), Rio Grande do Sul (15,12) e Paraná (15,34).

Os estados mais violentos do Brasil são Alagoas (35,01), Pernambuco (36,78), Amapá (41,29). Não ficam muito a frente Pará, Amazonas, Bahia e Ceará.

O que a matéria da revista Veja destaca com razão é a discrepância dos dados e mostra que estados que tem taxas acima da média nacional, apresentam taxas muito altas relativamente.

Por fora

Os países com menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes são os EUA (5,69), Canadá (2,09), França (1,14), Alemanha (0,83), Noruega (0,54) e Japão (0,23).

É escandalosa a proporção da média brasileira (18,53) em relação aos países citados para comparação. Nem a maior tragédia brasileira até o momento que foi a recente enchente no Rio Grande do Sul matou tantos brasileiros…

Fontes: Ministério da Justiça e Segurança Pública – Brasil e as outras fontes são a projeção para 2023 da consultoria AH Datalytics e ONU, com dados de 2021.

A tabela acima foi publicada originalmente pela revista Veja de 26 de abril de 2024, edição 2890.

Galeria Pontes: Completo nessa quinta 17 anos de trabalho nela

Já se passaram 17 anos… Como o tempo voa… Neste 23/05 completo 17 anos de trabalho na Galeria Pontes. Acima um pouco da imagem dela, com logo, quadro-símbolo pintado por Antonio Poteiro, telefones, e-mail, redes sociais e site… Também foto minha de 2017, cerâmicas do Tota de nosso acervo e imagem da parte interna do nosso antigo espaço na Rua Minas Gerais…

Comemoro esse marco com meus familiares, amigos e colaboradores. Tamo Junto!

Miguel Salles Escritório de Arte: Novo leilão em breve

Leilão 42769 – Leilão de arte e antiguidades – São Paulo – Maio 2024

Exposição: De 15 a 26 de maio de 2024 – Das 11h às 19h

Local: Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1935 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP

Leilão: Dias 27, 28 e 29 de maio de 2024 – Segunda, terça e quarta-feira às 20h

Leilão on-line e telefone

Informações, lances prévios ou telefônicos:
Fixo: (11) 3063-5404 / (11) 2579-6076
WhatsApp: (11) 9 6637-8576

Leiloeira
Cristina Cruz de Negreiros – JUCESP nº 1224

Catálogo disponível: https://www.miguelsalles.com.br/catalogo.asp?Num=42769

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Leilão indicado para o blog pela amiga Macla Pimentel via WhatsApp.

Bons lances para todos!

Outras memórias – 1948

“O tucupi que era retirado da massa da mandioca era colhido em bacias ou alguidares e era deixado de lado para decantar. Ia descendo lentamente para o fundo um polvilho de cor muito branca. Era chamada tapioca e, depois de separada do líquido e posta para secar, servia para fazer farinha, goma de tacacá e muitas outras coisas. O líquido amarelo chamado simplesmente de tucupi serviria depois também para comidas diferentes como o tacacá e o pato no tucupi. Tem um gosto meio azedo e um ativo sabor.”

In: Estórias paralelas, 1999, 140 páginas

Valdir Sarubbi (Bragança, Pará, 10 de outubro de 1939 – São Paulo, 8 de novembro de 2000)

Pascal Dombis -“Spin Machine” na Dan Galeria Contemporânea

São Paulo, Brasil
25/05/2024

Spin Machine
Pascal Dombis
24 de maio de 2024

O artista francês explora campos como linguagem, ruído, controle e irracionalidade por meio de ambientes visuais e obras de arte instáveis e dinâmicas.”

Dan Galeria – Gláucia, Peter, Flávio e Ulisses Cohn

Nosso tempo está indissociavelmente ligado à velocidade. Velocidade do ritmo do fluxo de informações e da multiplicação de imagens, intensificados desde a década passada pela tecnologia digital associada à inteligência artificial.

Ferramentas de conhecimento em sua origem, a internet e seus navegadores, seguidos pelas redes sociais, tornaram-se, nos dias de hoje, instrumentos de propaganda a serviço de uma economia e de um pensamento globalizados.

Essas mudanças abruptas não escaparam a Pascal Dombis, certamente um dos artistas plásticos franceses que mais soube captar, desde meados dosanos 1990, a importância das transformações pós-digitais.

Apresentado ao Brasil em 2008 na fachada do prédio do Instituto Itaú Cultural, em São Paulo, e mais recentemente, em 2022, em uma exposição monográfica no MACS, em Sorocaba, o trabalho de Pascal Dombis oferece a oportunidade de se descobrir, agora na Dan Galeria Contemporânea, uma obra multiforme e crítica, que desestabiliza a noção universal de tempo utilizando os fluxos digitais como matéria-prima.

No começo dos anos 1990, quando concluía seus estudos em Boston, Dombis descobre as possibilidades abertas pelas ferramentas da informática para a criação artística. Após seu retorno à França, ela passa da prática da pintura à prática dos algoritmos. Integra o primeiro grupo de artistas fractalistas, dos quais acaba por se distanciar para focar seu desejo de experimentar algo que fosse além da temática dos fractais. Desde então, o artista passa a se utilizar de repetições abundantes para criar formas geométricas ou tipográficas por meio de afrescos murais digitais, obras em formato de lente ou instalações de vídeo. A partir de uma forma visual simples, Dombis desenvolve suas obras usando algoritmos para gerar uma proliferação extraordinária de imagens, dando origem a efeitos ao mesmo tempo complexos e inesperados.

A partir dos anos 2000, Dombis adota a técnica lenticular, que marcará suas composições, criando a ilusão de um movimento de fluxos ininterruptos de informações. Propício para a gestação acelerada de incidentes visuais, o recurso lenticular, por meio da luz, filtra as imagens e os textos compondo uma laminação inesperada, que proporciona à obra uma grande profundidade visual. Por meio desse artifício de realidade aumentada, ele leva o espectador a se deslocar diante da obra, de modo a fruir os diferentes pontos de vista possíveis, dando vez, nessa experiência sensorial, ao acaso e ao impreciso.

Embora o artista não assuma adotar à sua maneira o receituário da Op Art, encontramos aqui a mesma instabilidade visual, criada a partir de efeitos ópticos, presente no trabalho dos artistas do Groupe de Recherche d’Art Visuel [Grupo de Investigação em Arte Visual] (Paris 1960/1968), composto especialmente por Sobrino (aqui apresentado em 2022), Le Parc, Morellet, Yvaral e Garcia Rossi. Mas, enquanto o GRAV enfatiza a crítica social, Pascal Dombis questiona a própria natureza das imagens e a maneira de olhá-las considerando a proliferação descontrolada.

Dentre as obras de Pascal Dombis, as mais instigantes são, certamente, as da série Post Digital Mirror e Post Digital Surface, que encarnam o paradigma do reflexo graças a suas inúmeras incidências digitais. O chapeamento desmedido de imagens gera obras monocromáticas, criando uma ilusão real de reflexo, com cores elétricas saturadas. Esses espelhos pós-digitais revelam um efeito de moiré, sendo ativados somente a partir do deslocamento do espectador. Com essa série, Dombis aponta para o vazio da imagem que desaparece, em prol de um jogo de dependência entre a obra de arte e o espectador. A dimensão acidental das obras, com suas formas inesperadas e sua gama de cores descontrolada, torna-se possível a partir do princípio do flicker. Criada em 1959, a famosa Dream Machine de Brion Gysin, amigo do escritor William S. Burroughs, materializa essa experiência sensorial do flicker ao ampliar os limites da incidência óptica com o objetivo de desestabilizar o espectador em sua percepção do espaço-tempo. Spin Machine, apresentada no centro da mostra e que dá o nome a esta exposição, atende ao mesmo princípio da Dream Machine, provocando uma experiência hipnótica por meio do movimento giratório de caixotes que captam a luz e refletem as tramas lenticulares.

Fechando a exposição, a instalação interativa “The end of art is not the end” faz parte de uma série de peças que são as mais icônicas de toda a obra de Pascal Dombis. Composta por mais de 20.000 imagens retiradas de pesquisas no Google sobre “O fim da arte”, ela explora os múltiplos sentidos do fim da arte, mas também de todos os “fins de…” que caracterizam o nosso tempo: o fim do homem, o fim da civilização, o fim das ideologias, o fim da história e, é claro, o fim do mundo. A frase de Ad Reinhardt, o pintor de Radical Paintings, “The end of art is not the end” (1), mistura-se com um fluxo de imagens, criando uma narrativa contínua que adere à parede feito uma pele.

Ao aplicar uma lâmina lenticular, como um revelador da imagem, na superfície texturizada e pictural da grade de informações, o próprio espectador movimenta a obra, descobrindo, nela, o invisível indizível. Por intermédio desse lúdico arranjo fotográfico, o visitante se apropria, de maneira fragmentada, na medida de seu próprio corpo, de uma coleção inútil de dados destinados ao esquecimento.

Lançador de alertas, o artista urbano questiona as mudanças estruturais que acompanham evolução da sociedade. Nosso futuro, bem como a memória de nosso passado, depende dele. Começando, como processo criativo, por um postulado algorítmico simples ou uma consulta permanente em algum mecanismo de busca, o trabalho de Pascal Dombis constitui-se numa procura sem fim. O artista elabora uma obra atravessada pela noção do tempo – de todos os tempos. O tempo que se estende como uma curva infinita, o tempo que se acelera em sintonia com a máquina que calcula, o tempo elástico que desafia a física e se dilata para ocupar o espaço da quarta dimensão.

A exposição Spin machine é uma proposta de experiências de Pascal Dombis através das quais ele capta os sinais de uma falência futura perscrutando a proliferação desmedida de sequências transpostas para suas colagens digitais a fim de conferir, por meio de uma densidade estrutural abissal, um eco à sua própria destruição.

Franck James Marlot
(1) Extraído de Art-as-Art Dogma, Parte III, publicado em março de 1965, Art News, Nova York

Dan Galeria Contemporânea
Rua Amauri, 73
01448-000 São Paulo/ SP, Brasil
Tel: (11) 3063-0315
e-mail: info@dangaleria.com.br

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Languagem I Edney Cielici Dias

148 Páginas I 13,5 x 20,5 cm
ISBN: 978-65-5519-213-1

“[…]

Languagem é um presente, um elogio à inteligência, ao talento, à cultura, à erudição, à arte. Sou suspeito, suspeitíssimo para falar deste livro, que conheço desde a sua fecundação. Generoso, Edney volta e meia me manda densas pílulas do seu fazer poético. Aliás, “fazer poético” é, na essência, um pleonasmo, visto que “poesia” vem do latim “poesis”, que, por sua vez, vem do grego “poíesis”, que significa “fazer”, “produzir”. E Edney faz, produz. Como um Cabral, mexe e remexe até que o prazo estoure, o que o obriga a entregar os originais, do contrário ele os alteraria e alteraria e alteraria.

Essa inquietação no fazer se vê nas soluções (meta)linguísticas que Edney encontra, por exemplo, no antológico Notas Laterais, em que italiano e português se misturam em versos que metaforizam a metáfora e criam intensos focos de luz poética e linguística:

meta a poesia
cometa e remeta
o metacazzo
em meio à zoeira
ao tempo pazzo
meta de bobeira
verso na asneira

sim, meta a poesia
de fósforo, o palito
em meta de poesia
alívio paratodanoia
luz, possível infinito
aroma de metanoia

Pois é aí que está o busílis de toda a obra de Edney, que dá à velha questão forma/conteúdo forma e conteúdo ímpares. Languagem é a própria sagração da linguagem criativa, inventiva, subversiva, criativamente subversiva. Como se sabe, a subversão da linguagem não é por si só uma virtude. Subversão sem criatividade é simplesmente um equívoco, um engano, um engodo. Em Languagem, nada sobeja.

[…]

Prepare o fôlego, caro leitor!”

Pasquale Cipro Neto
Linguista e professor

“Eis um poeta. Dos que procuram o som e o senso das palavras. Dos que fazem do poema uma viagem, um desafio, um mergulho, uma graça. Dos que se aplicam à tarefa de compor a massa teimosa de ideias e palavras com a paciência, o orgulho e a humildade do artesão.

 […]

Finda a leitura, fica a percepção de que o poeta realizou neste livro seu objetivo de destilar sua poesia, considerando essa palavra como depuração: determinada, buscada, teimosa, obsessiva.”

Ivan Angelo
Escritor

Edney Cielici Dias: “Espaços brancos entre substantivos: diversos, verticais, humilíssimos, incandescentes.”. Poeta devotado ao ofício da palavra, é doutor em ciência política, economista, jornalista e editor. Autor de “Cartas da Alteridade” (Selo Demônio Negro, 2020).

ventiladorliterario.com

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Bia Nascimento: Ainda tenho o mesmo telefone

Com texto e atuação de Bia Nascimento e direção de Davi Novaes, o solo “Ainda tenho o mesmo telefone” estreou em maio no Espaço de Provocação Cultural.

Sinopse: Uma mulher se prepara pra atravessar a Avenida 23 de Maio enquanto a outra escreve cartas em seu apartamento para um amor que acabou. Quando o destino das duas se cruza, suas trajetórias mudam de forma irreversível e as fronteiras entre o real e o imaginado são diluídas nesse solo que diz sobre o desejo, o feminino e a possibilidade de recomeço após um coração partido.

Serviço:
Local: Rua Bento de Abreu, 151, Vila Romana – Espaço de Provocação Cultural, EPC
Data: Sextas-feiras de maio às 20h (exceto dia 24/05)
Ingresso: R$35,00
Duração: 60 minutos
Classificação: 14 anos

Foto: Pedro Ramos
Design: Fúlvio Alexandre

Bia Nascimento
Autora de @aindatenhoomesmotelefone
Atriz | escritora | compositora

Conheci essa atriz na peça teatral que assisti ontem no Centro Cultural Fiesp – Sesi-SP (“Um homem” por Confeitaria de cinema), conversamos um pouco e ela me convidou para ir ver o seu espetáculo que acima divulgo.

Ingressos à venda no Sympla (www.sympla.com.br/ainda-tenho-o-mesmo-telefone__2424039)